domingo, 28 de dezembro de 2014

37 anos bem vividos e bem comemorado!

 
Obrigada a todos os leitores, amigos e seguidores que enviaram mensagens de felicitações no meu aniversário. O dia 27 de dezembro é sempre especial, pois ele vai cronometrando a minha vida de forma natural. São 37 anos bem vividos e bem comemorado, mas ainda há muito desafio a caminho. Como toda workaholic já estou com os projetos voltados para o próximo ano e trabalhando desde já para sua concretização. Em janeiro vocês terão uma grande (e boa) surpresa!
 
Beijo grande a todos vocês e até meu próximo aniversário!
Tam      

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL!

 
 
 
 
 
Desejo a todos os meus amigos, leitores e visitantes um FELIZ NATAL!
 
2014 foi um ano complicado para muita gente, mas estou certa que o próximo ano trará mudanças e revoluções.
 
Beijo grande a todos e obrigada por permanecerem ao meu lado por mais esse ano.
 
Em janeiro de 2015 estarei de volta com muitas, mas mesmo MUITAS, novidades.
 
Até lá!
 
Tam

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Van Gogh Museum Hangout com Renske Suijver


 
Hoje participei ao vivo do Hangout com a curadora do Museu Van Gogh, Renske Suijver, direto de Amsterdã. Fui convidada a entrar no ar e fazer todas as perguntas que eu tinha sobre a vida e a obra de Vincent. Assista o vídeo! 
As descobertas que fiz durante o hangout serão compartilhadas em 2015
de uma forma muito especial. Aguardem!
 
 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Do preto pro ruivo. ;)



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Alice em ebook


O livro UM TANGO PARA ALICE ganhou versão digital! Já está disponível em ebook pela Amazon do Brasil e internacional.
 
Leia a resenha do livro publicada no site Livros e citações.com
 
 
Maria é uma mulher comum que acabou de se casar e está prestes a se adentrar na vida monótona que todas as mulheres seguem. Também tem todos aqueles preconceitos e a fé no que já é pré-estabelecido pela sociedade. No entanto, isso está para mudar quando ela e seu marido vão para a Lua de Mel em Buenos Aires. Ao irem a uma casa noturna, ambos ficam hipnotizados pela mesma mulher: Alice. Linda, sedutora, intensa e dançarina de tango, Alice faz todos a desejarem – inclusive Maria. Depois disso, voltaram para São Paulo, porém sua vida tinha sido marcada e nunca mais voltaria ao normal. Maria simplesmente não conseguia tirar Alice da cabeça, muito menos o tango. Ela não conseguia nem mesmo dar atenção ao seu marido. Ao perceber que não conseguia mais viver aquela rotina que estava presa, Maria larga Carlos e volta a Buenos Aires a procura de Alice.
E foi assim que tudo aconteceu. Meu casamento se arrastou por três anos como uma alma morta-viva que só fica de pé quando apoiada num pedaço de aço. Até que um dia eu não aguentei mais e vim embora para Buenos Aires. No início pensei que estava vindo atrás de Alice, mas agora entendi que eu estava atrás era de mim mesma.

A primeira coisa que faz ao chegar à cidade é se inscrever para aulas de tango. A partir daí, Maria vai mudando toda sua vida e se descobrindo a cada dia que passa. Mas, onde está Alice? Será que ela conseguirá algum dia encontra-la novamente? Ela estava mesmo apaixonada por outra mulher? Mas que preconceito é esse? Seria possível ser feliz sem seguir as regras da sociedade?
Eu abri mão de uma vida, transformei minha essência e aparência externa tentando manifestar algo que estava tão escondido que nem eu mesma via.
Um tango para Alice é um livro de autoconhecimento, de descobertas e do amor próprio. Maria é uma grande personagem, a qual vemos crescer a cada página virada do livro. Sua obsessão por Alice foi apenas um empurrão para ela conseguir enxergar que as coisas não são o que parecem. Ao mudar seu nome para Isabelle, conhecemos outra personalidade sua que até então não havíamos visto nem mesmo um rastro. E a mesma foi fundamental para o desenrolar da história e do crescimento como pessoa da personagem.
 
Com uma rápida narrativa e capítulos bem curtos, Um tango para Alice é um livro que pode ser lido em apenas algumas horas. O que contribui para uma deliciosa leitura. E para depois refletirmos em todas as temáticas abordadas pela autora. Amantes de tango e da cultura da Argente irão simplesmente se apaixonar pelas cenas envolventes apresentadas no país. Recomendo a todos aqueles que querem se descobrir e dar valor a si mesmo.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Literatura digital


 
 
O Brasil ainda não aderiu plenamente à tecnologia dos leitores virtuais. Aparelhos como Kindle e Kobu pertencem a uma pequena minoria de leitores conectados às novidades do futuro da informação. Lojas como a Barnes & Nobles, nos Estados Unidos, já estão vendo os livros impressos encalharem nas estantes devido à  gigantesca demanda pelos livros virtuais. Mas aqui do lado de baixo do Equador, ainda queremos papel para folhear.
 
Mesmo assim, sou uma adepta das inovações tecnológicas e estou disponibilizando toda a minha obra em ebook. Os ebooks são mais baratos, ecologicamente mais corretos, práticos e tão eficientes quanto às edições impressas. Por essa razão adotei a Amazon como minha Loja Virtual onde posso compartilhar meu trabalho com o mundo inteiro.
 
Essa semana lancei a obra infanto-juvenil "Fiona e o jardim secreto" em Kindle, e amanhã, "Um tango para Alice",  meu livro mais festejado, também ganhará versão digital.
 
Desde o início do ano tenho lançado alguns títulos exclusivamente em ebook como a coletânea poética "Vida Forasteira" e o livro espiritualista sobre a vida do Rei Salomão, "O herdeiro da casa de Davi" (foto acima).
 
Meus leitores me cobram a publicação impressa dessas obras, e certamente elas ganharão uma edição de papel. Porém, gostaria de lembrar a todos que os livros digitais não ficam  a dever em nada às edições impressas. Convido os meus leitores a darem uma passadinha na Amazon do Brasil  e fazerem uma pesquisa. Garanto que  vão se deliciar! ;)
 
 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Fiona e o jardim secreto agora em ebook!





 
Demorou, mas chegou! O livro "Fiona e o jardim secreto", lançado oficialmente no Salão do Livro de Genebra em 2013, acabou de ganhar uma versão digital.  
Os ebooks ainda  não fazem no Brasil o mesmo sucesso que fazem nos Estados Unidos e na Europa, mas muitos brasileiros já estão migrando para os leitores tecnológicos.
A versão em e-book do livro "Fiona e o jardim secreto" traz algumas novidades para o leitor. A 2ª edição da obra foi revisada e amplamente ilustrada. Outra novidade é a mudança de editora. "Fiona e o jardim secreto" não pertence mais à MODO editora, e está sendo relançado de forma independente pela própria autora. Fiona é o primeiro livro infanto-juvenil de Tamara Ramos e foi considerado melhor do que Alice no País das Maravilhas pelos leitores críticos do Brasil e de Portugal.
O livro é uma série com 2 volumes, e a continuação será publicada em 2015. 
 
 
Sobre a obra:
Fiona é uma jovem apaixonada pelos livros que vê sua vida mudar completamente quando desce uma misteriosa escada que a leva a um extraordinário jardim secreto perdido em lugar nenhum.  Inteligente, sagaz e amante das aventuras imaginárias, Fiona viajará no tempo e viverá num mundo diferente onde reis e rainhas governam um reino mágico, repleto de seres míticos que lhe ensinarão preciosas lições sobre o amor, o desejo, a amizade e a importância de conhecermos profundamente os desígnios mais secretos de nosso coração.
Trecho:

Fiona acordou no meio de um vale. Havia um castelo à sua frente e várias pessoas passeavam pelo vilarejo como se estivessem todos muito ocupados. Um homem alto carregando madeiras num cesto se aproximou e perguntou se ela estava bem.
– Sim - respondeu Fiona - Bom, ao menos estou viva. Sobrevivi a uma noite inteira sozinha no deserto – disse Fiona, orgulhosa da proeza. Mas o homem parecia assustado.
– Deserto? Não há desertos por aqui, minha filha. Estamos há milhas de qualquer deserto – afirmou o homem.
– Não pode ser – pensou Fiona – O senhor pode-me dizer onde estamos? Eu tenho certeza de que estava no deserto, e de repente, acordei aqui no meio da rua. E vi este castelo e já não sei mais onde estou – falou Fiona, desanimada.
– Ora, estamos em lugar nenhum. Não há outro lugar além daqui. Não há nem lá, nem cá – disse o homem.
  

domingo, 23 de novembro de 2014

Faces 2014/15


 

 
 

domingo, 2 de novembro de 2014

Shakespeare

 
 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

E a vida se transforma no bater das nossas asas...





E a vida se supera, se altera, se ajusta e se transforma no bater das nossas asas.
E a borboleta que há em mim, se refaz em você.
E a vontade de partir, fica pra daqui a outros tantos dias que te levará a mim.
E a gente nasce, e renasce e se encanta no espelho límpido da evolução.

Foto: com minha sobrinha, Sophia.

sábado, 25 de outubro de 2014

Cabeça de artista
















As pessoas se esquecem que a vida é breve e que não nascemos para levar uma existência medíocre e cheia de limitações. Talvez seja essa a principal diferença entre o artista e o resto do mundo: ele transforma a sua realidade e inventa um novo planeta onde possa viver com o máximo de realização e fidelidade à sua essência íntima. O artista não tem medo de pagar o preço pela sua liberdade. Mesmo atormentado por demônios pessoais internos, e talvez até mesmo por isso, o artista entrega-se à sua arte sem medo da crítica ou da desaprovação. E no final, a sociedade toda acaba de pé o aplaudindo, porque a coragem do artista provoca em todos nós um desejo inconsciente de superação. 
 
Trecho do livro "Cabeça de Artista",
de Tamara Ramos 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Exposição de Salvador Dalí em SP







 
 
São Paulo - Recorde de público (quase 1 milhão de visitantes) entre todas as exposições que o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro promoveu nos seus 25 anos de existência, a exposição Salvador Dalí será aberta neste sábado, 18, em São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake.
O número de pessoas que viu a mostra é superior ao registrado nas exposições de Dalí realizadas no ano passado no Museu Reina Sofía de Madri (732 mil pessoas) e Centro Georges Pompidou de Paris (790 mil).
 
Portanto, vai ser preciso enfrentar filas para ver a retrospectiva do mais popular pintor surrealista, que traz ao Brasil quase duas centenas de obras do artista, entre elas 29 pinturas, 80 desenhos e gravuras, filmes, documentos, fotografias e até uma réplica da instalação Mae West Room, produzida em 1938 para o colecionador Edward James.
 
A sala original é composta por dois quadros do artista, uma lareira e um sofá, que representam, respectivamente, os olhos, o nariz e a boca da atriz americana Mae West (1893-1980). Ela se encontra no Museu Dalí de Figueres, Espanha, terra natal do pintor. É um ambiente propício para uma imersão no universo surrealista de Dalí, nome que divide os críticos.
 
Embora reconheçam seu lugar na história, alguns deles tomam suas citações pictóricas como apropriações sem crédito ou, no mínimo, como releituras paródicas dos mestres, no limite do kitsch.
A curadora da exposição, a espanhola Montse Aguer, rebate essas críticas. Argumenta que Dalí podia ser irreverente ou iconoclasta em suas entrevistas, repletas de frases de efeito, mas "levava a sério a sua arte". Há, de fato, provas dessa dedicação, especialmente nas gravuras que ilustram obras-primas da literatura mundial, desde o clássico Dom Quixote, de Cervantes, aos modernos
 
Os Cantos de Maldoror, de Lautréamont, e O Velho e o Mar, de Hemingway, passando pelo Fausto de Goethe e Alice no País da Maravilhas, de Lewis Carroll.
A mostra, organizada em ordem cronológica, traz desde os primeiros trabalhos dos anos de aprendizado, na década de 1920, até as últimas pinturas dos anos 1980. Dalí parou de produzir em 1983. Morreu seis anos depois, aos 84.
 
A curadora destaca o lado premonitório do pintor, ao executar uma delas, em que sua mulher e musa inspiradora Gala (1894-1982) surge como uma sombra já distante (o título da tela é Gala Contemplando a Aparição do Príncipe Baltasar Carlos, personagem de uma pintura de Velázquez).
Ela morreria um ano depois. Gala é a protagonista de uma série de telas da mostra, sendo a principal uma experiência estereosópica chamada O Pé de Gala (1975-1976), em que Dalí pinta o mesmo quadro duas vezes com luz e tons diferentes para levar o espectador a uma experiência de terceira dimensão.
 
"Ele acreditava que, ao ter essa percepção tridimensional, ele e o espectador estariam preparados para uma quarta dimensão, a da imortalidade", justifica a curadora Montse, destacando a fixação tanatológica de Dalí.
 
"Em sua pintura, a morte é uma presença constante, como é possível ver na tela Composição Surrealista com Figuras Invisíveis, em que a figura de uma banhista é substituída por uma cama e uma cadeira vazias".
 
Dalí demorou dez anos para dar o quadro como concluído. Em 1926, quando começou a pintar obra, a paisagem era a da casa de Dalí em Llanes, no norte da Espanha, mostrando a baía e a costa. Dez anos depois, ele dividiu a tela ao meio, trocando a paisagem por rochas e a cama vazia.
 
A intuição de Dalí era tamanha que, cismado com o quadro Angelus (1859), do romântico francês Millet, o surrealista pediu uma radiografia ao Louvre e descobriu que havia um pentimento na pintura. Os dois camponeses que rezam ao crepúsculo estão, na verdade, velando o corpo do filho morto. Os amigos de Millet consideraram de mau gosto a presença de um caixão na tela.
 
Ele, então, pintou a relva por cima do ataúde. Na exposição há várias versões de Dalí para o quadro de Millet, tanto na tela em que Gala contempla o príncipe de Velázquez como nas ilustrações para Os Cantos de Maldoror.
 
O cubista Picasso foi outra referência do artista espanhol, especialmente na construção de figuras volumétricas, como é possível atestar num óleo de 1926, Figuras sobre a Areia, ou no Autorretrato Cubista de 1923, óleo e collage sobre madeira. Rei dos selfies, Dalí, que admitia praticar um "método paranóico-crítico" de pintura, antecipou em décadas o culto à autoexaltação, em voga nos dias que correm. Dalí queria projetar seus delírios nas telas, transmitindo aos espectadores a sensação de que essas imagens haviam sido criadas pela imaginação deles. Com base na leitura do livro de Freud sobre a interpretação dos sonhos, ele fez uma mistura híbrida e um tanto duvidosa de psicanálise e pintura, despertando o interesse de cineastas por suas ideias.
 
Um deles foi Buñuel, com quem realizou dois filmes, Um Cão Andaluz (Un Chien Andalou, 1929) e A Idade do Ouro (L’Âge d’Or, 1930), que escandalizaram os conservadores por seu anticlericalismo e alusões ao sexo, ambos em exibição na mostra. Ela traz o registro fotográfico do quebra-quebra promovido por católicos na estreia dos filmes. Outro foi Harpo Marx, um dos irmãos Marx, com quem escreveu um roteiro (não filmado).
 
Na exposição é exibida também a sequência do sonho que ele projetou para Quando Fala o Coração (Spellbound, 1945), de Alfred Hitchcock, um grande momentos do cinema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"Romeo & Juliet" por Edvin Marton


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ouvindo enquanto escrevo...




Shakespeare - Willow Song from Othello, live (2002):

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Redescobrindo Shakespeare






 
 
Ainda me lembro quando tive contato com Shakespeare pela primeira vez. Naquela época eu tinha apenas doze anos de idade e fiquei completamente fascinada pelo poder das palavras do bardo inglês. Foi também a primeira vez que li uma prosa poética, o que me deixou confusa e atraída ao mesmo tempo. Afinal, como se podia contar uma história em forma de poesia? Era fascinante demais.
 
Mais tarde descobri as adaptações cinematográficas como "Romeu e Julieta" de Franco Zeffirelli, e "A megera domada", com Elizabeth Taylor e Richard Burton nos papeis principais. Ver Shakespeare criar vida no cinema até hoje me emociona. Ainda choro quando vejo o filme de Zeffirelli mesmo sabendo o final de cor e salteado.
 
Esse mês resolvi estudar a obra e a vida de Shakespeare mais profundamente e me matriculei em 2 cursos online à respeito do tema. O primeiro curso é organizado pela fundação Shakespeare Birthplace Trust, em Straford Upon Avon (cidade natal do autor), em parceria com a Universidade de Warwick. O outro curso analisa as peças de Shakespeare do ponto de vista da interpretação e encenação para os palcos, o que me dá uma visão mais abrangente como escritora e roteirista. Este segundo curso é oferecido pela Universidade de Wellesley.
 
As aulas são bem puxadas e estou tendo que reler várias obras como Romeu e Julieta, Othelo, Muito Barulho por Nada, Sonhos de Uma Noite de Verão, entre outras. Ler as obras acompanhada da interpretação de especialistas no assunto, nos oferece uma oportunidade maravilhosa de mergulhar em cada uma das tramas de uma maneira mais completa.
 
O amor, nas obras de Shakespeare, é tratado de forma dolorosa, apaixonada e avassaladora. Dá até um pouco de medo. Será que é mesmo preciso sofrer tanto quando se ama? Será que o amor deve ser punido por sua intensidade e loucura? Fico me perguntando se todas as histórias de amor precisam ter um final triste para que se justifiquem. O amor, na minha vida, nunca me trouxe paz ou estabilidade. Mergulhei sempre por águas turbulentas, enfrentei avalanches e desafios insuperáveis. E sofri. O final infeliz tornou-se uma constante, o que me dá uma sensação de perda e incompetência. Mas quando olho para os casos de amor mais bonitos da história percebo que o final infeliz é meio que uma condição para sua existência. Elizabeth Taylor e Richard Burton viveram na vida real a tragédia shakespeariana, e parece que mesmo sofrendo, foram felizes.  
 
Richard Burton largou mulher e filhas para amar Liz Taylor, e esse preço acabou se tornando um pouco caro demais. Mas se ele não tivesse pagado essa conta, nós não teríamos uma história de amor tão intensa quanto a que ele nos deram.
 
Ainda estou no começo dos cursos e não tive tempo para digerir melhor a mensagem de cada um dos textos que estou lendo. Reler "Romeu e Julieta", depois de tantos anos, me deu um pouco de desassossego. Minha alma maluca de artista deseja sempre mais do que deveria querer. E devorar Shakespeare noite e dia não está me ajudando muito a controlar meus anseios.
 
Seja como for, recomendo a todos a leitura da obra do autor inglês. Seja pela primeira, terceira ou milésima vez, ter contato com a paixão em seu momento de maior desvario nos dá certa sensação de poder, ânimo e coragem. Um dos estudantes do curso postou um depoimento essa semana que me emocionou. Ele disse que estava lendo Shakespeare pela primeira vez aos 76 anos, e que estava encantado!
 
É disso que estou falando, entende?  

domingo, 28 de setembro de 2014

What is Art for?


sábado, 27 de setembro de 2014

Reinvente-se!


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Escrevendo...


Pausa para uma foto. ;) 

sábado, 20 de setembro de 2014

Ouvindo enquanto escrevo...


Reinvent yourself!





Cor dos cabelos, cor dos olhos, cor da roupa, guarda-roupa.

Sou mil mulheres dentro de uma.

Sou mais de uma, sou nenhuma.

Preto, vermelho, castanho, amarelo.

Cabe mais no meu castelo feito de muitas cores.

 

Arco-íris.

Preto, castanho, azul e verde.

Cabe mais no meu olhar.

Multi-íris.

 Colorido.

 
 
 
 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Ouvindo enquanto escrevo...



terça-feira, 9 de setembro de 2014

O Universo conspira a seu favor.


 
 



Essa frase é a base de todas as minhas crenças.
Por acreditar nisso, consegui realizar muita coisa que parecia impossível.
"Quando você realmente quer alguma coisa, o Universo inteiro conspira para que você alcance."

domingo, 7 de setembro de 2014

Feels like home...


O lado borboleta

É bom ser borboleta de vez em quando. Ficar só, em silêncio, longe do tumulto do mundo, em completa liberdade.
É bom ser borboleta que transmuta, troca de pele, nasce de novo e transita por rotas distantes ocultas do conhecimento público.
É bom ser borboleta e poder viajar sem bagagens. Desprender-se, desacostumar-se, desvencilhar-se de amarras que oprimem.
É bom ser borboleta num jardim de flores estranhas.
É bom ser um pouco borboleta e um pouco humana.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

3 Gerações

 
 




 
Sexta-feira à noite. Reunião de 3 gerações da Família Ramos. Há 30 dias nasceu minha sobrinha Sophia, linda demais. Olho para trás e vejo o tempo passar na velocidade da luz. Muda a geração, muda a percepção, mudam os conceitos, mudam os planos, muda a vida. Mas aquilo que realmente importa permanece intocado. O clã. O ninho. A origem. A família freudiana complexa, o vínculo de sangue, a genealogia.   


Laniakea: nosso lugar na galáxia (vídeo em inglês)


 
 
Esse vídeo foi postado ontem na internet e ainda não há tradução para o português. Aqui conseguimos ver de forma bem clara onde estamos e qual é a nossa posição dentro do universo. Somos realmente apenas um pontinho minúsculo dentro de um espaço de tamanho incalculável. Toda nossa arrogância cai por terra quando tomamos consciência de quem somos e de onde estamos. Ainda há muito a se descobrir, mas a ciência está caminhando rapidamente e a mecânica quântica já compreendeu os princípios mais elementares da nova teoria sobre a origem do universo e sobre a essência de nossa natureza humana.  
Sabemos que a Terra e o sistema solar estão localizados na Via Láctea. Mas como, exatamente, a Via Láctea se encaixa entre as bilhões de outras galáxias no universo conhecido?

Em um novo estudo fascinante para a revista Nature, uma equipe de cientistas mapeou milhares de galáxias em nossa vizinhança imediata, e descobriu que a Via Láctea é parte de um enorme superaglomerado de galáxias de fazer cair o queixo.

Esta estrutura é muito, muito, mas mesmo muito maior do que os astrônomos já haviam mapeado. Laniakea contém mais de 100 mil galáxias, estende-se 500 milhões de anos-luz de diâmetro, e a Via Láctea é apenas uma partícula localizada em uma das suas franjas.
É difícil quebrar a cabeça para se compreender tamanha imensidão. Cada um dos pontos de luz apresentado no filme é uma galáxia individual. Cada galáxia contém milhões, bilhões, ou até mesmo trilhões de estrelas. Ah, e tudo isso é apenas o nosso cantinho local de um universo ainda mais amplo. Há muitos outros superaglomerados de galáxias lá fora.

Então como é que os pesquisadores descobriram que existia essa estrutura - e como eles se distinguem de outros superaglomerados?

A equipe de cientistas, liderada por R. Brent Tully, da Universidade do Havaí, estudou primeiro o movimento de cerca de 8.000 galáxias em nossa vizinhança. Ao fazer isso, ele pôde mapear certos padrões. O universo vem se expandindo desde o Big Bang. Mas a equipe também descobriu que a gravidade estava puxando algumas galáxias umas para as outras.
Superclusters (superaglomerados) são regiões do espaço densamente embaladas por galáxias. São, na verdade, as maiores estruturas do Universo. Os cientistas há muito tempo têm se esforçado para definir exatamente onde um superaglomerado termina e outro começa. Agora, uma equipe baseada no Havaí surgiu com uma nova técnica que mapeia o universo de acordo com o fluxo de galáxias através do espaço. Essa técnica permitiu que se redesenhasse as fronteiras do mapa cósmico, redefinisse a nossa posição dentro das regiões de superaglomerados e a nomeássemos  de Laniakea, que significa "céu imensurável" em havaiano.
 
* Parte dessa matéria foi retirada do site Vox - www.vox.com
 





 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A serpente e o dragão

 
 
 
O destino da serpente era encontrar o dragão.
Estava escrito.
Estava gravado na terra e no ar.
Rastejando em busca de conhecimento, a serpente queimava sob o sol de seu deserto interno.
Voando em busca de liberdade, o dragão dominava nove atmosferas ilusórias.
Ambos intuíam que jamais deveriam se encontrar.
Uma fera rastejante, um animal alado: mundos opostos.
Mas o destino é fã de fatalidades e organizou um esbarrão oportuno.
Um olhar fulminante.
Duas bocas interagindo por meio de fogo e veneno. 
Uma atração fatal.
A serpente subiu no dorso do dragão e quis ver o mundo de um lugar mais alto.
O dragão aterrissou no solo em chamas e sentiu um amargo na língua.
Os dois se amaram e se odiaram por setenta e dois meses.
Viveram juntos e separados por culpa de sua natureza inversa.
A serpente transmitiu ao dragão toda sabedoria que roubou dos homens.
O dragão entregou à serpente a visão de um novo mundo.
O destino do dragão era viver ao lado da serpente.
Mas ele hesitou.
O destino da serpente era encontrar o dragão.
Mas ela sentiu medo.
O dragão e a serpente se separaram por questão de sobrevivência.
Um único adeus,
Um destino interrompido.
Um amor.
Uma morte.
A serpente acordou cuspindo fogo.
O dragão acordou mais inteligente.
A alma de um passou para a alma do outro.
O dragão e a serpente tornaram-se um.
E ninguém mais conseguiu separar.
E foi nesse dia, justamente nesse dia, que a razão morreu.
 
 
 

THE SNAKE AND THE DRAGON

 
The fate of the snake was to find the dragon.
Was written.
Was recorded on earth and in the air.
Crawling in search of knowledge, the snake burned under the sun of her inner desert.
Flying in search of freedom, the dragon dominated nine illusory atmospheres.
Both intuited that they should never meet.
A crawling beast, a winged animal: opposing worlds.
But fate is a fan of fatalities and organized a timely bump.
A withering look.
Two mouths interacting through poison and fire.
A fatal attraction.
The snake climbed on the back of the dragon and wanted to see the world from a higher place.
The dragon landed on the ground in flames and felt a bad taste in his tongue.
The two loved each other and hated each other for seventy-two months.
Lived together and separated by fault of their reverse nature.
The snake gave the dragon all the wisdom she stole from men.

The dragon gave the snake the vision of a new world.
The fate of the dragon was living next to the snake.
But he hesitated.
The fate of the snake was to find the dragon.
But she was scared.
The dragon and the snake separated by a matter of survival.
A single goodbye,
An interrupted destination

One Love.
One death.


The snake woke spitting fire.
The dragon woke smarter.
The soul of one passed into the soul of another.
The dragon and the snake became one.
And no one could separate.
And it was that day, just that day, that reason died.  





quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Obrigada pelo acesso!

 
Estamos chegando aos 65 mil acessos! Parece pouco, mas é muita coisa para um blog que não possui divulgação na mídia. Quando dei início ao blog, disseram que eu conseguiria no máximo uns dois mil acessos. Achei justo e não me importei, pois o blog era como se fosse um diário particular onde guardaria momentos importantes da minha vida de maneira digitalizada. O blog me ajuda a organizar minha vida por datas, a compartilhar artigos interessantes, a publicar meus pensamentos e a fazer amizades na rede.
 
O blog trouxe muita coisa bacana na minha carreira. Por aqui jornalistas me descobriram, blogueiros me encontraram, editores e leitores puderam entrar em contato, o que possibilitou um ampliamento nas minhas relações profissionais.
 
Quando estou deprimida o blog fica mais escuro, com postagens tristes; quando estou feliz ele fica colorido como um dia de sol em Santos. Quando estou incomodada com algum assunto, ele se torna o palco dos meus desabafos. Quando algo me emociona, é aqui que lavo a minha alma. Relendo antigas postagens tomo ciência do quanto já caminhei! Quem me conhece sabe que sou uma apaixonada pela vida e estou sempre ocupada com algum assunto que me parece importante. Há sempre um milhão de projetos na minha gaveta, ideias armazenadas na minha cabeça e uma vontade imensa de realizar coisas novas a todo instante. E é essa motivação que me mantém em equilíbrio, que me faz desejar acordar diariamente em busca do meu tesouro perdido.
 
Sem motivação a vida fica mais difícil. É complicado transitar pelo mundo sem se deixar tocar por ele. Ainda há tanta coisa bonita para ver!
 
A você, leitor, que me acompanha a tanto tempo, meu agradecimento. No ranking das visitas está o Brasil, os Estados Unidos e a Rússia. Mas há também muitos acessos da Espanha, Portugal e Alemanha. Agradeço a todos de forma igual.
 
Voltem sempre!
Tamara Ramos    
 
 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

LUCY e a Física Quântica


Eu estava ansiosa para ver LUCY, o novo filme de Luc Besson que aborda os princípios da Física Quântica. Sabendo que se tratava de um filme comercial de ação, confesso que não criei grandes expectativas, mas LUCY me surpreendeu. É óbvio que há exagero nas cenas de ação, e talvez Besson pudesse ter evitado misturar física quântica com máfia coreana, mas o filme não é nada superficial.
 
 
 
LUCY trata de um dos temas que mais me interessam, e como estudiosa da física quântica, acho que ele abordou com propriedade os princípios mais polêmicos dessa teoria. Usando apenas 10% da capacidade mental, nós criamos civilizações, cultura, linguagem, tecnologia e arte. Imagine o que mais faríamos se usássemos 100% da nossa capacidade. A Física Quântica já comprovou que a matéria é uma ilusão, que o Universo é feito de vibração, que o átomo é ora partícula ora onda, que há entrelaçamento de partículas, não-localidade e que o pensamento é altamente criativo. Mas mesmo após Niels Bohr ganhar um prêmio Nobel por suas descobertas quânticas, a grande maioria das pessoas ainda insiste em rejeitar a realidade da vida.
 
No filme de Besson, LUCY começa a ter uma percepção expandida da realidade após ingerir uma droga que altera radicalmente o seu estado de consciência. Ela passa a ver a vida em sua essência atômica, feita de pura vibração e desprovida de matéria. Com a mente expandida o acesso à informação é instantâneo. O aumento da capacidade de armazenamento de conhecimento é assustador. Ao atingir os 100% da capacidade mental, LUCY deixa de ser humana. Na verdade, nesse momento, LUCY compreende o pilar central da teoria quântica: de que todos somos um e de que todo tipo de separação é ilusória.
 
Não vou dar muitos detalhes aqui, porque não quero estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme. Mas gostaria de dizer que recomendo a todos não apenas o filme, mas também um aprofundamento da teoria quântica. Sugiro que leiam Amit Goswami, Fritjof Capra, Fred Alan Wolf e Deepak Chopra. Sem ler sobre física quântica, não há a menor chance de compreender o que significa os conceitos apresentados por LUCY. Conhecer os fundamentos básicos da mecânica quântica é fundamental para que possamos ver o mundo físico sob uma nova perspectiva.   
 
Muitos críticos americanos torceram o nariz para LUCY. Muitos comentários infelizes foram feitos a respeito do filme, demonstrando apenas a profunda ignorância dos jornalistas. É claro que o filme apresenta alguns clichês hollywoodianos, mas a teoria está lá!
Nesse mundo materialista de Tomé, onde é preciso ver para crer, é muito complicado lidar com partículas invisíveis aos olhos humanos. Mas quem abre a cabeça e estuda um pouco de física quântica, logo percebe o erro que vem sendo cometido pela ciência tradicional.

LUCY vai te fazer pensar muito.   
 
Recomendo.

Auto-retrato

 
 
Tentando dar forma a cada pensamento abstrato, me perco no labirinto das minhas ideias. Queria eu poder botar limites nas minhas fronteiras. Escrevo livros, viajo, coleciono palavras, troco de roupa, amo e odeio sob o sol inclemente de meu país brasileiro. Corto o cabelo, vou do preto ao louro e do louro ao preto. Crio projetos ambiciosos, sacrifico o tesão pela razão, fico abstêmia. E você segue por aí bebendo o tempo em silêncio, enquanto eu me mato em busca de algum sentido ou uma frase de efeito. A tal mala vermelha já está ultrapassada e preciso arranjar outra se quiser seguir em frente. Amsterdã, Paris, Bruxelas, me aguardem. Buenos Aires é pouco para quem não se satisfaz com nada. Vivo da lembrança de um passado falido. Estava na cara que o futuro era um risco. Mas pelo menos sempre sobra um pouco de amor e um maço de cigarro mentolado pra amenizar a angústia. Sou só, estou só, vivo só, mas você não acredita. E essa injustiça me vira do avesso. Ainda tenho um caminhão de coisa pra dizer, porque repertório de poeta jamais se esgota. Mas acho que meu discurso não é capaz de mudar o rumo das coisas. Minhas palavras não são mais suficientes. Meu amor não basta. Minha casa interior é pequena. E mais do que isso, um pouco além disso, pensar demais sempre me arrasa.  

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O QUE SEI EU DAS LONGAS NOITES DE VERÃO?




O QUE SEI EU DAS LONGAS NOITES DE VERÃO?

Tamara Ramos

 
O que sei eu do oceano e das longas noites de verão?
O que sei eu do coração do poeta aflito?
Eu, que poeta sou,
e que interpreto mal a aflição do meu próprio coração?
 

O que sei eu das longas noites de inverno
na superfície branca dos desertos longes?
Eu, que também habito a noite sem lua
da cidade onde não nasci,
e mal sei do céu extravagante que ilumina a minha aldeia.
 

O que sei eu de cavalheiros que habitam
planícies distantes,
que montam cavalos de gelo no litoral glacial de outros montes?
Eu, que dia após dia caminho à margem da vida,
e mal sei do que há para lá da estrada velha.
 

O que sei eu da artilharia das guerrilhas de outros continentes,
do atalho inimigo que sufoca a fé?
Eu, que de versos ocupo meus dias frívolos,
e que batalha alguma jamais venci,
sendo longe o meu proibido caminho.  .
 

O que sei eu do que sente por mim?
Eu, que mal me aguento,
que nunca me ocupo do espelho de casa,
que me levanto só,
sem nada novo a dizer.
 

O que sei eu de estranhos poetas e tintas frescas
que nunca se molham?
Nada sei do que há morto em mim
o que descama,
nem da pele que troca quando adormeço.
 

O que posso saber daquilo que nunca vi?
O que posso além de brotar palavras ocas
no papel virtual que manipula a loucura
que há mais tempo mora em mim?


(Poema retirado do livro VIDA FORASTEIRA - Antologia poética 2000-2010
Disponível em ebook pela Amazon)

Livros mudam vidas.


Livros são perigosos. Os melhores livros deveriam vir com um aviso:
"Isso pode mudar a sua vida".

VIVA MUNDO - Fragmentos do meu diário






Enquanto desenvolvia o projeto "Arte &  Literatura", comecei a produzir um diário artístico composto de pequenos textos, frases e pensamentos que venho desenvolvendo à respeito da arte. Henry Matisse, Frida Kahlo, Van Gogh e Eugene Delacroix possuíam diários desse tipo que tornaram-se referência sobre o pensamento e modo de viver desses artistas.
 
Voltar a mexer com cola, guache, pincel, giz de cera e papel colorido despertou em mim lembranças de tudo o que acumulei quando era criança. Resgatei memórias, voltei a sentir alguns cheiros perdidos, lembrei de pessoas distantes. Perceber que a arte é um estilo de vida me ajuda a manter o foco naquilo que me parece ser o mais importante. Refletir sobre arte, produzir arte e escrever sobre o assunto, me mantém em contato com a parte mais livre do meu ser.
 
Outro aspecto importante dessa atividade é o reencontro com a minha caligrafia. Há muitos anos escrevo apenas no computador, e hoje quase não consigo entender minha própria letra. Escrever à mão propicia o encontro com outro aspecto de uma das habilidades mais comuns dos seres humanos. Quando escrevo à mão falo apenas comigo mesma, não me esforço pra ser compreendida por mais ninguém.  
 
VIVA MUNDO é um trabalho diferente, pois não é um livro de verdade. É apenas um desabafo ilustrado por uma artista que se permitiu resgatar o espírito colorido da infância.
 
 
Fragmentos do diário:
 
"Encontro na arte a simplicidade que jamais encontrei nos amores.
A tentativa de oprimir o outro, de dobrá-lo à sua vontade, manipulá-lo.
A tendência em desagradar a si mesmo pelo agrado do outro inexiste na arte.
Aqui tudo são cores em liberdade plana.
Sobreposições abstratas refletem certa alegria ou expectativa interna.
Simplificar na arte sem exigir muito de mim mesma é um treino importante para reinventar a vida.
Pudera eu ser só azul e amarelo sem tantas nuances policromáticas.
Minha vida complexa me trava às vezes.
E eu me liberto por meio da arte mais simples."