domingo, 28 de setembro de 2014

What is Art for?


sábado, 27 de setembro de 2014

Reinvente-se!


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Escrevendo...


Pausa para uma foto. ;) 

sábado, 20 de setembro de 2014

Ouvindo enquanto escrevo...


Reinvent yourself!





Cor dos cabelos, cor dos olhos, cor da roupa, guarda-roupa.

Sou mil mulheres dentro de uma.

Sou mais de uma, sou nenhuma.

Preto, vermelho, castanho, amarelo.

Cabe mais no meu castelo feito de muitas cores.

 

Arco-íris.

Preto, castanho, azul e verde.

Cabe mais no meu olhar.

Multi-íris.

 Colorido.

 
 
 
 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Ouvindo enquanto escrevo...



terça-feira, 9 de setembro de 2014

O Universo conspira a seu favor.


 
 



Essa frase é a base de todas as minhas crenças.
Por acreditar nisso, consegui realizar muita coisa que parecia impossível.
"Quando você realmente quer alguma coisa, o Universo inteiro conspira para que você alcance."

domingo, 7 de setembro de 2014

Feels like home...


O lado borboleta

É bom ser borboleta de vez em quando. Ficar só, em silêncio, longe do tumulto do mundo, em completa liberdade.
É bom ser borboleta que transmuta, troca de pele, nasce de novo e transita por rotas distantes ocultas do conhecimento público.
É bom ser borboleta e poder viajar sem bagagens. Desprender-se, desacostumar-se, desvencilhar-se de amarras que oprimem.
É bom ser borboleta num jardim de flores estranhas.
É bom ser um pouco borboleta e um pouco humana.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

3 Gerações

 
 




 
Sexta-feira à noite. Reunião de 3 gerações da Família Ramos. Há 30 dias nasceu minha sobrinha Sophia, linda demais. Olho para trás e vejo o tempo passar na velocidade da luz. Muda a geração, muda a percepção, mudam os conceitos, mudam os planos, muda a vida. Mas aquilo que realmente importa permanece intocado. O clã. O ninho. A origem. A família freudiana complexa, o vínculo de sangue, a genealogia.   


Laniakea: nosso lugar na galáxia (vídeo em inglês)


 
 
Esse vídeo foi postado ontem na internet e ainda não há tradução para o português. Aqui conseguimos ver de forma bem clara onde estamos e qual é a nossa posição dentro do universo. Somos realmente apenas um pontinho minúsculo dentro de um espaço de tamanho incalculável. Toda nossa arrogância cai por terra quando tomamos consciência de quem somos e de onde estamos. Ainda há muito a se descobrir, mas a ciência está caminhando rapidamente e a mecânica quântica já compreendeu os princípios mais elementares da nova teoria sobre a origem do universo e sobre a essência de nossa natureza humana.  
Sabemos que a Terra e o sistema solar estão localizados na Via Láctea. Mas como, exatamente, a Via Láctea se encaixa entre as bilhões de outras galáxias no universo conhecido?

Em um novo estudo fascinante para a revista Nature, uma equipe de cientistas mapeou milhares de galáxias em nossa vizinhança imediata, e descobriu que a Via Láctea é parte de um enorme superaglomerado de galáxias de fazer cair o queixo.

Esta estrutura é muito, muito, mas mesmo muito maior do que os astrônomos já haviam mapeado. Laniakea contém mais de 100 mil galáxias, estende-se 500 milhões de anos-luz de diâmetro, e a Via Láctea é apenas uma partícula localizada em uma das suas franjas.
É difícil quebrar a cabeça para se compreender tamanha imensidão. Cada um dos pontos de luz apresentado no filme é uma galáxia individual. Cada galáxia contém milhões, bilhões, ou até mesmo trilhões de estrelas. Ah, e tudo isso é apenas o nosso cantinho local de um universo ainda mais amplo. Há muitos outros superaglomerados de galáxias lá fora.

Então como é que os pesquisadores descobriram que existia essa estrutura - e como eles se distinguem de outros superaglomerados?

A equipe de cientistas, liderada por R. Brent Tully, da Universidade do Havaí, estudou primeiro o movimento de cerca de 8.000 galáxias em nossa vizinhança. Ao fazer isso, ele pôde mapear certos padrões. O universo vem se expandindo desde o Big Bang. Mas a equipe também descobriu que a gravidade estava puxando algumas galáxias umas para as outras.
Superclusters (superaglomerados) são regiões do espaço densamente embaladas por galáxias. São, na verdade, as maiores estruturas do Universo. Os cientistas há muito tempo têm se esforçado para definir exatamente onde um superaglomerado termina e outro começa. Agora, uma equipe baseada no Havaí surgiu com uma nova técnica que mapeia o universo de acordo com o fluxo de galáxias através do espaço. Essa técnica permitiu que se redesenhasse as fronteiras do mapa cósmico, redefinisse a nossa posição dentro das regiões de superaglomerados e a nomeássemos  de Laniakea, que significa "céu imensurável" em havaiano.
 
* Parte dessa matéria foi retirada do site Vox - www.vox.com
 





 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A serpente e o dragão

 
 
 
O destino da serpente era encontrar o dragão.
Estava escrito.
Estava gravado na terra e no ar.
Rastejando em busca de conhecimento, a serpente queimava sob o sol de seu deserto interno.
Voando em busca de liberdade, o dragão dominava nove atmosferas ilusórias.
Ambos intuíam que jamais deveriam se encontrar.
Uma fera rastejante, um animal alado: mundos opostos.
Mas o destino é fã de fatalidades e organizou um esbarrão oportuno.
Um olhar fulminante.
Duas bocas interagindo por meio de fogo e veneno. 
Uma atração fatal.
A serpente subiu no dorso do dragão e quis ver o mundo de um lugar mais alto.
O dragão aterrissou no solo em chamas e sentiu um amargo na língua.
Os dois se amaram e se odiaram por setenta e dois meses.
Viveram juntos e separados por culpa de sua natureza inversa.
A serpente transmitiu ao dragão toda sabedoria que roubou dos homens.
O dragão entregou à serpente a visão de um novo mundo.
O destino do dragão era viver ao lado da serpente.
Mas ele hesitou.
O destino da serpente era encontrar o dragão.
Mas ela sentiu medo.
O dragão e a serpente se separaram por questão de sobrevivência.
Um único adeus,
Um destino interrompido.
Um amor.
Uma morte.
A serpente acordou cuspindo fogo.
O dragão acordou mais inteligente.
A alma de um passou para a alma do outro.
O dragão e a serpente tornaram-se um.
E ninguém mais conseguiu separar.
E foi nesse dia, justamente nesse dia, que a razão morreu.
 
 
 

THE SNAKE AND THE DRAGON

 
The fate of the snake was to find the dragon.
Was written.
Was recorded on earth and in the air.
Crawling in search of knowledge, the snake burned under the sun of her inner desert.
Flying in search of freedom, the dragon dominated nine illusory atmospheres.
Both intuited that they should never meet.
A crawling beast, a winged animal: opposing worlds.
But fate is a fan of fatalities and organized a timely bump.
A withering look.
Two mouths interacting through poison and fire.
A fatal attraction.
The snake climbed on the back of the dragon and wanted to see the world from a higher place.
The dragon landed on the ground in flames and felt a bad taste in his tongue.
The two loved each other and hated each other for seventy-two months.
Lived together and separated by fault of their reverse nature.
The snake gave the dragon all the wisdom she stole from men.

The dragon gave the snake the vision of a new world.
The fate of the dragon was living next to the snake.
But he hesitated.
The fate of the snake was to find the dragon.
But she was scared.
The dragon and the snake separated by a matter of survival.
A single goodbye,
An interrupted destination

One Love.
One death.


The snake woke spitting fire.
The dragon woke smarter.
The soul of one passed into the soul of another.
The dragon and the snake became one.
And no one could separate.
And it was that day, just that day, that reason died.  





quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Obrigada pelo acesso!

 
Estamos chegando aos 65 mil acessos! Parece pouco, mas é muita coisa para um blog que não possui divulgação na mídia. Quando dei início ao blog, disseram que eu conseguiria no máximo uns dois mil acessos. Achei justo e não me importei, pois o blog era como se fosse um diário particular onde guardaria momentos importantes da minha vida de maneira digitalizada. O blog me ajuda a organizar minha vida por datas, a compartilhar artigos interessantes, a publicar meus pensamentos e a fazer amizades na rede.
 
O blog trouxe muita coisa bacana na minha carreira. Por aqui jornalistas me descobriram, blogueiros me encontraram, editores e leitores puderam entrar em contato, o que possibilitou um ampliamento nas minhas relações profissionais.
 
Quando estou deprimida o blog fica mais escuro, com postagens tristes; quando estou feliz ele fica colorido como um dia de sol em Santos. Quando estou incomodada com algum assunto, ele se torna o palco dos meus desabafos. Quando algo me emociona, é aqui que lavo a minha alma. Relendo antigas postagens tomo ciência do quanto já caminhei! Quem me conhece sabe que sou uma apaixonada pela vida e estou sempre ocupada com algum assunto que me parece importante. Há sempre um milhão de projetos na minha gaveta, ideias armazenadas na minha cabeça e uma vontade imensa de realizar coisas novas a todo instante. E é essa motivação que me mantém em equilíbrio, que me faz desejar acordar diariamente em busca do meu tesouro perdido.
 
Sem motivação a vida fica mais difícil. É complicado transitar pelo mundo sem se deixar tocar por ele. Ainda há tanta coisa bonita para ver!
 
A você, leitor, que me acompanha a tanto tempo, meu agradecimento. No ranking das visitas está o Brasil, os Estados Unidos e a Rússia. Mas há também muitos acessos da Espanha, Portugal e Alemanha. Agradeço a todos de forma igual.
 
Voltem sempre!
Tamara Ramos    
 
 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

LUCY e a Física Quântica


Eu estava ansiosa para ver LUCY, o novo filme de Luc Besson que aborda os princípios da Física Quântica. Sabendo que se tratava de um filme comercial de ação, confesso que não criei grandes expectativas, mas LUCY me surpreendeu. É óbvio que há exagero nas cenas de ação, e talvez Besson pudesse ter evitado misturar física quântica com máfia coreana, mas o filme não é nada superficial.
 
 
 
LUCY trata de um dos temas que mais me interessam, e como estudiosa da física quântica, acho que ele abordou com propriedade os princípios mais polêmicos dessa teoria. Usando apenas 10% da capacidade mental, nós criamos civilizações, cultura, linguagem, tecnologia e arte. Imagine o que mais faríamos se usássemos 100% da nossa capacidade. A Física Quântica já comprovou que a matéria é uma ilusão, que o Universo é feito de vibração, que o átomo é ora partícula ora onda, que há entrelaçamento de partículas, não-localidade e que o pensamento é altamente criativo. Mas mesmo após Niels Bohr ganhar um prêmio Nobel por suas descobertas quânticas, a grande maioria das pessoas ainda insiste em rejeitar a realidade da vida.
 
No filme de Besson, LUCY começa a ter uma percepção expandida da realidade após ingerir uma droga que altera radicalmente o seu estado de consciência. Ela passa a ver a vida em sua essência atômica, feita de pura vibração e desprovida de matéria. Com a mente expandida o acesso à informação é instantâneo. O aumento da capacidade de armazenamento de conhecimento é assustador. Ao atingir os 100% da capacidade mental, LUCY deixa de ser humana. Na verdade, nesse momento, LUCY compreende o pilar central da teoria quântica: de que todos somos um e de que todo tipo de separação é ilusória.
 
Não vou dar muitos detalhes aqui, porque não quero estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme. Mas gostaria de dizer que recomendo a todos não apenas o filme, mas também um aprofundamento da teoria quântica. Sugiro que leiam Amit Goswami, Fritjof Capra, Fred Alan Wolf e Deepak Chopra. Sem ler sobre física quântica, não há a menor chance de compreender o que significa os conceitos apresentados por LUCY. Conhecer os fundamentos básicos da mecânica quântica é fundamental para que possamos ver o mundo físico sob uma nova perspectiva.   
 
Muitos críticos americanos torceram o nariz para LUCY. Muitos comentários infelizes foram feitos a respeito do filme, demonstrando apenas a profunda ignorância dos jornalistas. É claro que o filme apresenta alguns clichês hollywoodianos, mas a teoria está lá!
Nesse mundo materialista de Tomé, onde é preciso ver para crer, é muito complicado lidar com partículas invisíveis aos olhos humanos. Mas quem abre a cabeça e estuda um pouco de física quântica, logo percebe o erro que vem sendo cometido pela ciência tradicional.

LUCY vai te fazer pensar muito.   
 
Recomendo.

Auto-retrato

 
 
Tentando dar forma a cada pensamento abstrato, me perco no labirinto das minhas ideias. Queria eu poder botar limites nas minhas fronteiras. Escrevo livros, viajo, coleciono palavras, troco de roupa, amo e odeio sob o sol inclemente de meu país brasileiro. Corto o cabelo, vou do preto ao louro e do louro ao preto. Crio projetos ambiciosos, sacrifico o tesão pela razão, fico abstêmia. E você segue por aí bebendo o tempo em silêncio, enquanto eu me mato em busca de algum sentido ou uma frase de efeito. A tal mala vermelha já está ultrapassada e preciso arranjar outra se quiser seguir em frente. Amsterdã, Paris, Bruxelas, me aguardem. Buenos Aires é pouco para quem não se satisfaz com nada. Vivo da lembrança de um passado falido. Estava na cara que o futuro era um risco. Mas pelo menos sempre sobra um pouco de amor e um maço de cigarro mentolado pra amenizar a angústia. Sou só, estou só, vivo só, mas você não acredita. E essa injustiça me vira do avesso. Ainda tenho um caminhão de coisa pra dizer, porque repertório de poeta jamais se esgota. Mas acho que meu discurso não é capaz de mudar o rumo das coisas. Minhas palavras não são mais suficientes. Meu amor não basta. Minha casa interior é pequena. E mais do que isso, um pouco além disso, pensar demais sempre me arrasa.  

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O QUE SEI EU DAS LONGAS NOITES DE VERÃO?




O QUE SEI EU DAS LONGAS NOITES DE VERÃO?

Tamara Ramos

 
O que sei eu do oceano e das longas noites de verão?
O que sei eu do coração do poeta aflito?
Eu, que poeta sou,
e que interpreto mal a aflição do meu próprio coração?
 

O que sei eu das longas noites de inverno
na superfície branca dos desertos longes?
Eu, que também habito a noite sem lua
da cidade onde não nasci,
e mal sei do céu extravagante que ilumina a minha aldeia.
 

O que sei eu de cavalheiros que habitam
planícies distantes,
que montam cavalos de gelo no litoral glacial de outros montes?
Eu, que dia após dia caminho à margem da vida,
e mal sei do que há para lá da estrada velha.
 

O que sei eu da artilharia das guerrilhas de outros continentes,
do atalho inimigo que sufoca a fé?
Eu, que de versos ocupo meus dias frívolos,
e que batalha alguma jamais venci,
sendo longe o meu proibido caminho.  .
 

O que sei eu do que sente por mim?
Eu, que mal me aguento,
que nunca me ocupo do espelho de casa,
que me levanto só,
sem nada novo a dizer.
 

O que sei eu de estranhos poetas e tintas frescas
que nunca se molham?
Nada sei do que há morto em mim
o que descama,
nem da pele que troca quando adormeço.
 

O que posso saber daquilo que nunca vi?
O que posso além de brotar palavras ocas
no papel virtual que manipula a loucura
que há mais tempo mora em mim?


(Poema retirado do livro VIDA FORASTEIRA - Antologia poética 2000-2010
Disponível em ebook pela Amazon)

Livros mudam vidas.


Livros são perigosos. Os melhores livros deveriam vir com um aviso:
"Isso pode mudar a sua vida".

VIVA MUNDO - Fragmentos do meu diário






Enquanto desenvolvia o projeto "Arte &  Literatura", comecei a produzir um diário artístico composto de pequenos textos, frases e pensamentos que venho desenvolvendo à respeito da arte. Henry Matisse, Frida Kahlo, Van Gogh e Eugene Delacroix possuíam diários desse tipo que tornaram-se referência sobre o pensamento e modo de viver desses artistas.
 
Voltar a mexer com cola, guache, pincel, giz de cera e papel colorido despertou em mim lembranças de tudo o que acumulei quando era criança. Resgatei memórias, voltei a sentir alguns cheiros perdidos, lembrei de pessoas distantes. Perceber que a arte é um estilo de vida me ajuda a manter o foco naquilo que me parece ser o mais importante. Refletir sobre arte, produzir arte e escrever sobre o assunto, me mantém em contato com a parte mais livre do meu ser.
 
Outro aspecto importante dessa atividade é o reencontro com a minha caligrafia. Há muitos anos escrevo apenas no computador, e hoje quase não consigo entender minha própria letra. Escrever à mão propicia o encontro com outro aspecto de uma das habilidades mais comuns dos seres humanos. Quando escrevo à mão falo apenas comigo mesma, não me esforço pra ser compreendida por mais ninguém.  
 
VIVA MUNDO é um trabalho diferente, pois não é um livro de verdade. É apenas um desabafo ilustrado por uma artista que se permitiu resgatar o espírito colorido da infância.
 
 
Fragmentos do diário:
 
"Encontro na arte a simplicidade que jamais encontrei nos amores.
A tentativa de oprimir o outro, de dobrá-lo à sua vontade, manipulá-lo.
A tendência em desagradar a si mesmo pelo agrado do outro inexiste na arte.
Aqui tudo são cores em liberdade plana.
Sobreposições abstratas refletem certa alegria ou expectativa interna.
Simplificar na arte sem exigir muito de mim mesma é um treino importante para reinventar a vida.
Pudera eu ser só azul e amarelo sem tantas nuances policromáticas.
Minha vida complexa me trava às vezes.
E eu me liberto por meio da arte mais simples."