quinta-feira, 31 de maio de 2012

POR TRÁS DE UM GRANDE HOMEM SEMPRE HÁ UMA GRANDE MULHER E VICE VERSA



"As perguntas para você são quão bem-sucedido você quer ser na perseguição de seu sonho, quão rápido você quer realizá-lo e quão feliz você quer ser ao longo do caminho. Tomar a iniciativa para construir relacionamentos melhores, aumentará seu nível de sucesso, acelerará seu índice de realização e trará muitas alegrias para sua vida."

Steven Scott


Para aqueles que acham que casamento feliz é coisa de conto de fadas e ou um sonho impossível sugiro que dêem uma olhada nos casais acima antes de prosseguirmos: Monica Bellucci e Vincent Cassel, Sophia Loren e Carlos Ponti, Bruna Lombardi e Carlo Alberto Riccelli, Charles Chaplin e Oona, Paula  Saldanha e Roberto Werneck e Michael Douglas com Catherine Zeta-Jones.
Há muitos outros casais icônicos, como Banderas e Melaine, Woody Allen e Soon Yi (relação neurótica, eu sei, mas já dura há anos...), Sean Connery e Micheline Roquebrune ou Marina Colasanti e Affonso Romano de Sant'Anna , mas não pretendo fornecer uma lista completa aqui. Minha intenção é muito simples e breve: a de mostrar aos meus leitores de que um relacionamento amoroso pode sim ser muito bem sucedido e pode durar uma vida inteira.

Para os casais das fotos acima não há obstáculos grandes demais. Oona era 40 anos mais nova do que Chaplin e permaneceu ao seu lado até a morte do ator. Riccelli e Bruna Lombardi viraram parceiros de trabalho e produziram coisas extraordinárias que dificilmente teriam feito se estivessem sozinhos. Monica Bellucci é uma das mulheres mais bonitas do mundo, mas seu casamento com Cassel lhe deu uma base estável e ambos alçam voos cada vez mais altos em sua parceria artística. Sophia Loren amou Carlos Ponti até o fim da vida mesmo sendo muito mais bonita, mais jovem e famosa do que o aclamado diretor. Paula e Roberto viajaram juntos pelo mundo em busca de um objetivo comum, e Michael e Catherine permanecem unidos apesar das barreiras da idade e da doença do ator. 
Creio que os sonhos pessoais são mais facilmente atingidos quando temos o parceiro certo ao nosso lado. Mas o contrário é ainda mais verdadeiro! Conheço muitos homens e muitas mulheres que desperdiçaram todo o potencial criativo e produtivo por causa de um relacionamento infeliz. Olho ao redor e vejo muita gente perdendo o tempo e a energia por conta de uma escolha errada no campo afetivo.

Um parceiro errado pode  aniquilar sua autoestima, destruir sua força criativa, impedir seu enriquecimento,  prosperidade e  avanço profissional, e pode levá-lo a um grau de insatisfação tão alto que acabará por tornar-se patológico e, até mesmo, crônico.  

Você não escolheria uma pessoa desleal, corrupta, mentirosa, esbanjadora, frívola, fútil e irresponsável para ser sócia nos seus negócios, escolheria? Mas muita gente escolhe parceiros com estas "qualidades" para trocar os votos do "até que a morte nos separe".  E eu lhes digo, quando casamos com a pessoa errada, a própria vida acaba por nos afastar de nossos sonhos, nossa vitória pessoal e nossas conquistas desejadas. 

Peço ao meu leitor que faça uma lista dos casamentos de sucesso que levaram os cônjuges a realizarem grandes coisas na vida em comum, e faça ao lado uma lista dos casamentos destrutivos, que arruinaram um ou outro cônjuge e destruiram qualquer possibilidade de evolução na vida pessoal, emocional, material e financeira deste casal.

Devemos escolher com cuidado todos os tipos de parceiros com quem vamos nos relacionar: sejam maridos, esposas, amigos ou sócios. Você é o grande responsável pela sua realização e satisfação pessoal, por isso fique atento às armadilhas que a vida planta ao seu redor.

Mas para aqueles que, assim como eu, acreditam que o amor verdadeiro pode nos ajudar a alcançar as mais altas expectativas que idealizamos para nós, peço que repense suas escolhas com distanciamento e inteligência e identifique  qual é o tipo de parceiro que tem ao seu lado.

Para que o casal atinja o máximo de realização pessoal deve haver admiração mútua,  respeito,  honestidade , metas e objetivos comuns. Quando duas pessoas estão unidas com um foco bem direcionado e com desejos e ambições semelhantes, o sucesso é garantido.  

Acreditem, o casamento certo pode duplicar as chances de realizarmos nossos sonhos mais loucos, improváveis ou aparentemente impossíveis. E acreditem também: o amor pode dar certo!

Boa semana para todos! :)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

ADEUS AO VÍTOR




"Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte."
Sigmund Freud


A foto acima tirada há 4 anos, não está mais completa. Hoje de manhã perdemos nosso amigo Vítor (em pé na ponta direita de camisa azul), que apesar da distância e dos desencontros, também fez parte desta família.

 
Olhando esta foto penso na raridade deste momento. Quanto mais o tempo passa, mais difícil fica ver a família toda assim reunida celebrando um momento feliz. Nesta foto estávamos comemorando juntos a virada do ano de 2008 para 2009 cheios de expectativas e anseios. Vítor namorava minha prima Michele (fileira de baixo de blusa branca) e foi recebido de braços abertos pelo nosso clã. Aliás, este clã sempre recebeu de braços abertos todos os forasteiros, estrangeiros, agregados, amigos e parentes distantes, e esta característica familiar é motivo de orgulho para mim.

Vítor era engenheiro da Embraer, e no momento do acidente, a empresa colocou todos os recursos disponíveis para sua salvação à disposição. Mas a vida fica fora de controle quando a morte acena no horizonte. E nem todos os aviões do mundo poderiam impedir a partida do Vítor.

Este desencontro fatal fez-me pensar na minha própria vida e nos meus desencontros pessoais. Michele e Vítor estavam separados há alguns meses porque ele não conseguia dar o devido valor à mulher que tinha ao seu lado. Ela insistiu, sofreu, lutou, fez tudo o que podia até que uma hora cansou. E apenas no momento da despedida ele voltou a si e viu o erro que havia cometido. Vítor tentou trazer Michele de volta, mas não teve sucesso. Michele havia desistido dele de vez. Mas quando a notícia do acidente chegou à sua porta ela pôde perceber o tamanho do desencontro e a dor verdadeira causada apenas pelo adeus eterno. Michele e Vítor nunca mais poderão se entender. E eu lamento profundamente pelo desfecho trágico desta história.

Hoje de manhã perdemos também nosso querido primo Luis. Ele também já estava impotente diante da doença nefasta que levou sua fala, seus movimentos, sua alegria e seu talento para ser feliz. Deixou esposa,  três filhos, e uma família inteira que não se esquecerá dele.

Vamos agradecer por nosso dia de hoje e pela oportunidade de estarmos vivos. Tudo isso pode, simplesmente, acabar amanhã.

E por favor, resolvam seus problemas pessoais e se entendendam com as pessoam que amam. Pode ser a última chance que a vida dará a vocês.

sábado, 19 de maio de 2012

VIAGENS & SOBREVIVÊNCIA


"Eu... eu... nem eu mesmo sei, nesse momento... eu... enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então."

Lewis  Carrol - autor de Alice no país das maravilhas

Já estou preparando minha próxima viagem. O processo é sempre o mesmo: defino o destino onde quero chegar e começo a visitar todos os sites de agência de viagem online para coletar informações. Preciso saber sobre a história do país, o valor da moeda, o preço da passagem, o preço do aluguel de apartamento,  etc. A cada dia de busca pelo meu objetivo, ele torna-se mais próximo e real. Primeiro digo a mim mesma: preciso viajar para ter inspiração e escrever. Uma vez dada esta mensagem, já era. O corpo fica em terra firme, mas a cabeça começa a transitar por aí.   

As viagens são essenciais na profissão do artista. O contato com outros mundos e culturas faz verdadeiros milagres em nosso trabalho. Retornei da Europa há seis meses, escrevi três livros incríveis inspirados por esta jornada, mas agora sinto-me vazia. Minha mala vermelha adormece em cima do meu armário e durmo e acordo olhando para ela. É quase um convite diário.

Minha última viagem foi um divisor de águas na minha vida. Tive experiências surreais e fantásticas que me tranformaram profundamente. Conheci gente interessante, lugares mágicos, fiz erros de julgamentos, bebi mais vinho do que devia, me encantei com o sotaque do mundo, aprendi nova linguagem, rejuvenesci e amadureci simultâneamente. Cheguei ao Brasil transformada tanto como profissional, quanto como pessoa. 

O ano de 2011 foi um ano de plantio, e 2012 tem sido um ano de colheita extravagante. Só isso já serve de lição: é necessário que se plante!

Aprendi que a chegada é tão importante quanto a partida, pois é somente quando chegamos que conseguimos avaliar a extensão e a profundidade de tudo o que vimos e aprendemos durante nossa peregrinação. Vamos  nos  transformando aos poucos  durante a caminhada, mas somente no fim da viagem temos noção do quanto mudamos.

Viajar para mim não  é férias ou descanso, mas uma questão de sobrevivência da minha natureza artística. Preciso estar no mundo para compreender quem sou.

Meu próximo destino vai surpreender meu leitor. Estou planejando uma viagem ousada, pouco convencional, perigosa e maravilhosa, mas isso é assunto para mais tarde. :) Só posso adiantar que não desejo escutar nenhum idioma conhecido durante esta nova jornada. Quero aprender novos sons!

Hoje fico por aqui e sugiro ao leitor que ele também comece a sonhar com outros destinos. Não pense muito, não faça contas, não boicote seus planos, apenas vá. E o mundo inteiro se abrirá para você. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

ESCREVENDO PARA O PALCO





"Aceita o conselho dos outros, mas nunca desistas da tua própria opinião".

William Shakespeare

"As ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade".

William Shakespeare

"Nada encoraja tanto ao pecador como o perdão".

William Shakespeare


É engraçada a vida de uma pessoa que se dedica noite e dia ao aprimoramento de sua arte.  Quantos nãos acumulados, quantos textos rasgados,  quantas ideias ignoradas, quantos rabiscos, tentativas, erros e acertos são necessários para se estabelecer o profissionalismo no ofício do escritor?  Sei lá eu quantas noites perdi sonhando com o mundo imaginário! O pior é olhar alguém dizendo algo sério enquanto a veia da comédia desperta em nós. Quantas vezes  precisei abafar o riso diante do absurdo? Mas mais absurdo ainda é fazer-se de sério por educação. E quantas vezes a tragédia é cômica quando aumentamos um pouco o som? 

Hipocondríacos, fracos, homem chifrudo, falhados, seres sensíveis demais,  filhos demasiadamente devotados,  mulheres dependentes e incapazes, gente infeliz que só atrai desgraça, missa de sétimo dia para ateu, desempregado crônico, bêbados e drogados, mulher ambiciosa, marido incompetente, neuróticos, falidos e mal tratados, fonte sem fim de inspiração para o teatro. Se o autor morrer de pena vai escrever uma tragédia ruim, e livro ruim morre na estante sem aplauso de crítico e nem destaque na Folha de São Paulo.    

O teatro é um terreno novo para mim. Venho flertando com ele em meus últimos livros, mas jamais havia sentado para escrever no formato de roteiro. Meus textos são recheados de  diálogos porque gosto de dinâmica e movimento em meu trabalho. Texto muito descritivo fica chato e não interage com o leitor. Sinto atração por personagens vivos que falam, xingam, são abusados, batalham, arriscam  e saem dando conselho à torto e à direito para quem estiver interessado em ouvir. São todos alter egos de mim mesma? É provável que sim.

Mas escrever exclusivamente para os palcos é como injetar adrenalina pura na veia. Não há como sentar para  desenvolver um  roteiro sem pensar em Shakeaspeare, Molière, Ibsen, etc. Não sei se toda autora passa por isso, mas sinto que um espírito masculino se apodera de mim. O humor fica mais afiado, a força mais à flor da pele e, até mesmo os trejeitos, se alteram em mim. Na época do teatro elisabetano não havia atriz. Tudo o que havia era uma trupe de homens malucos que  vestiam-se de mulheres quando havia necessidade de uma dama em cena. Talvez por este motivo havia um  certo menosprezo pela figura  feminina.  As mulheres importantes em Shakespeare eram tão ou até mesmo mais masculinas e fortes do que os homens. Quem não se lembra da loucura viril de Lady Macbeth? Da ousadia da Megera Domada? Da mulher supostamente adúltera de Otelo? Penso que Shakespeare era tão masculino que estendeu  sua virilidade às mulheres que criou. E que bom que fez  deste modo! Aliás, para quem nunca pensou nisso antes, lembre-se de que Shakeaspeare era contemporâneo de Elizabeth I! Por acaso já houve mulher mais poderosa do que aquela? Talvez por ter atuado num país sob regência de uma rainha guerreira a arte de Shakeaspeare seja tão afiada. 

Veja bem, não sou nem feminista e nem anti-feminista, por favor, não me ponham rótulos! Mas para mim  não há nada mais abominável do que uma mulher fraca, cheia de recalque e comportamento infantil.

É tão excitante pensar que meus personagens criarão e compartilharão vida que este fascínio quase me paralisa. Talvez um dia eu seja autora de uma grande  tragédia ao estilo dos gregos, mas por agora só penso mesmo é em me divertir. Quero ver exposta as fraquezas humanas e quero ver todo mundo rir. Quero que as pessoas reflitam sobre suas escolhas tortas, seu falso moralismo e sua visão estreita diante de imensas possibilidades. Sim, leitor, só comédia por enquanto. 

Se eu  carrego sofrimentos em minha vida privada? Mas é claro que sim! Se eu sofro com isso? Mas é claro que não! Quem consegue rir de si mesmo atinge um nível de satisfação à prova de arma de fogo. Há algo mais chato que pessoas frustradas, infelizes e choramingas? Gente chata pra mim vai virar caricatura no palco. Portanto meu leitor, bola pra frente! Quem perde hoje, ganha amanhã. Aprenda a rir das próprias desgraças e  deixe de fazer coro ao bando de gente triste que não consegue ver graça na vida.   
          
Aqui entre nós, acha que Miguel Falabella, Luiz Fernando Guimarães, Fernanda Torres e Adriana Esteves passam o dia reclamando pelos cantos? Pois eu duvido! :)
Tenha uma boa semana e aprenda a rir mais de si mesmo! Seja genuinamente feliz.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

JAVIER PUCHE E SEUS CONTOS DE SEIS PALAVRAS



Esta semana recebi mensagem de um escritor espanhol que desenvolve um trabalho bem diferente. A internet é mesmo uma grande sala de encontros onde o improvável sempre acontece. Javier Puche, professor de piano clássico, roteirista de tv, e detentor de um master em criação literária pela Escola Contemporânea de  Humanidades (Madrid), é também contista reconhecido em seu país e autor de Seísmos, um livro recheado de contos de seis palavras. A idéia do Seísmos foi inspirada na obra de Hemingway, que também utilizava  esta forma de estrutura textual.

A amizade com Javier surgiu de seu interesse por meu trabalho e acabou por revelar-se um intercâmbio cultural vivo entre a Espanha e o Brasil. O blog E eu que era tudo ou nada ao meio-dia está sendo lido por lá e seu blog Puerta Falsa (http://puerta-falsa.blogspot.com.br/) será agora compartilhado com meus leitores brasileiros.     

Eu não falo espanhol e Javier não fala português, mas conversamos no idioma materno de cada um e  estamos nos entendendo bem. Esta é a mágica  das línguas que possuem raízes comuns.

No momento estamos conhecendo mais a fundo nossos trabalhos e tendências literárias, mas quem sabe em breve façamos uma parceria nos dois idiomas?

Apresento a obra de Javier Puche ao meu leitor e convido a todos a mergulharem no universo diferente, pouco convencional e inovador deste artista espanhol. Gracias Javier!

terça-feira, 1 de maio de 2012

NASCIDOS EM 2007




A Luiza (a linda menina do vídeo acima) é filha de uma amiga querida de SP. Déborah (mãe da Luiza)   e  eu somos da época do videocassete, do disquete, da fita cassete (onde gravávamos nossas músicas românticas direto do LP!), do telefone celular que parecia um tijolo, das cartas postadas pelo correio (não havia nem e–mail e nem MSN) e dos videoclipes sem grandes efeitos visuais.

Naquela época não tínhamos lá muita tecnologia. Lembro que o cd chegou primeiro na casa dela do que na minha, mas havia pouca opção. Mesmo assim, tivemos uma adolescência fantástica porque andávamos em turma, líamos Shakespeare (aliás, líamos de tudo), éramos loucas por cinema e vivíamos apaixonadas por meninos reais (não virtuais como hoje).

Déborah e eu descobrimos a vida adulta juntas na metrópole de São Paulo, mas naquela época havia um pouco mais de segurança e sobrevivemos a tudo sem grandes traumas. Agora assistindo a Luiza quebrando a cabeça para entender o que significa aqueles objetos que eram o auge de nossa tecnologia, paro para pensar na velocidade do tempo.

Tudo o que era importantíssimo ontem, já não é nem mesmo identificado pelas novas gerações. A brincadeira de Luiza é a prova de que tudo passa depressa! O que fica mesmo são as lembranças que tenho da Déborah e de tantas outras pessoas que compartilharam histórias comigo na juventude.

Os filhos da Luiza também irão ter dificuldades para compreender o que é um Ipod, uma máquina digital modelo 2012, o cd e o DVD ( se bobear até mesmo o BlueRay será logo substituído), mas com certeza as crianças da Luiza irão se lembrar dos amigos de infância e dos momentos de felicidade máxima que viveram ao lado da família e da comunidade que as criou. E é isso o que importa.

Parabéns vovô Nagib Anderaos pela ideia de filmar a Luiza com nossos “brinquedos” antigos! Já não possuo mais nenhuma destas peças mostradas pela Luiza, mas ainda me lembro de nossas conversas na sala sobre filosofia, Logosofia, cultura e música. Obrigada por fazerem parte de minha história!