quinta-feira, 30 de maio de 2013

LANÇAMENTO DO LIVRO FIONA E O JARDIM SECRETO NA SUÍÇA.


terça-feira, 28 de maio de 2013

UM TANGO PARA ALICE - Lançamento de Genebra, Suíça.



Vídeo com as imagens do lançamento da obra UM TANGO PARA ALICE (Oitava Rima Editora), no Salão Internacional do Livro de Genebra. A música escolhida para a trilha era a número 1 nas paradas da Suíça! Confiram. ;)

sábado, 25 de maio de 2013

MÊS DE JUNHO EM GUARAPARI...


O lançamento oficial dos livros FIONA E O JARDIM SECRETO e UM TANGO PARA ALICE, ocorrerá em Guarapari, Espírito Santo, no mês de junho. Ainda estamos fechando a data e logo anunciaremos o local e o dia.
 
Em Guarapari estão meus grandes amigos, pois já moro na cidade há 9 anos. Por esse motivo farei essa primeira festa aqui, pois é onde me sinto realmente em casa.
 
Aguardem! 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

MEU ENCONTRO COM LUIS COHEN FUSÉ





- Tamara, tudo já está escrito. A gente nunca entende no início, mas depois de algum tempo tudo fará sentido para você. Nossa trajetória de vida já vem com as linhas traçadas, tudo está conectado. Nosso encontro não é casual. E seu sucesso é algo garantido. Você vai ver.

Foi com essas palavras que fui recebida na casa de Luis Cohen Fusé, o maior pintor argentino da atualidade, que adotou Estoril (Portugal) como sua residência oficial há 30 anos. Luis Cohen Fusé é um homem alto, extremamente carismático, acolhedor, cheio de vivacidade e apaixonado pela vida. Esse argentino de Buenos Aires, amigo de Amália Rodrigues (há foto com ela no porta-retrato da sala), amante das cores, do bom vinho e da boa amizade, foi a maior surpresa que tive em LISBOA.
 
Encontrei o Luis pela internet, quando estava fazendo uma pesquisa sobre os artistas argentinos para incluir no livro UM TANGO PARA ALICE. Pesquisei vários nomes, mas algo me atraiu mais para o trabalho de Cohen Fusé. Primeiro dei um google nele, depois procurei por ele no youtube, e por final,  o encontrei no facebook (a residência de todo mundo) e mandei uma mensagem. Eu gostaria apenas de fazer algumas perguntas e pedir autorização para que seu nome fosse citado na obra, mas o que aconteceu depois fica por conta do destino e da lei da atração....
 
Eu já sabia que após Genebra iria a Lisboa, então tive a precaução de separar um exemplar da obra UM TANGO PARA ALICE com a intenção de entregar ao Luis se o acaso quisesse que nos encontrássemos ao vivo.
 
Logo que cheguei em Portugal mandei uma mensagem pra ele e então recebi o convite para almoçar em sua casa com sua família. Estavam lá sua esposa Rosário, seu filho e seu irmão, esperando a chegada da escritora brasileira que levou o pintor argentino ao público do Brasil. Uma festa! Senti um deja vú, relembrando a acolhida que tive de outra homenageada na obra UM TANGO PARA ALICE, a psicanalista brasileira Carmem Dametto, que me recebeu em sua casa com a mesma festa!
 
Em menos de dois minutos percebi que estava em casa.
- Tamara, quem não larga todo o resto para seguir a arte, não sobrevive. Só chega lá quem aceita pagar o preço. E ele é sempre alto. Mas ninguém sabe disso, porque vê apenas os momentos de glamour, sem conhecer nada dos bastidores de nossa lutas. E elas são muitas.  
 
Conselho de quem sabe do que fala. Os cabelos brancos do artista revelam um conhecimento mais profundo do assunto.
 
- Me convidaram para pintar umas canetas, um italiano que mora na Suíça (ela outra vez?), e que trabalhou para a Mont Blanc, encomendou duas unidades.
- Nossa, mas são tão pequenas! - disse eu olhando incrédula o tamanho da caneta - Como você fez? Levou muito tempo?
- Foi rápido, mas levei 40 anos para aprender a pintar assim...
 
Meus olhos brilharam. Cohem Fusé ama o Brasil e o Rio de Janeiro. Rosário, sua esposa, diz que admirava as roupas das brasileiras quando elas apareciam de férias pela Espanha (Rosário é de Barcelona). Mas não é o contrário? Não somos nós quem admiramos as espanholas? Pois é mesmo engraçado, nos misturamos com o resto do mundo porque nossas diferenças são atraentes demais.
 
Falamos sobre arte, sobre o Brasil, a Espanha e a Argentina, falamos sobre Amália Rodrigues e sua falta de sorte no amor, seu hábito de nunca beber álcool, mas gostar de ser fotografada com um copo na mão para as pessoas acharem que ela estava feliz.
  
O queijo francês, o salame português, o prato principal com feijões grandes e divinos, a salada de caranguejo e o sorvete de limão iam acabando aos poucos, enquanto a conversa e a risada não tinham fim. - Ora, quem não gosta de fado, não sabe de nada! - sentenciava o Luis.   
 
E a tarde passou. E minha vida aumentou. Meus sonhos ficaram ainda maiores misturados com as cores dos quadros de Luis. UM TANGO PARA ALICE ganhou forma, dobrou de tamanho. Um abraço apertado em frente a estação e a frase que jamais vou esquecer:
 
- Parece um sonho, Tamara. É mesmo um milagre! Não acredito que você esteve mesmo aqui!
 
Eu também custo a acreditar, Luis. E jamais irei esquecer.       

GENEBRA É UMA FESTA!








 
 
 
- Genebra? O que vai fazer em Genebra? Não sabe que lá ninguém fala português? Você é uma sonhadora, acha mesmo que essa viagem fará alguma diferença na sua carreira? Não vejo muita diferença em expor em Genebra ou na Lua....
 
Ouvi esse conselho amigável quando revelei que havia sido convidada para levar UM NEURÓTICO NO DIVÃ para representar o Brasil no 27 Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra, pela equipe do conceituado Varal do Brasil. Dinheiro? Eu não tinha da onde tirar. Vontade? Eu não tinha mais onde botar.
 
- Eu vou! - Ainda me lembro do dia em que fiz essa afirmação para a Cláudia Martins, minha melhor amiga, durante um almoço na cidade de Guarapari. - E se eu vendesse muitas canecas do Neurótico? Será que levantaria algum dinheiro para ao menos poder enviar os livros? E se eu conseguisse um patrocínio?
 
O convite chegou no dia 08 de janeiro, e desde então, algum motor começou a se movimentar dentro de mim e eu já não conseguia pensar em mais nada, senão em Genebra. - Eu vou, eu vou, eu vou. Não sei como ainda, mas eu vou! 
 
Ok, todo mundo já sabe mais ou menos sobre a trajetória até chegar o dia do embarque, mas como foi em Genebra? Será que fez mesmo diferença levar os meus livros para a Suíça, um país europeu, frio e distante onde nem todo mundo fala português? A resposta é SIM, fez toda a diferença do mundo! Para começar, há 240 mil portugueses morando na Suíça, somente em Genebra, são 40 mil. Há também muitos brasileiros, africanos, ingleses e suecos. Genebra abriga a matriz da ONU, é uma cidade cosmopolita que transpira cultura e arte. Os mais céticos podem não acreditar, mas em 3 dias quase todos os meus livros já haviam se esgotados. O material promocional também. Em Genebra vendi almofadas e canecas de Fiona, Neurótico e Alice para leitores e admiradores da arte encantados com a criatividade e o bom gosto brasileiro.
 
Teria sido a mesma coisa se eu tivesse levado meus livros para expor na Lua? Certamente não. Vender livros em Genebra foi legal, mas Genebra significou para a minha carreira muito mais do que vender livros. Numa feira desse porte você faz contatos. Conheci pessoas do meu meio, companheiros de ofício, compartilhei ideias, me aprimorei, me profissionalizei, fechei parceria com ilustradores e percebi que o trabalho que faço é tão bom quanto o dos grandes escritores nacionais e internacionais que tive a honra de conhecer.
 
Genebra dá status? Pode ser. Mas Genebra me deu muito mais do que isso. Genebra abriu as fronteiras para a minha arte. Não há mais limites. Circulei calmamente durante 5 dias pela feira, observando tudo com calma e atenção. Havia alguns estandes para livros de fantasia ou ficção fantástica...FIONA não deixou nada a dever. Fiona poderia estar ali em francês ao lado dos grandes nomes desse tipo de literatura. FIONA tem padrão internacional.   
 
UM TANGO PARA ALICE poderia tranquilamente ter sido publicado pela Gallimard (maior editora suiça), pois era tão atraente quanto todos os outros livros que vi expostos ali. UM NEURÓTICO NO DIVÃ, com seu formato de bolso, também não era diferente de livro nenhum. Fiquei satisfeita com as editoras que me publicam. Tanto a Modo Editora como a Oitava Rima produziram um trabalho de excelência totalmente compatível com o mercado internacional.   
 
Essa viagem acabou se estendendo e me levando a passear em Paris e em Lisboa. Vistei livrarias em ambos os lugares, e novamente afirmo, meus livros têm mesmo padrão internacional.
 
Quando viajamos pelo mundo, descobrimos que vivemos mesmo numa aldeia global. O que fazemos no Brasil é o que todo mundo faz pelo resto do mundo. Quem preza pela qualidade será aceito por grupos maiores.
 
O que faz a diferença entre uma estrela e uma pessoa comum? Além do brilho natural que não se compra e nem se conquista, há uma força interior que os impulsiona para o topo. Eu estava na Suíça, e fui realmente conhecer a Suíça em todo seu esplendor. Comprava um bilhete mais caro que me dava acesso ao transporte público suíço por 24 horas, e saía para conhecer o país. Entrei em castelos, visitei ruelas medievais, museus, andei pelas ruas mais agitadas, conversei com todo mundo em inglês, sentava nos cafés e gastava meus francos com a comida típica, caminhei pela avenida mais chique de Genebra e parei sem medo em frente às vitrines das lojas mais caras do mundo. Eu queria ver o que os artistas de ponta estavam produzindo em suas respectivas artes. Assisti a todos os programas do canal Fashion Tv do meu hotel em Chavannes, pois queria ver o topo da alta costura e tirei muitas ideias do mundo da moda para incluir no mundo da literatura. A arte abrange tudo.     
 
Gostei do frio de Genebra, gostei de usar botas de cano alto e perfume francês. Gostei da atmosfera de glamour desinteressado do primeiro mundo. Procurei o melhor entre os melhores. Algumas vezes os encontrei na rua. Um artista espetacular expondo sua arte em público pelas ruas de Genebra. Um investidor sueco responsável pela produção do filme australiano Crocodilo Dandi, sentado ao meu lado num ônibus suíço. Uma editora francesa que se interessou pelo meu trabalho, pois a editora chefe era psicanalista. Pessoas incríveis, pessoas como nós.
 
Genebra selou os meus livros novos por causa do lançamento internacional oficial. Genebra tornou-se a casa de FIONA e ALICE antes mesmo das obras serem divulgadas no Brasil. Genebra marcou uma parceria entre Tamara Ramos e o Ministério da Cultura do Brasil, que apoiou o projeto e bancou a viagem. Genebra me aproximou do escritor Paulo Coelho que esteve presente no estande do Varal no dia da minha sessão de autógrafos.    

Não é para todo mundo largar tudo e seguir um sonho maluco. Mas sonhos malucos todo mundo tem. O meu sonho mais maluco se tornou uma realidade mágica. Me emocionei quando recebi o crachá oficial do salão que me dava acesso vip e dizia: Magique!
 
Foi isso mesmo o que aconteceu em Genebra: mágica!
 
Agora estou aqui contando os dias para retornar ao Brasil e fazer um mega lançamento para os meus amigos com o alto estilo genebrino que a Suíça me deu. Logo logo nos veremos lá!  

sexta-feira, 10 de maio de 2013

LANÇAMENTO DOS LIVROS "UM TANGO PARA ALICE" E "FIONA E O JARDIM SECRETO" , EM GENEBRA, SUÍÇA.




Entre os dias 01 e 05 de maio estive presente no Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra representando o Brasil oficialmente com a obra UM NEURÓTICO NO DIVÃ e aproveitando a oportunidade para lançar meus dois livros novos: UM TANGO PARA ALICE (Oitava Rima Editora) e FIONA E O JARDIM SECRETO (Modo Editora).
 
Foram 5 dias de muitas festa, troca de experiências, autógrafos e alegria. No último dia do salão contamos com a presença do escritor Paulo Coelho, que foi ao evento especialmente para conversar com os autores brasileiros e prestigiar o stand do Varal do Brasil.
 
No início do mês de junho, meus livros estarão sendo lançados também no Brasil!