terça-feira, 29 de setembro de 2015

Deixe ir

 
 

O sofrimento consiste no apego. Na ilusão de que podemos controlar pessoas, momentos e o próprio destino. Escrevemos um script para nós mesmos e, como um diretor impertinente, não aceitamos falhas ou mudanças no nosso roteiro.
 
Pensamos que nossos sonhos são grandes o suficiente para atrair seguidores cegos. Nos esquecemos dos sonhos individuais de cada um. Damos tudo o que temos na esperança de mantermos a companhia na sala de visitas. E nos entristecemos ao final do dia quando nos percebemos sós.
 
Pois tenho aprendido muito com a minha solidão. E tenho aprendido que devemos seguir os sonhos individuais sem medo. A palavra tem força. Somos o que acreditamos que podemos ser.
 
Não sei se a poesia fez de mim uma sonhadora ou se me tornei poeta por causa da eloquencia dos meus sonhos. O que importa é que tenho verdadeira paixão pela vida. Amo acordar sob o calor de mais um dia de sol. O canto das aves me encanta. Sinto que estou cada vez mais conectada com as cores e as possibilidades infinitas da vida.
 
Sinto saudade das pessoas que optaram seguir diferentes caminhos. Mas meu amor por elas continua vivo dentro de mim. É por isso que resolvi testar uma nova estratégia: deixar ir.
 
Deixe ir as pessoas que não compartilham dos mesmos projetos, sonhos, a paixão pela vida. Deixe ir a falta de amor, o pessimismo, a infelicidade perpétua. Deixe ir o medo do compromisso, o sarcasmo, a ironia crônica, a cara feia. Deixe ir os amigos que já não são sinceros. Deixe ir o amor que te confronta e fere. Deixe ir as pessoas que julgam, abusam e lançam veneno por meio de palavras duras.
 
Deixe ir embora tudo aquilo que te faz mal.
 
Somos todos um campo magnético. Atrairemos, sem falta, aqueles que nos correspondem. Atrairemos mais amor para nossas vidas, atrairemos beleza, esperança, coragem e força para prosseguirmos com nossos projetos mais ambiciosos e belos. Atrairemos o que acreditamos ser possível manifestar.
 
Deixe ir. Não fique triste com as fases de reconstrução da vida. Não há revolução profunda sem um pouco de angústia e dor. Deixe as pessoas livres para fazerem o que quiserem. E siga você também seu próprio caminho com o coração aberto e a coragem em admitir quem você é e o que realmente quer. Ouça o desejo que vem do local mais profundo do seu coração e dê atenção a ele. Realize todo seu potencial ao máximo e ilumine o mundo inteiro com a luz que emana de dentro de si. Não tenha medo de lutar por aquilo que acredita e assuma inteiramente aquilo que você é.

Tamara Ramos
 

Siga o seu coração

 
 

Respect yourself



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Escritos biográficos



"Que diabos eu ainda queria
com a vida dos outros?
Devia era tratar de
reconstruir a minha."
 
Escritos de Outono, de Tamara Ramos
Disponível em ebook pela Amazon

sábado, 26 de setembro de 2015

Jogue pro Universo!



The beauty of truth


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Working together, living together... My life as a Teacher. :)

Com Juliana Colaço, dona da Wizard Pompeia, em Santos.
Impossível ter uma chefe mais legal do que essa!

 United Teachers from Wizard!

Nós fazemos terapia em inglês, né não Teacher Kethlen Schulz? :)
 
 We work really hard, but we also have a lot of fun! ;)

Problemas para escrever artigos acadêmicos da faculdade?
Leva pra escola que a gente te ajuda, né Teacher Amanda?


Se as duas fotos saíram boas, postamos as duas! ;)
 

Eu quero corrigir e ele quer conversar...
Com Márcio, teacher de inglês e francês.

Com ela eu aprendo todo santo dia!
Fabíola Funari, a super coordenadora da Wizard
e aniversariante do dia também! ;)

E no final da festa... a santa pilha de lição nossa de cada dia para corrigir! ;)

Go for it

Cabeça de artista


 
"TODO ARTISTA PAGA
UM PREÇO CARO
PELO VISTO DE
RESIDÊNCIA PERMANENTE
NO PAÍS DA SOLIDÃO"
 
- Tamara Ramos, em Irina Bloom (2013) 

Escritos de outono




"As imagens me chegavam nos mesmos tons do cinema noir, como filmes de guerra carregado de abusos e mortes. A chuva, nublando o céu lá fora, tingia de cinza a atmosfera. Eu estava mergulhada num profundo abismo sem cor. A minha vida, a minha identidade, a minha mudez recém-adquirida, a minha ignorância herdada."
 
Trecho do livro "Escritos de Outono", de Tamara Ramos
Disponível em ebook pela Amazon       

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Don't wait!


Soulmates


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ok?


domingo, 20 de setembro de 2015

Mensagem do meu pai

Ricardo Ramos, meu pai, se recuperando das 3 cirurgias que salvaram a sua vida 



Acabo de chegar de uma jornada fascinante ao âmago de meu ser. Estive de 18 de agosto a 1º de setembro, hospedado na UTI Cardiológica da Santa Casa da Misericórdia de Santos, e lá fui cuidado, operado, cutucado, entubado, tudo para salvar minha vida, por médicos extremamente competentes, enfermeiras e demais auxiliares amorosos que buscaram o tempo todo o melhor conforto para mim e meus familiares. Uma úlcera estomacal ...pós-operatória ainda me levou de volta à mesa de operação. Por fim, perdi 7 quilos e acabei por ganhar uma ponte de safena, uma mamária e ainda de brinde um marca passo, agora sou um ser biônico, graças à ciência.

 Senti medo, vislumbrei o umbral, também conhecido por purgatório, aprendi o verdadeiro significado da palavra humildade, conheci a dedicação daqueles que lidam com a saúde e para quem não importa a origem do paciente, se do SUS ou de algum convênio médico. Tudo é feito com precisão e com dedicação absoluta, só tenho a agradecer e recomendar.

 Nessa jornada compreendi que somos apenas uma pequena chama divina, frágil e que por aqui passa e pernoita por alguns anos, apenas para aprendizados importantes para nossa evolução. Os desejos materiais são irrelevantes, mas nós os transformamos em razão de nossas vidas.

Não devemos nos esquecer que sem amor incondicional, sem desprendimento e sem caridade, estaremos sempre envoltos num ciclo vicioso que nos fará voltar constantemente ao mesmo ponto, até que aprendamos a lição, e somente seremos aprovados após a compreensão dos ensinamentos da mente universal.

 Ao ter alta da UTI e ser levado ao quarto para complementação do tratamento, emocionei-me com a despedida que me fizeram, acompanhando-me até à porta os médicos e funcionários presentes, batendo palmas pela minha vitória da qual foram todos protagonistas.
 
 
- RICARDO RAMOS
em 19/09/15

Design your own life

 
 
 
"If you don't design your own life plan, chances are you'll fall into someone else's plan. And guess what they have planned for you? Not much."

- Jim Rohn




Foto: Evento da Herbalife em Santos.

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Exactly...


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Uma noite londrina na Wizard! :)



 
 


 

 
 
 
 
Todos os meses a Wizard Pompeia de Santos realiza uma atividade interativa com os alunos recriando experiências de viagens para o treino da conversação. Na última sexta-feira, dia 11/09, o tema foi Londres. Os professores que moraram em Londres falaram sobre a cultura inglesa, apresentaram curiosidades sobre os pontos turísticos da cidade e se confraternizaram com os alunos numa noite inesquecível! Como estudiosa da vida e da obra do bardo inglês, fiquei responsável de apresentar Shakespeare aos alunos! Toda a apresentação teve tradução simultânea e permitiu uma interação maior dos alunos com o idioma que estão aprendendo. Valeu, Wizard! Noite nota 1000!  

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Yep!


domingo, 13 de setembro de 2015

Love of my life: SOPHIA :)





Domingo, 13 de setembro/2015

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Uma mulher antiquada

Jean Baptiste Chardin - "Women taking tea" (1735)
 
Vermeer - "Women in blue Reading a letter" (1663)
 
Rembrandt - "Old women Reading" (1675)
 
 
"É claro que a sexualidade é essencial, mas também é fonte de sofrimento e perplexidade. O mesmo ocorre com o capitalismo, que é uma mistura igualmente confusa de coisas muito impressionantes e bastante insatisfatórias."
 
- Alain de Botton
 
 
Todas as vezes que me sinto asfixiada pelos excessos da vida moderna, recorro às pinturas dos grandes mestres como Rembrandt, Chardin e Vermeer. Gosto de olhar especialmente para as pinturas que mostram as mulheres daquele tempo em atividades caseiras bem simples, como lendo, tomando chá, cozinhando, escrevendo, arrumando a mesa da sala, entre outras situações desprovidas de glamour.
 
Eu sei que é bobagem sentir nostalgia de um passado tão distante, que provavelmente esteve cheio de conflitos, dificuldades e problemas diversos, mas não consigo deixar de me sentir atraída por essas imagens. Existe algo dentro de mim que não se modernizou. Passeio pelo mundo atual, vivo dentro dele, usufruo de muitos dos seus benefícios e confortos, e pareço fisicamente com alguém do meu próprio tempo. Mas bem lá no fundo, existe uma mulher um tanto antiquada morando dentro de mim.
 
Acho que sou a única pessoa que conheço que abriu mão do telefone celular e nunca mexeu no whatsapp. É claro que sou tecnologicamente conectada, possuo blogs, e-mails e websites, sei criar coisas incríveis no power point, produzo vídeos, realizo cursos online nas maiores Universidades do mundo, faço download das músicas que gosto de ouvir, dou conferências online, converso pelo Skype, e leio e-books diariamente. Mas quando desligo o computador, não gosto de ser encontrada ou rastreada por pessoas neuroticamente dependentes de seus Iphones.
 
Quando eu era mais jovem, ficava fascinada com a vida adulta. Acabei amadurecendo mais cedo do que devia, aprontei tudo o que se possa imaginar, agarrei a liberdade com os dentes, namorei, experimentei, viajei, me arrisquei diversas vezes e me equilibrei sem medo nas esquinas do excesso. Porém, com a idade, comecei a perder o interesse pelas luzes coloridas das lojas comerciais, passei a achar meus amantes um pouco desprovidos de atratividade intelectual, perdi o interesse pela vitrine de doces, e aos poucos me refugiei num mundo paralelo e um pouco obscuro: o da leitura dos clássicos.
 
A primeira grande obra que me lembro de ter lido foi o livro "O Egípcio" de Mika Waltari, que peguei emprestado na estante do meu avô. Era um livro grosso, 600 páginas de uma erudição difícil e cativante. Confesso que não compreendi muito bem a leitura, pois na época eu tinha somente uns 12 anos de idade. Mas o impacto daquela história ficou gravado em mim. Depois dos vinte e poucos anos, já um pouco farta das aventuras loucas da juventude, fui em busca de mais literatura forte. Li então "O Etrusco", também do Mika Waltari; A Odisseia, de Homero; e o Fio da Navalha, de Somerset Maugham.  Todas essas histórias me tiravam do meu tempo presente e me apresentavam a realidade de um mundo perdido que me parecia muito mais rico e interessante do que a minha contemporaneidade.
 
Depois da literatura percorri o mundo da arte. Adoro os Impressionistas, mas quem realmente mexe comigo são os holandeses e os italianos do Renascimento. Vermeer tem o poder incrível de restaurar completamente o meu equilíbrio emocional. Várias de suas pinturas me acalmam profundamente. A reação que tenho diante dessas telas é tão visceral que me parece impossível explicar com palavras. Há algo em Vermeer que me faz desejar morar numa fazenda, sem telefone, conexão wi fi e eletricidade. É como se o grande arquétipo de Deméter se apoderasse completamente de mim, e sinto vontade de beber leite mais fresco, tomar banho de rio e apagar um lampião na hora de dormir.   
 
Chardin é uma das minhas grandes paixões secretas (possuo várias que não me atrevo a revelar, mas essa vale a pena). A pintura de Chardin traz de volta algo ancestral. É como se suas telas falassem diretamente com a minha primeira encarnação, ou com meu lado mais primitivo e inocente. Sou quase capaz de sentir o cheiro da cozinha das telas de Chardin e ouvir os conselhos das mulheres mais velhas alertando as mais jovens sobre a ilusão da paixão.
 
Aos 37 anos sinto-me, às vezes, uma velha. Já não me atraem tanto os produtos industrializados do mundo, os homens de barriga tanquinho, as obras de arte abstratas, o funk, a liberalidade sexual do século 21, a imortalidade científica, a futilidade da boêmia inexpressiva, o papo furado, as roupas ultra sexies das garotinhas, o casamento aberto, a pornografia, os carros de luxo, os modulados decorativos, a dose de uísque, o barulho urbano.  
 
As vezes sinto vontade de me refugiar numa das telas acima, e tomar chá com essas mulheres que viveram numa época totalmente diferente da minha. Queria poder simplificar ainda mais a minha vida, ler livros de feitiçaria xamânica, resgatar o contato com as deusas do Olimpo, ser menos divina e mais humana.
 
Quando falo sobre essas coisas com algumas pessoas mais próximas, sou sempre mal entendida. Me acusam de ser falsa puritana, dizem que suspeitam da minha "pinta de anjinha", e acreditam que tudo o que eu digo é completamente improvável. As pessoas não entendem que o excesso de liberdade desperta o interesse por certos limites. Quando se é completamente livre - e se consome essa liberdade por anos a fio sem nenhum tipo de restrição - se perde o interesse. É como a criança que possui pais totalmente permissivos e começam a admirar os pais do amiguinho que impõem certas regras.
 
Eu sinto que com o passar do tempo meus interesses mudaram muito. É lógico que não sou nenhuma santa - ainda possuo momentos de ira, de ciúme, de rancor, de vaidade -, mas acho que já iluminei muitas das minhas sombras, e o acúmulo das experiências forjou em mim um desejo genuíno pelas coisas mais simples.
 
Quando passo os olhos pelos objetos do meu quarto, percebo que minha alma pertence a outro tempo. Com exceção do notebook, todos os meus objetos poderiam ser reproduzidos nas telas de Vermeer ou Chardin. A simplicidade dos meus móveis, da minha estante de livros e do meu antigo armário de madeira, me permite criar uma conexão mais profunda entre a mulher antiquada que habita em mim e eu.
 
Estou ciente de que ser antiga num período moderno me trará muitos problemas, a começar pela descrença dos que estão ao redor. Mas entre a simplicidade natural de Chardin e o caos colorido da mídia atual, escolho mil vezes a primeira opção.  
 
- Tamara Ramos
Setembro/15
 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

MICHELANGELO tentando convencer o Papa de que vale a pena pintar a Capela Sistina.


Just do it


“Act, and God will act.”
― Joan of Arc

Ok?


Ser poeta é...

 
 
 
 
"Ser poeta é extravasar
 a emoção em forma
de palavra impressa.
O poeta desabafa
 fazendo arte."
 
 
 - Tamara Ramos

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Minuto de sabedoria


Para refletir...