terça-feira, 2 de setembro de 2014

LUCY e a Física Quântica


Eu estava ansiosa para ver LUCY, o novo filme de Luc Besson que aborda os princípios da Física Quântica. Sabendo que se tratava de um filme comercial de ação, confesso que não criei grandes expectativas, mas LUCY me surpreendeu. É óbvio que há exagero nas cenas de ação, e talvez Besson pudesse ter evitado misturar física quântica com máfia coreana, mas o filme não é nada superficial.
 
 
 
LUCY trata de um dos temas que mais me interessam, e como estudiosa da física quântica, acho que ele abordou com propriedade os princípios mais polêmicos dessa teoria. Usando apenas 10% da capacidade mental, nós criamos civilizações, cultura, linguagem, tecnologia e arte. Imagine o que mais faríamos se usássemos 100% da nossa capacidade. A Física Quântica já comprovou que a matéria é uma ilusão, que o Universo é feito de vibração, que o átomo é ora partícula ora onda, que há entrelaçamento de partículas, não-localidade e que o pensamento é altamente criativo. Mas mesmo após Niels Bohr ganhar um prêmio Nobel por suas descobertas quânticas, a grande maioria das pessoas ainda insiste em rejeitar a realidade da vida.
 
No filme de Besson, LUCY começa a ter uma percepção expandida da realidade após ingerir uma droga que altera radicalmente o seu estado de consciência. Ela passa a ver a vida em sua essência atômica, feita de pura vibração e desprovida de matéria. Com a mente expandida o acesso à informação é instantâneo. O aumento da capacidade de armazenamento de conhecimento é assustador. Ao atingir os 100% da capacidade mental, LUCY deixa de ser humana. Na verdade, nesse momento, LUCY compreende o pilar central da teoria quântica: de que todos somos um e de que todo tipo de separação é ilusória.
 
Não vou dar muitos detalhes aqui, porque não quero estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme. Mas gostaria de dizer que recomendo a todos não apenas o filme, mas também um aprofundamento da teoria quântica. Sugiro que leiam Amit Goswami, Fritjof Capra, Fred Alan Wolf e Deepak Chopra. Sem ler sobre física quântica, não há a menor chance de compreender o que significa os conceitos apresentados por LUCY. Conhecer os fundamentos básicos da mecânica quântica é fundamental para que possamos ver o mundo físico sob uma nova perspectiva.   
 
Muitos críticos americanos torceram o nariz para LUCY. Muitos comentários infelizes foram feitos a respeito do filme, demonstrando apenas a profunda ignorância dos jornalistas. É claro que o filme apresenta alguns clichês hollywoodianos, mas a teoria está lá!
Nesse mundo materialista de Tomé, onde é preciso ver para crer, é muito complicado lidar com partículas invisíveis aos olhos humanos. Mas quem abre a cabeça e estuda um pouco de física quântica, logo percebe o erro que vem sendo cometido pela ciência tradicional.

LUCY vai te fazer pensar muito.   
 
Recomendo.

3 comentários:

Alexandre disse...

O filme, na minha humilde opinião, foi satisfatório na apresentação das teorias e principalmente nas colocações filosóficas que acho essenciais para o desenvolvimento humano. Porém peca totalmente no excesso de ação, tiros e violência que não condiz com um ser dito "superior" mas, entendo perfeitamente que sem isso, o filme seria um completo fracasso aos olhos de quem não se interessa por esses assuntos mais, digamos, complicados.

Sarah Costa Schmidt disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tamara Ramos disse...

Oi Alexandre!

Sim, eles poderiam ter reduzido o excesso de ação do filme. Mas quem iria vê-lo? Infelizmente, Hollywood tem sempre que mascarar os temas mais sérios na hora de transmitir a mensagem, mas o filme revela bastante sobre a física quântica, né? É aquela velha história bíblica: quem tem olhos para ver, que veja"

Abraço!
Tamara