sábado, 30 de junho de 2012

LUIS COHEN FUSÉ



Buenos Aires foi a cidade escolhida como cenário de meu livro mais recente. O tango, a boêmia, a paixão latina, os artistas e a arte argentina estão sendo homenageados com respeito e alegria nesta minha nova obra que ainda está em finalização.

Durante o processo de pesquisa para a obra descobri um artista extraordinário: Luis Cohen Fusé. Suas telas extremamente coloridas inspiradas pela arte do Oriente cativaram–me logo ao primeiro contato. Visitei todos os sites de pintores argentinos, mas nenhum se compara ao estilo poético e à beleza das telas de Cohen. Para mim, Cohen é o maior pintor argentino da atualidade, embora viva em Estoril (Portugal) há muitos anos.

Aliás, Cohen diz que não é nem da Argentina, nem da Espanha e nem de Portugal, mas de Estoril, cidade que o inspira a criar e que ama profundamente. Neste ponto me identifico profundamente com ele, pois também me considero uma cidadã do mundo e estabelecerei minha residência no local que me der maior alegria e motivação para a continuidade da minha obra. Uma pessoa apaixonada pelo mundo, é filha do mundo e se sentirá em família em qualquer lugar.

Além de ser um artista talentosíssimo, renomado e reconhecido no mundo todo, Cohen também é um homem gentil. Entrei em contato com o pintor para avisá–lo do meu encantamento e de que o estaria citando na nova obra. Luis Cohen ficou agradecido e colocou–se à disposição para outros diálogos.

Gostaria de compartilhar com meus leitores o talento e a beleza da obra de Cohen, bem como sua visão sem fronteiras típicas de um cidadão do mundo.

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET




Fui totalmente conquistada pelo filme de Martin Scorsese, A INVENÇÃO DE HUGO CABRET. Confesso que aluguei sem grandes expectativas achando que era só mais um filminho americano cheio de efeitos especiais.  Mas Hugo Cabret é uma obra–prima que enche os olhos e o coração. É simplesmente emocionante ver a Paris dos anos 30 recriada esplendidamente numa estação de trem. A fotografia magnífica, a trama cheia de aventura com homenagens a Charles Dickens e a atuação primorosa dos atores mirins encantam qualquer pessoa.

Scorsese, que buscava há muito tempo a inspiração para fazer um filme infantil, sentiu–se imediatamente identificado com o livro A Invenção de Hugo Cabret do norte–americano Brian Selznick. E transformar a obra em animação cinematográfica foi um trabalho hercúleo.

George Meliés, o pai do cinema, é homenageado de forma belíssima por Scorsese. Um dos momentos cinematográficos mais famosos criados pelo francês é o olho da Lua atingido por um foguete. Essa imagem aparece em "A Invenção de Hugo Cabret" e vem repleta de significados - especialmente nostalgia. Nutrindo essa sensação de sentir falta daquilo que não vivemos, Scorsese nos leva por um passeio pelos filmes antigos.

Ao mostrar o começo do cinema, Scorsese também desmistifica a arte, mostra que tudo - desde Meliés até hoje - não passa de truques, jogos de espelhos para contar uma história. Aqui, Scorsese e Richardson (diretor de fotografia) reinventam o nosso mundo real. E, não por acaso, há um clima artificial semelhante a ilustrações de livros infantis nos cenários, na direção de arte, tudo isso para remeter às criações do próprio Meliés.

Quem ainda não viu, corra até a locadora mais próxima e embarque nesta viagem extraordinária pela história do cinema contada por um de seus maiores mestres: Martin Scorcese.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

MELANCOLIA



O filme Melancolia do dinamarquês Lars Von Trier nasceu como fruto do processo de cura de uma forte depressão vivenciada pelo diretor. Apocalíptico e extremamente profundo, Melancolia fala sobre mitos, convenções, normalidade e liberdade de uma forma tão intensa quanto desconfortável.

A história de Justine, Clair e John tira de todos nós a falsa sensação de segurança e nos faz refletir sobre o nosso mundo caótico interno.

Melancolia é um planeta maior do que a Terra que está prestes a passar por nós e há forte possibilidade de destruir a nossa casa no sentido tanto físico como figurado. 

Justine é uma jovem depressiva que não consegue se adaptar aos padrões sociais. O filme começa mostrando sua festa de casamento onde ela chega duas horas atrasada e tira todos os presentes da sua zona de conforto. A festa luxuosíssima e preparada com roteiro rígido - a hora da dança, a hora de cortar o bolo, a hora do discurso, a hora do jantar, tudo previamente elaborado - cai por terra quando a noiva, exausta de sorrir e mostrar uma falsa felicidade, assume sua identidade original: uma personalidade melancólica.

Todo o dinheiro, amor e promessas de um futuro seguro e estável não conseguem despertar uma felicidade genuína na jovem noiva. Ela tenta executar tudo à perfeição, tenta corresponder à todas as expectativas que os familiares tem sobre ela, mas falha de forma irreversível. Neste momento Lars Von Trier dissolve o mito do casamento como um passo definitivo à realização pessoal. O rito de passagem de Justine  de solteira para mulher casada a frustra terrivelmente.

A inaptidão de Justine de ajustar-se às regras sociais causa um transtorno profundo em seus familiares gerando vergonha e irritação em todos os presentes. 
A insatisfação crônica de Justine acaba por adoecê-la, e sua doença é como um passe-livre para que possa experimentar sua liberdade. É como se a doença mental fosse a única justificativa para que se possa romper com todas as normas sociais e viver do nosso jeito sem a represália da sociedade.

Sua irmã Claire é o seu oposto. Claire vive num mundo organizado onde tudo funciona perfeitamente. Mas ela se desestrutura diante da possibilidade do fim de seu próprio mundo que pode mesmo acabar com a passagem do planeta Melancolia pela Terra. No mundo de Claire não cabe improvisos, e por este motivo ela fica descontrolada com a ideia de perder totalmente o controle sobre sua vida pré-moldada.

John, marido de  Clair, é um cientista com respostas para tudo. É uma metáfora do homem arrogante e prepotente que acha que tem poder sobre seu próprio mundo e pelo mundo ao redor. Durante todo o filme John é visto como um homem lúcido, mas no final não suporta encarar a falha de seus cálculos matemáticos e é o primeiro a sucumbir.

A convivência dos três é difícil porque cada um deles vive numa realidade individual e todos tem dificuldade em compreender as necessidades e o ponto de vista dos outros. Encerrados em seu próprio universo, Justine, Claire e John é uma micro representação da sociedade e seus distúrbios inerentes.

O planeta Melancolia criado por Lars Von Trier é outra metáfora para nos fazer refletir sobre o fim dos nossos mundos perfeitamente idealizados, e por isso mesmo, tão frágeis. Se o planeta Melancolia se chocar com a Terra não haverá um único lugar onde ser humano algum possa se esconder ou se salvar. Este fenômeno de destruição apocalíptica ocorre sempre quando nossos sonhos são lançados por terra. Por mais que você se esmere em construir uma redoma perfeita e segura para viver, ainda assim ela não suportará o choque de algo imprevisto. O planeta Melancolia representa todas as rupturas que vivenciamos de tempos em tempos nas nossas vidas. 

Ao final Justine, a mais frágil das personagens, torna-se a mais forte porque seu mundo interno já está desconstruído. O caos é seu meio ambiente natural. E a possibilidade de uma explosão que bote tudo sob nova perspectiva pode ser a solução para seus problemas. 

Melancolia é filme obrigatório para todos aqueles que estão buscando respostas fora dos questionários convencionais. Assistam.     

quarta-feira, 20 de junho de 2012

CHARDIN: A ARTE DA SIMPLICIDADE



"Quando você andar por uma cozinha, dirá a si mesmo: - Isso é interessante, é grandioso , é bonito como um quadro de Chardin. "
Marcel Proust

Para Proust, apenas o homem que não conhece a arte de Jean Baptiste Siméon CHARDIN (Paris 1699-1779), não consegue ver beleza na simplicidade de sua própria vida. Proust acreditava que por um preço bem mais barato, qualquer pessoa podia ter acesso aos encantos que suspeitamos existir apenas em palácios dourados, casas de banqueiros ou prédios de marajás. O encanto a que Proust se referia, estava disponível nas casas mais simples, nos afazeres domésticos do dia a dia de qualquer residência comum.

Quem observa a arte de Chardin, nunca mais se sentirá entediado dentro de uma cozinha simples ou de uma sala sem grandes atrativos em ouro. Proust achava que Chardin ajuda-nos a abrir os olhos para uma realidade estética mais apurada. 

Segundo Alain de Botton, em vez de ter nos exortado a dar o mesmo valor a todas as coisas, talvez seja interessante pensar que Proust podia estar nos incentivando a atribuir o valor correto às coisas, portanto, a reconsiderar certas noções de "boa vida" que podiam nos inspirar um desdém injusto por alguns cenários  e um entusiasmo enganoso por outros.     

Para Marcel Proust a infelicidade pode derivar da incapacidade de olhar apropriadamente para nossa própria vida, e não uma deficiência inerente ao nosso cotidiano. Ou seja, a beleza sempre está lá, basta que nossos olhos sejam abertos para poder reconhecê-la e alcançá-la. 

Isso não significa que devemos abster-nos de apreciar a  beleza de um castelo imponente ou de uma obra de arte exuberante, apenas devemos estar conscientes de que a beleza não se encerra ali.

Sobre Chardin (texto retirado da Wikipédia)

Jean-Baptiste-Siméon Chardin (Paris, 1699 - Paris, 1779) foi um dos mais célebres pintores do barroco francês. Foi assistente e pupilo de Noël-Nicolas Coypel e, prontamente, de Jean-Baptiste van Loo.

Em 1724 tornou-se membro da Academia de São Lucas e, quatro anos mais tarde, foi aceito na Academia de Paris. Tornou-se então célebre pelas suas naturezas-mortas, representações de frutos e animais. Embora não fosse um pintor de cenas históricas, anos mais tarde, formou parte do Conselho e, em 1755, tornou-se tesoureiro da Academia.

Com as «cenas de cozinha» ou «cenas domésticas», Chardin deu continuidade à tradição provinda da pintura holandesa do século XVII. Porém, representou-as sem grande excelência. Preferia as «cenas burguesas»; gostava de representar cenas da vida da burguesia francesa, que se tornava cada vez mais influente. Nestas pinturas a tranquilidade e a concentração de tons mais vivos foram combinados com uma muito refinada técnica de concepção.

Foi memorável a sua exibição, de 1761, de pinturas seleccionadas, concebidas pelos membros da Academia. Muitas delas foram trasladadas postumamente para as galerias do Louvre.

Faleceu, quase cego, em 1779, na cidade de Paris.

domingo, 17 de junho de 2012

PARA REFLETIR...

sábado, 16 de junho de 2012

LIVRO NOVO A CAMINHO!




Hoje  estava assistindo a uma entrevista do Woody Allen e perguntaram a ele quanto tempo ele leva descansando entre um filme e outro. A resposta foi ótima: uns 3 dias!  Segundo Allen, quando ele acaba uma obra ele pergunta si mesmo o que gostaria de fazer. Então ele dá uma volta no parque, toca um instrumento junto com sua orquestra de jazz e logo se sente entediado. Na verdade, escrever é uma das coisas que dão mais prazer a Woddy Allen, por isso quando ele termina uma obra, já incia logo outra para sentir-se motivado.

Não sei o quanto isso é normal ou não (Woody Allen  garantiu, nesta mesma entrevista, que de neurótico não tem nada!), só sei que fico sempre ansiosa para iniciar um trabalho novo quando encerro um projeto, e é esta expectativa de criar mais, que me alimenta.

Portanto, o novo livro já está nas páginas iniciais e o tango é a trilha sonora desta aventura!

E que as musas inspirem este novo projeto!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

CALMA QUE JÁ ESTÁ CHEGANDO!


"Dizem que tudo o que estamos procurando, também está nos procurando e que, se pararmos quietos: - nos encontrará. Pois é algo que há muito tempo está nos esperando também."

A frase acima é típica da Lei da Atração, e como sou convicta da existência e infalibilidade desta lei, compartilho-a com meu leitor.

Eu não havia pensado de verdade nisso. Sei que a gente atrai exatamente aquilo que deseja e pensa, mas não havia me tocado para o fato de que aquilo que atraímos, também estava esperando por nós. Eu achava que a gente criava novas condições, fazia manifestar o que quer que  fosse ou até mesmo que encontraríamos um caminho cheio atalhos para que chegássemos mais rápido ao nosso destino final.

Mas a frase acima bota tudo sob nova perspectiva... em algum lugar há alguém que deseja o mesmo que nós e este encontro será providenciado a qualquer hora. É assim que a lei da atração funciona. Isso me fez lembrar  da história da borboleta que todos conhecem: "Não corra atrás das borboletas. Cuide do seu jardim que elas virão à você."

Ontem eu tive um vislumbre deste aspecto da Lei da Atração. Levei  meu trabalho para a editora que irá publicá-lo e lá encontrei um parceiro inusitado. A sintonia era tão parecida que saí de lá não apenas com o contrato fechado, mas com novos trabalhos que iam ao encontro de tudo o que estava buscando em minha vida. Eu precisava do que ele tinha a me oferecer, e ele precisava encontrar alguém a quem pudesse oferecer o que tinha em mãos. É assim que funciona: as pessoas com sonhos afins se encontram!

Botando isso em prática, tudo muda. Você não tem que perder o sono tentando encontrar um meio de realizar seus desejos.  Apenas tenha um pouco de calma, porque aquilo que deseja virá até você na figura de alguém que também possui o mesmo desejo. Muitas vezes somos como Abrãao: rezamos dia e noite  para que Deus nos dê um único filho, quando a vontade real Dele é fazer de nós uma nação.

A dica de hoje é não só para o meu leitor, mas para mim também que a partir de agora botarei em prática: - Calma, pois aquilo que deseja profundamente será atraído para você.

Se é um trabalho diferente que você deseja, em breve encontrará alguém que precise exatamente dos serviços que tem a oferecer. Se é um casamento que deseja, calma que em breve irá conhecer alguém que também deseje isso profundamente e ficará imensamente feliz por encontrar você  (lembre-se de que relacionamento emperrado pode ser sinal de escolha errada. Talvez seu namorado atual não seja o marido  adequado).           


Apenas magnetise seu pensamento, faça sua parte e mantenha-se firme no propósito que escolheu para si. Não duvide, não resista, não se desespere, não perca a fé. SAIBA que atrairá exatamente aquilo que deseja por força da lei. É só esperar mais um pouquinho! :)

terça-feira, 12 de junho de 2012

DICA DA SEMANA PARA QUEM DESEJA PROSPERAR



Ontem à noite, pouco antes de dormir, eu reli um dos meus livros preferidos que chamo de "manual do vencedor".  Chama-se A CIÊNCIA DE FICAR RICO, um clássico americano de Wallace Wattles (1860-1911). Há uma dica neste livro que já pratico há quase 3 anos: não dê ibope para a pobreza. Não fale sobre a miséria, não assista noticiário sobre crise mundial, não permita que nenhuma imagem de pobreza instale-se em sua mente.

Você pode ler isso e pensar que estou sugerindo que meu leitor fique alienado... Bom, é mesmo isso o que eu estou dizendo. Aliene-se de tudo o que diga respeito à falta de recursos, tragédias, miséria, injustiça social, e por aí vai. Os socialistas e comunistas vão desejar acabar com este blog. Mas se meu leitor deseja de fato prosperar na vida, ele terá que se colocar do lado oposto a todo tipo de problemas financeiros.

Lembre-se de que a criação da realidade incia-se em nossa tela mental. Se sua tela mental estiver recheada de imagens de miséria, é miséria que vai atrair para sua vida. Isso é matemático.

Nas palavras de Wallace: "Se você quer ficar rico, não deve se ocupar da pobreza. Não se motiva a criação das coisas pensando em seus opostos. Ninguém jamais ficou rico estudando a pobreza e pensando nela. Você não pode manter a imagem mental que o fará rico se a encher com mensagem de pobreza. Não leia livros ou jornais que descrevem em detalhes as desgraças do favelados, dos desempregados, e assim por diante. Não leia e nem veja nada que ocupe sua mente com imagens tristes de privação e de sofrimento."

Na verdade, se você permanecer pobre, muito pouco poderá fazer para ajudar a erradicar a pobreza do mundo. Portanto, ocupe-se de ficar rico e só.

Outra coisa: acabe com o mau hábito de reclamar da vida. Pare de dizer que não dá sorte, que os negócios não andam, que o mercado encolheu, que a crise atravancou seu progresso, etc. Se é para falar de dinheiro, fale apenas coisas positivas. Estude sobre os homens que enriqueceram em meio a grandes crises mundiais e inspire-se neles. Lembre-se que a palavra crise em chinês significa oportunidade.  

Estude as leis da riqueza e transforme completamente a sua realidade. E acredite: você manifesta em sua vida tudo aquilo em que bota foco e deseja no mais íntimo do seu coração.

Boa semana!

terça-feira, 5 de junho de 2012

OUI, WE LOVE PARIS!




Na temporada que passei em São Paulo fui fisgada pela súbita paixão dos paulistanos pelos parisiences. Não sei se é a proximidade com o dia dos namorados (12 de junho) , mas parecia que todas as boas lojas que se prezam estavam fazendo a corte a Paris. Na Livraria Cultura da Av.Paulista havia uma  bancada repleta da temática francesa. Livros, filmes e cds dos mais diversos flertavam com o visitante e quase sussurravam  em seu ouvido pedindo que fossem levados para casa. A Cacau Show oferecia  viagens de lua de mel em Paris para quem degustasse os seus chocolates. A GNT exibia um programa sobre o namoro em Paris e minha prima Nathallie já estava munida de um arsenal completo sobre a moda parisience.

O quê as francesas vestem? O que pensam sobre o amor? Como se relacionam? Onde compram suas roupas? Como se maquiam? De que forma levam seu french way of life? Para responder à estas perguntas básicas tive que ler todos os livros que chegaram às minhas mãos e o contágio do amor por Paris foi inevitável.

O livro A PARISIENCE de Ines de La Fressange é o primeiro que preciso indicar ao meu leitor. Quem ainda não comprou, compre! É praticamente um guia sobre a vida e o estilo das parisiences modernas. A leitura é meio fútil e repleta de ilustrações, mas talvez por isso, represente com objetividade o espírito das francesas. O que aprendi com Ines foi:

1) Menos é definitivamente mais em Paris, por isso, se quiser ficar chiquérrima como as francesas invista em looks clássicos. Tudo nas cores preta, bege, branco, azul marinho e pequenos toques de vermelho. Nada de acessórios demais e nem mistura de cores em excesso. O que você precisa ter é simples: calça jeans escura, blazer preto ou azul marinho, camisa branca, vestido preto, óculos de sol, lenço, trench coat, uma boa bolsa grande e clássica, botas, sapatilhas e tênis all star para as caminhadas diurnas. Com apenas algumas peças básicas você está garantida, depois é só misturar os acessórios e voilá! 

2) A parisience dá muito valor à higiene e principalmente ao cuidado com os dentes. Dica de Ines de La Fressange:  limpeza dentária ao menos a cada 6 meses. 

3) Um bom perfume! Toda francesa que se preze carrega consigo um bom perfume capaz de deixar um rastro irresístivel por onde passa. Invista num perfume que combine com você e não, não precisa ser fiel. Compre quantos quiser e pode alternar os cheiros conforme seu estado de espírito.

4) Leia. A mulher francesa é culta, gosta de arte e lê Baudelaire. 

5) Maquiagem para dar a impressão de não estar usando maquiagem! A francesa não sai de casa sem estar muito bem maquiada, mas as cores que usa são neutras e dão um ar de leveza e jovialidade na face. Os cabelos também são levemente desarrumados para dar um ar cool e tentar enganar quem pensa que você não passou horas no espelho para conseguir aquele resultado. 

Os relacionamentos afetivos dos franceses também é algo que vale a pena ser estudado. Se um casal francês sai para jantar e nenhum homem flerta com a esposa do homem francês, ele se ofende (!). Parece que é de bom tom flertar em Paris. Nos jantares parisiences os casais são separados na mesa para que os homens possam interagir com outras mulheres e as mulheres com outros homens. Pode não acontecer nada demais, mas é importante que fique no ar a promessa de um possível coito! 

Para quem quiser ir mais longe no estudo do povo, da moda e da arte francesa recomendo que leiam:

a) A Parisience - de Ines de La Fressange;
b) O Evangelho de Coco Chanel - de Karen Garbo;
c) A Essência do Estilo - de Joan De Jean;
d) O que as mulheres francesas sabem - de Debra Ollivier   

sábado, 2 de junho de 2012

MIRANDO A LUA - TÉCNICA PARA ALCANÇAR SONHOS MAIORES


"Mirando a Lua significa estabelecer objetivos que estão além do seu alcance, são até mesmo impossíveis de serem alcançados por você sozinho."
Steven Scott

Segundo o autor Steven Scott, a maioria massacrante da humanidade  foi programada para a mediocridade. E se você parar para analisar esta afirmativa com frieza, constatará sua veracidade.

Na escola somos programados desde cedo para "atingirmos a média". O aluno não precisa ser excelente em nada, precisa apenas tirar a média suficiente para passar de ano.  No trabalho também tendemos a ser condescendente conosco,  fazemos apenas o que nos é exigido, e raramente nos dedicamos a fazer algo mais, algo que vá além das expectativas de nosso empregador. 

Nos relacionamentos e casamentos também somos medíocres. Ficamos presos à situações realmente lastimáveis, e  tentamos nos convencer de que "todo relacionamento tem problemas" ou "ruim com ele, pior sem ele", ou ainda pior "relacionamento é tudo igual, melhor ficar aqui mesmo porque já conheço". Já ouviram aquelas expressões que dizem que "mulher é tudo igual" ou "homem só muda de endereço"?  Pois eu afirmo: estas são expressões típicas das mentes medíocres. Há homens e mulheres extraordinários que não se parecem em nada com a maioria, aliás, destacam-se de forma tão ofuscante que em poucos minutos estamos fisgados por tamanho magnetismo e força pessoal. E há homens e mulheres tão excepcionais e especiais que transformam o mundo com pequenos atos e palavras grandes.

Em nossos projetos pessoais também tendemos a tombar para a mediocridade. Até sonhamos com condições mais elevadas para nossa vida, mas ficamos sempre satisfeitos  quando atingimos 1/3 daquilo que nos propomos a alcançar. Sonhamos com a lua de mel em Paris, mas ficamos contentes com apenas 3 dias em Salvador; sonhamos em possuir o último carro da Renault, mas nos contentamos em poder comprar um carrinho mais velho; sonhamos em vestir um  casaco Chanel, mas sorrimos quando compramos um casaquinho na C&A; sonhamos em dar a volta ao mundo, mas nos resignamos em conhecer 2 ou 3  Estados de nosso próprio país.

Veja, não é errado ficar frustrado por não poder comprar o tal casaquinho Chanel, errado é parar de tentar e se acostumar com pouco!  Também não é errado ficar feliz com o casaquinho da C&A, desde que ele não seja o objetivo máximo de suas ambições, compreende? Pode não dar para comprar o Chanel hoje, mas não desista de conquistá-lo amanhã. Esta é apenas uma metáfora para que você compreenda o que tento lhe mostrar.

Vejo pessoas arrasadas quando perdem um emprego, por exemplo. Compreendo que não é fácil, mas a tristeza desta pessoa diz muito sobre ela. No fundo ela não se acha capaz de conquistar algo ainda melhor! Quando a vida nos dá um golpe desses, temos que reprogramar a mente medíocre para a mente milionária. O certo é pensar assim: ok, não tenho mais emprego, então vou superar a mim mesmo e encontrar algo ainda maior!

Mas vamos falar um pouco sobre a técnica de mirar a lua, como podemos colocar isso em prática? O primeiro passo é superar o condicionamento natural que temos para a mediocridade. Depois temos que reprogramar nossa mente para que ela pense apenas em sonhos grandes. Uma grande quantidade de sonhos gigantes inibem os sonhos mediocres. Se você pensa grande, a probabilidade é de que atinja coisas ainda maiores! O terceiro passo é buscar parceiros que pensem como você e  que te ajudem a realizar seus sonhos grandes.

Todos nós temos mais limitações do que habilidades. Por exemplo: tenho habilidade em escrever, ler, me comunicar e persuadir pessoas por causa da minha boa oratória. Mas veja a lista das minhas limitações: eu não sei tocar instrumento musical, não falo alemão, não entendo nada de esporte, não sei dançar direito, não sei nadar, não sei matemática, não entendo muito de estatística, não sei dirigir, não sei pilotar avião, não sei desenhar, e por aí vai. 

E o que quero mostrar com isso? É simples. Preciso focar ao máximo em minhas habilidades e dons naturais se quiser a excelência em tudo aquilo que faço. Quanto a todo o resto que não domino e não sei fazer, preciso encontrar parceiros capazes que me complementem nisso. Por exemplo: estou montando uma peça de teatro atualmente. Eu escrevi a peça e tenho ideias  claras de como encená-la no palco, mas não sou diretora de teatro, nem atriz, nem coreógrafa, nem musicista, nem sonoplasta,  nem cenógrafa e muito menos ainda, figurinista.  Mas meu foco é a lua. Quando penso no meu trabalho em cena, penso em algo grandioso. Por isso, preciso recrutar parceiros capazes que me ajudem a me aproximar ao máximo do meu sonho inicial.

A ideia deste texto é despertá-lo para um pensamento mais grandioso. Um pensamento que mire a lua! Não importa como está sua situação agora. Tudo aquilo de que precisa para atingir seus objetivos pode ser alcançado por meio de parcerias eficazes. Se te falta dinheiro, um bom projeto pode ajudá-lo a levantar fundos. Se te falta experiência, um bom estágio pode resolver o problema. Se te falta talento em uma outra área, um bom parceiro talentoso porá fim ao conflito. 

Portanto, meu caro leitor, nesta semana que está chegando redimensione seus pensamentos e olhe para o céu noturno.  Está vendo a lua? Muito bem, pois é nela que você deve querer chegar.

Boa semana!