sexta-feira, 30 de março de 2012

PSICOPATAS: VOCÊ É CAPAZ DE RECONHECER UM?






Você deve estar se perguntando: por que um blog de literatura, poesia e palavras de incentivo está tratando de um assunto tão sério quanto a psicopatia? Pois a resposta é simples: porque os psicopatas estão à solta semeando o mal por onde passam. E eles devem ser combatidos em todas as áreas da sociedade. Como escritora posso alertar meu público sobre a perversidade destas mentes doentes, e não vou perder a chance de informar você.


Afinal, o que é um psicopata? A psicopatia, também conhecida como sociopatia, é um distúrbio da personalidade que leva a pessoa a cometer atos terriveis contra os outros apenas para satisfazer um desejo egoísta e pessoal. Há variados graus de psicopatia e apenas nos casos mais graves, o psicopata chega a matar. A estatística mostra que no Brasil, em cada 25 pessoas, uma é psicopata. Portanto, é muito provável que você conheça um. Pode até mesmo ter sido vítima de uma pessoa com esta doença da perversidade e está até hoje tentando entender como isso lhe aconteceu.


O psicopata é egocêntrico por excelência. Tudo o que ele faz é buscar meios para atingir seus objetivos pessoais. Passa por cima de qualquer um. É um mentiroso exímio, deixa rastros de destruição por onde passa, dá desfalques milionários, é fraudulento, manipulador, não reconhece a culpa por nenhum de seus atos, é cruel e imita os sentimentos, embora seja incapaz de sentir verdadeiramente o que quer que seja. Geralmente o psicopata é louco por dinheiro, ambicioso e golpista. Se você fizer qualquer tipo de parceria com ele, vai acabar sem nada!


A maior parte dos psicopatas pode ser encontrada na população masculina. Embora haja também algumas mulheres que carregam esta doença (Lembram-se da personagem Ivone interpretada pela atriz Letícia Sabatela na televisão?). É provável que você já tenha se envolvido ou conheça um chefe, um amigo, um marido, namorado, irmão, profissional, padre, artista ou colega de trabalho que apresente as caracteríticas que serão descritas abaixo.



Geralmente o envolvimento com um psicopata deixa rastros de desgraçae sofrimento. Há mulheres que perderam até a própria casa, a família, os bens, a dignidade e a autoconfiança após relacionarem-se com este tipo perverso. Mas a psicopatia não dá para ver na cara. É preciso compreender quais são os sintomas desta doença maldita para que possamos identificar nos atos do psicopata a sua enfermidade. E muitas vezes, pode ser tarde demais. Portanto, uma vez identificado o perfil destas mentes demoníacas, AFASTE-SE delas! Não há outro meio de escapar. CORRA SEM OLHAR PARA TRÁS!



Peço aos meus leitores que estejam atentos à matéria que segue abaixo. É muito importante ter conhecimento sobre a psicopatia para que você não se torne vítima destas pessoas malucas.




Psicopata: mente cruel em rosto agradável

Criminosos em série, mentirosos, estelionatários. Os psicopatas praticam crimes que para eles são normais
Reportagem Kariny Martins Edição Rodrigo Batista
SAMANTHA COSTA







Charmosos e simpáticos; mentirosos e manipuladores. Os psicopatas não se importam de passar por cima de tudo e de todos para alcançar seus objetivos. Egocêntricos e narcisistas, eles não sentem remorso, muito menos culpa. Se algo ou alguém ameaça seus planos, tornam-se agressivos. São mestres em inverter o jogo, colocando-se no papel de vítimas. E estão sempre conscientes de todos os seus atos, pois, diferentemente do que ocorre em outras doenças mentais, os psicopatas não entram em delírio.

A psicopatia atinge cerca de 4% da população (3% de homens e 1% de mulheres), segundo a classificação americana de transtornos mentais. Sendo assim, um em cada 25 brasileiros enquadra-se nesse perfil. Mas isso não significa, é claro, que todos são assassinos em potencial.
Estudos coordenados por diversos pesquisadores, entre eles o psicólogo americano Randall T. Salekin, da Universidade do Alabama, indicam que, de fato, é comum que os psicopatas recorram à violência física e sexual. No entanto, a maioria dos psicopatas não é violenta. Alguns pesquisadores acreditam até que muitos sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes.



O psicólogo Leonardo Fd Araujo, especialista em psicologia clínica pela Universidade Tuiuti do Paraná, concedeu entrevista ao Comunicação On-line e fala mais sobre a psicopatia e os psicopatas.



Comunicação On-line: O que caracteriza a psicopatia?
Araújo: O egocentrismo, a ausência de culpa e remorso, o excesso de razão e inexistência de emoção são as principais características. Os psicopatas fingem e mentem muito bem, e forjam o afeto. Além disso, há os prejuízos sociais causados por esse tipo de transtorno mental, tais como agressões, estupros e assassinatos. É preciso ressaltar que o psicopata sente prazer em cometer o mal, em conseguir concretizar o que ele almeja. O falsário sente um extremo prazer ao conseguir enganar alguém, assim como o estuprador sente o mesmo ao cometer um estupro. Quando o mal está feito, ele não se culpa e ainda procura cometer outros crimes contra outras vítimas.



Comunicação On-line: O psicopata é pintado geralmente como um assassino. Mas esse é o único perfil de um psicopata?
Araujo: O psicopata apresenta vários perfis. A grosso modo, existe o psicopata leve, moderado e grave. O psicopata leve é o conhecido “171”, aplica pequenos golpes e engana pessoas de bem. O moderado já se envolve de maneira mais contundente com as vítimas dos golpes, que quase sempre envolvem muitas pessoas e grandes somas em dinheiro. Já o psicopata grave, esse sim é o mais conhecido pelo público leigo. É o indivíduo que comete assassinatos a sangue frio, sejam em série ou não. Nos noticiários, infelizmente, volta e meia aparecem casos de assassinos e estupradores seriais, muitas vezes crimes com requintes de crueldade. O que os diferencia é a forma de agir. Uns sentem prazer no estupro, em torturar, outros em torturar e matar.



Comunicação On-line: O que pode levar um indivíduo a cometer atitudes de psicopatas?
Araujo: A psicopatia tem causa multifatorial. Há estudos que demonstram que psicopatas que tiveram uma infância repleta de violência e com uma família desestruturada, podem chegar a cometer crimes graves contra a vida. Ou seja, podem se tornar verdadeiros predadores sociais, causando sérios prejuízos à sociedade. Há também fatores genéticos, fatores próprios de cada indivíduo e fatores de ordem social que quando somados, podem levar à psicopatia.



Comunicação On-line: Existe uma maneira de perceber que uma pessoa é um psicopata?
Araujo: Isso é bem complicado. É sempre bom desconfiar de pessoas que se apresentam de forma sedutora, com idéias mirabolantes, sempre muito agradáveis. A mídia já retratou diversos casos de impostores. Eles se aproveitam de mulheres quase sempre muito bem colocadas profissionalmente, prometem mundos e fundos, enfim, ganham a confiança da vítima. Quando menos se espera, o impostor pede um dinheiro para completar a compra de um imóvel ou de um carro, e promete pagar assim que possível, ou assim que fechar outro negócio. A partir daí, já é tarde para reagir. Coisa parecida acontece nos casos de estupradores e assassinos seriais. O psicopata vem com uma conversa agradável, dizendo que a moça é muito bonita, que quer tirar umas fotos dela para a agência de modelos. Pronto, a armadilha foi colocada, dificilmente a vítima terá escapatória. Esse tipo de abordagem foi usada, por exemplo, pelo Maníaco do Parque em São Paulo.



Comunicação On-line: Uma pessoa que possui um perfil de psicopata nasce com essas características, ou pode adquiri-las?
Araujo: O psicopata já o é desde o nascimento. Mais cedo ou mais tarde, o transtorno pode ser deflagrado, em maior ou menor grau. Estudos demonstram que filhos de psicopatas têm cinco vezes mais chances de desenvolver o mesmo transtorno. Sabemos que todo transtorno mental tem causas biológicas, psíquicas e sociais. Uma criança filha de psicopata, que sofreu abuso e violência, tem ainda mais chances de desenvolver o transtorno. Um jovem pode desde cedo começar a demonstrar os primeiros sinais de que há algo errado. Por volta dos 15 anos pode apresentar os primeiros sinais de transtorno de conduta e se não tratado, pode evoluir para a psicopatia.



Comunicação On-line: Como é o relacionamento social do psicopata? Ele consegue ter uma vida social, com amigos, trabalho e estrutura como outra pessoa qualquer?
Araujo: O relacionamento social de um psicopata é movido por interesses. O problema é que na maioria das vezes é uma via de mão única: as vantagens são almejadas apenas para benefício próprio. Nem que para isso seja necessário passar por cima de quem estiver em seu caminho, causando sérios problemas para quem o cerca. É importante ressaltar que os prejuízos monetários, morais, físicos e psíquicos que as vítimas do psicopata sofrem são incalculáveis. No trabalho, o processo é o mesmo. A vida laboral do psicopata é repleta de desmandos, crises com superiores e intrigas. Para os que convivem com um psicopata, principalmente familiares, a relação é sempre difícil e conturbada. Os familiares percebem que algo está errado, mas para o psicopata está tudo na mais perfeita ordem.



Comunicação On-line: Aos olhos da maioria da população, as atitudes dessas pessoas são reprováveis. O psicopata tem consciência de que aquilo que ele faz é errado?
Araujo: Esse é um ponto importante. O psicopata sabe exatamente o que faz inclusive que tais atos são ilegais ou imorais. Ele tem ciência de que pode ser pego pela polícia e levado à justiça. Sendo assim, o psicopata calcula meticulosamente os seus passos. Um estelionatário ardiloso, por exemplo, planeja cada passo, cada detalhe para que seu plano tenha êxito e para que nada seja descoberto antes do tempo. Tudo o que o psicopata faz é normal e natural, para ele mesmo, é claro. Por não sofrer de remorso ou culpa, comete os piores crimes e atrocidades sem pestanejar.



Comunicação On-line: Assim como outros distúrbios da mente, a psicopatia tem algum tratamento?
Araujo: Para praticamente todos os casos, o tratamento tem pouco ou nenhum efeito. É preciso entender que a maneira de ser do psicopata é algo ruim para nós, mas para eles é algo perfeitamente normal e aceitável. Ainda não soube de nenhum caso de um psicopata estelionatário que passe por uma crise existencial e procure um tratamento. No psicopata grave então, nem se fala. As tentativas de intervenção, para estes casos graves, se dão no meio carcerário. Infelizmente, tais intervenções, são complicadas e conturbadas. Adoraria dizer o contrario, mas ainda não há cura para a psicopatia, e o tratamento se dá visando a redução de danos. Ou seja, é uma tentativa de tratamento que tem como objetivo diminuir os efeitos e os prejuízos sociais causados pelo psicopata.

quinta-feira, 29 de março de 2012

ASSISTA À ENTREVISTA DE ANA BEATRIZ SILVA SOBRE OS PSICOPATAS

segunda-feira, 26 de março de 2012

EM BUSCA DA ALMA GÊMEA




"Durante séculos vocês aprenderam que a ação patrocinada pelo amor surge da escolha de ser, fazer e ter o que é melhor para a outra pessoa. Contudo, Eu lhe digo que a melhor escolha é aquela que é melhor para você."

Neal Donald Walsch em Conversando com Deus


O calcanhar de Aquiles da humanidade está invariavelmente em dois pontos distintos: na busca pelo dinheiro e nos relacionamentos. É claro que há outros pontos, mas quando o problema atinge o bolso e o coração, a pessoa se desestabiliza e é capaz de cometer atos de loucura.


Às vezes está tudo aparentemente bem na vida de uma pessoa: ela tem um bom trabalho, tem saúde, os filhos estão encaminhados, mora na cidade ou no país que sempre sonhou e faz o que gosta, mas se no campo do relacionamento afetivo houver um entrave, então nada daquilo que conquistou basta para manter a felicidade pessoal. É um paradoxo. Mas por que é tão difícil manter um relacionamento? E por que é tão complicado fazer as escolhas corretas quando estamos experimentando um? A alma gêmea existe? E se existe, onde ela está?


Há dois dias estava conversando com um amigo querido sobre isso. Ele me disse mais ou menos assim: - "Meus amigos estão me estranhando. Ninguém me reconhece mais. Tenho me dedicado apenas ao trabalho e não vivo mais em busca de diversão fútil. Gostaria de encontrar a pessoa certa, uma companhia que partilhasse dos mesmos desejos e necessidades atuais e que colocasse tudo sob nova perpsectiva. E então, eu me sentiria menos só." E ele ainda me disse: - "Se você pedir ao Universo que lhe traga a alma gêmea, assim ele fará. E lembre-se: cada vez que você perde seu tempo com a pessoa errada, a pessoa certa se afasta cada vez mais de você."


Este meu amigo é um estudante da Cabala e tem conhecimentos profundos sobre como o Universo atua na vida das pessoas, mesmo assim às vezes ele se sente cansado ao ter que viver , ser e fazer tudo sozinho. E então eu me questiono, será que estamos buscando os relacionamentos pelos motivos certos?


Hoje estou vivendo um momento muito interessante na minha vida. Estou experimentando uma felicidade diferente proveniente da realização profissional. Algumas pessoas me veem como uma sonhadora simplesmente porque optei por viver daquilo que gosto e sei fazer: escrever. A escrita também é uma forma de arte e os artistas sofrem com este estigma de que não são pessoas sérias ou que sonham demais. Seja como for, hoje estou me sentindo feliz e realizada porque estou alcançando objetivos antigos que batalhei e persisti muito para que eles fossem alcançados. Olho ao meu redor e sinto que não me falta nada. No entanto, os relacionamentos afetivos estão sempre batendo à nossa porta... E minha pergunta atual é: o que este relacionamento pode trazer de bom para a minha vida? Por que motivo devo investir tempo e emoção neste relacionamento?


Tenho lido e estudado sobre o assunto e aprendi algo bastante polêmico: você deve ser egoísta nos seus relacionamentos. Isso mesmo! Você deve se perguntar, mesmo antes de se comprometer com alguém, a seguinte pergunta: - Esta pessoa vai somar algo à minha experiência pessoal?


Num relacionamento o mais importante é respeitar, compreender e valorizar o que VOCÊ sente. É claro que está implícito em todas as relações o carinho e o respeito pelo outro, mas não é de coisas óbvias que estamos falando aqui. Estamos falando dos verdadeiros motivos que o faz procurar se relacionar intimamente com as pessoas. O que você está buscando nas suas relações?


Para um relacionamento dar certo é necessário que a gente compreenda a liberdade individual de cada um. Geralmente, são as expectativas fantasiosas que frustram a relação. Você dá em busca de receber. Você faz para que seja reconhecido e admirado. Você doa para que vejam quão generoso você é. Você perdoa (quando isso ocorre de fato) por medo de perder o outro. Estes são motivos errados! A relação só funciona de verdade quando duas pessoas desejam a mesma coisa para aquela parceria e fazem o que for melhor para o crescimento dela de livre e espontânea vontade. Quando começam as cobranças, termina a liberdade.


Portanto, quando um relacionamento estiver balançando você deve ter sabedoria para escolher aquilo que for melhor para você. Não há obrigações num relacionamento, mas experiências de trocas feitas de comum acordo.


Desde o início desse ano tenho passado por um processo de mudança bastante interessante. Hoje sei cada vez mais claramente o que desejo para minha vida. Há 3 coisas que estão no topo da minha lista de prioridades: viver da minha arte, conquistar meu primeiro milhão e encontrar alguém que esteja em sintonia comigo para que eu possa compartilhar as duas primeiras experiências. Por que é importante para mim encontrar alguém para compartilhar experiências de riqueza e sucesso profissional? Simplesmente porque é mais divertido, mais colorido e mais feliz viver a dois do que viver sozinho. Não quero fazer 1 milhão para guardar no cofre do banco! Quero que meu milhão sirva para me trazer mais experiências extraordinárias e que elas possam ser compartilhadas com aqueles que amo.


Mas para isso devemos encontrar a pessoa certa, a tão procurada alma gêmea. E como sabemos se a pessoa que está ao nosso lado é a pessoa correta? Não é muito fácil identificar porque a paixão muitas vezes cega a razão. Porém, há algumas dicas que podem ajudar-nos. Em primeiro lugar preste atenção à qualidade de sua relação: este relacionamento te dá mais alegrias do que sentimento de frustração? Se a frustração vencer, há algo errado com ele. O (a) seu(sua) parceiro (a) compartilha os mesmos sonhos que você? Você estão de acordo com os projetos estabelecidos para o futuro em comum? Os valores de seu parceiro são compatíveis com os seus? A pessoa que está ao seu lado desperta o melhor que há em você? Há apoio mútuo? Há admiração?


Eu acredito sinceramente que temos uma alma gêmea vagando por aí à espera de nos encontrar. Não acho que seja nada sobrenatural, nem que venha de outras vidas, etc. Para mim, alma gêmea é apenas uma pessoa mais parecida conosco entre centenas de outras. É A pessoa certa para nós. Quando somos jovens buscamos quantidade. Namoramos e namoramos e namoramos. Mas após certa idade compreendemos que a experiência a dois é mais profunda quando acompanha uma longa jornada. Porque há sonhos e metas e objetivos que levarão tempo a serem conquistados e é isso que faz a parceria valer a pena.


Portanto leitor, convido-o a reavaliar seu relacionamento e identificar se ele realmente te faz feliz. Avalie com certo distanciamento. Veja se esta relação está sendo verdadeiramente boa para você. Analise se este relacionamento está despertando o melhor que há em você. Como estão seus sonhos, seus desejos, seus objetivos? A pessoa que está ao seu lado o ajuda a transformar-se naquilo que deseja ser?


Relacionamento é partilha, é alegria redobrada, é crescimento em todos os níveis. Um relacionamento não pode nos fazer menor. Quantas pessoas olham para trás e dizem: - "Eu era mais feliz quando era solteira!" ou então - "Eu tinha tantos sonhos, agora não sei onde eles estão!" Você tem que ser mais e não menos. Pense nisto e boa sorte!

quarta-feira, 21 de março de 2012

UMA QUESTÃO DE FÉ




"Quando Deus mandou que Abrãao deixasse a sua terra, os seus parentes, os seus pais, os seus pertences, e fosse para um lugar que lhe mostraria, Ele estava provando a sua fé. E não disse a Abrãao para onde ele iria."


O que é a fé? Todas as religiões do mundo, sem excessão, dependem de duas coisas: da fé e da prática. Não adianta dizer que se tem fé e paralisar diante do obstáculo. Quem tem fé, avança!


Mas retorno à pergunta: o que é a fé? O dicionário diz que fé é: Crença, Crédito, Confirmação, Prova e Confiança. Ter fé é confiar de que o resultado esperado se concretizará. A fé é a confirmação da crença que temos de que o melhor se realizará. Ter fé é ACREDITAR.


Mas por que é tão difícil manter a fé em tempos difíceis? Por que temos a tendência a nos desvalorizarmos diante dos outros? Por que não acreditamos com sinceridade na nossa vitória? Por que guardamos tantas dúvidas com relação ao nosso sucesso seja profissional, amoroso, financeiro, familiar, empresarial, espiritual? O que nos impede de experimentar a alegria de uma fé realmente forte que determina a nossa vitória em todas as áreas de nossa vida?


Creio que um dos maiores motivos que limita a nossa fé é o nosso MEDO. O medo é uma energia negativa bastante complicada. Em alguns momentos ele é necessário para nossa própria proteção e sobrevivência. Ninguém em sã consciência vai se atirar de uma ponte alta, vai andar numa rua deserta pela madrugada ou tentar fazer cafuné na cabeça de um tigre bravo! Nesses casos o medo funciona como um sensor. É nosso instinto de proteção que descarrega a química do medo em nosso corpo e nos detém.


Mas eliminando os casos de risco pessoal , para que mais serve o medo? O medo é a grande corrente que amarra a nossa vida e limita as possibilidades infinitas que o Universo apresenta. Há um milhão de chances lá fora. Há um milhão de novas possibilidades à espera de sua escolha, de sua tentativa. Mas elas são desperdiçadas quando somos tomados por este medo sem sentido que acaba por nos devorar. E quando somos engolidos pelo medo nossa vida diminui. Nossas perspectivas se restringem. Novas oportunidades se recolhem, e você passa a viver no automático, muitas vezes entediado e insatisfeito, mas com uma falsa sensação de proteção. É aquela velha história: - "Pelo menos isso eu já conheço, já sei como é. Melhor continuar aqui". Ou então: -" Ah! Mais isso é muito complicado, não quero fazer mudanças para depois ter mais trabalho."


O medo, em alguns casos, caminha de mãos dadas com a preguiça. Além do medo da mudança temos preguiça de reinventar algo que não é mais bom para nós. E a preguiça é um dos graves pecados da humanidade, não é mesmo? E acho que é pecado porque nos faz esquecer de como a nossa vida curta e quão pouco tempo temos. Ao invés de aproveitarmos ao máximo as experiências extraordinárias oferecidas pela vida, nos limitamos à meia-dúzia delas e nos convencemos de que já está de bom tamanho!


Sempre me interessei pelas religiões. Aos 23 anos me converti ao Budismo e estudei a doutrina tão profudamente que até hoje posso dar uma palestra sem ter que me preparar muito antes. A leitura da Bíblia veio bem mais tarde. Eu já estava com 27 anos quando li a Bíblia pela primeira vez, mas fiquei completamente fascinada pos aquelas histórias mágicas saídas de mundos distantes como a Babilônia, Pérsia, Israel, Egito, entre outros. E o que mais me encanta na Bíblia são as histórias do Antigo Testamento como a vida de Abrãao, a sabedoria de Salomão, o reinado de Davi e a vida de mulheres excpecionais como Maria, Rute, Ester, Sara, e tantas outras.


O mais importante na leitura de todas estas histórias é o resgate da nossa fé. Não dá para ouvir sobre a fé de Moisés sem ficar inspirado. Por alguns segundos também sentimos vontade de tentar partir ao meio o Oceano Atlântico! E é por isso que hoje escolhi o tema da fé para discutir com você.


Falo não somente sobre a fé em santos, em Deus, no Universo, em Buda...falo sobre a fé na vida. Como anda a sua fé? Há algo que lhe parece impossível de resolver? Está se resignando em uma situação decadente e nefasta para você? Está lutando com uma doença que parece incurável? Um casamento ou um relacionamento familiar ruim? Pare e reflita: será que não está com medo ou preguiça de fazer mudanças? O que está abalando sua fé? Lembre-se: Fé é a certeza de que um resultado positivo será alcançado!


Para mim Deus é o Universo. Deus é uma força informe que não podemos ver ou tocar, mas podemos sentir. É uma energia fascinante que move a tudo. Quando tenho algum problema grave ou sinto que algo está me impedindo de realizar desejos maiores, eu literalmente falo com Deus. Falo mesmo! Abro a boca e faço a minha voz ser ouvida. E neste momento a minha fé se reintegra e tudo, subitamente, parece possível outra vez.

sábado, 17 de março de 2012

DICA DE ENCANTAMENTO: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore





Baseado no premiado curta de animação homônimo, "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" é um "app", um dos famosos aplicativos para iPad que mostra que a linha que separa os livros, de animações, e de games está cada vez mais tênue.




"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" utiliza as mais variadas formas de animação, como computação gráfica, animação tradicional 2D, além de stop motion e maquetes. Tudo isso aliado a uma original trilha sonora que emociona.




The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" é uma história de pessoas que dedicam suas vidas aos livros e os livros retribuem esse amor. Nela um senhor (Lessmore) é lançado por um furacão em um mundo alternativo governado por livros. Hora em tomadas preto e branco, hora coloridas, certamente nos remete ao mundo de OZ e também ao impacto da passagem do furacão Katrina, elementos que influenciaram Joyce em sua obra.

Eis a versão integral (cerca de 15 minutos) do curta de animação que ganhou o Oscar esse ano, The fantastic flying books of Mr. Morris Lessmore (Os fantásticos livros voadores do Sr. Morris Lessmore, nome próprio que contém um trocadilho intraduzível, algo como “Mais é Mais ou Menos”).




Essa declaração de amor ao livro de papel começa com um furacão que arranca as casas de seus alicerces e as palavras das páginas impressas, metáfora óbvia da onda digital. Mudo, o filmete é escrito e codirigido pelo ex-animador da Pixar William Joyce e mistura técnicas (stop-motion, animação computadorizada e desenho) para produzir uma bonita homenagem aos livros físicos.



Embora ameace derrapar aqui e ali (personagens em preto e branco ganham cor ao ter contato com livros, por exemplo), o curta consegue no fim das contas driblar a maior parte dos lugares-comuns associados ao tema. Destaque para o momento em que, na mesa de operação, o velho tomo carcomido em francês tem uma parada cardíaca e só ressuscita quando o Sr. Lessmore começa a… lê-lo!

O filme é uma homenagem a todas as pessoas apaixonadas pelo universo mágico da leitura!

quarta-feira, 7 de março de 2012

AMIZADE SEM CLICHÊS




Esta semana gostaria de convidar meu leitor a refletir sobre um tema que geralmente leva menos mérito do que o amor, mas talvez seja até mais importante do que ele: a amizade.


Há muitos clichês e frases prontas sobre amizade. De modo geral as pessoas acham que amigo é aquele que concorda com tudo, apoia o outro incondicionalmente, fica ao lado do amigo em todos os momentos e fecha os olhos para todas as loucuras, defeitos e escolhas do outro. Dizem que amigos devem perdoar tudo, esquecer tudo, compartilhar tudo, etc.


Se você buscar frases de efeito no google sobre a amizade vai encontrar apenas ideias otimistas e pouco reflexivas. Amigo pode tudo e pronto.


Esta semana estou enfrentando um dilema no terreno da amizade. E assim como compartilho minhas reflexões sobre amor, trabalho, arte, literatura e viagens, acho justo compartilhar também minhas reflexões sobre a amizade.


Para mim a amizade é sim a relação mais bonita e inteira que pode haver entre duas ou mais pessoas. A família você não escolhe, mas os amigos sim, e muitas vezes os amigos escolhidos chegam a ser até mesmo mais importantes do que nossa própria família biológica. Mas será que não há mesmo limites no que pode ser feito por um amigo? Será que ser amigo é mesmo concordar com tudo incondicionalmente?


O que devemos fazer quando um amigo está enfrentando um problema de alcoolismo, por exemplo? Devemos dar-lhe mais bebida no ápice da crise de abstinência apenas para que ele se acalme? Isso é benéfico? Ou devemos lutar contra o vício mesmo que isso custe o bem estar da amizade?


O que fazer quando um amigo querido insiste num caminho que é autodestrutivo para ele? Devemos apoiá-lo incondicionalmente ou devemos resistir e tentar impedi-lo? O que devemos fazer quando percebemos que nosso amigo não confia tanto assim na gente e passa a deixar de compartilhar decisões importantes na sua vida?


O que realmente um amigo deve fazer?


O que fazer quando um amigo passa por mudanças profundas e deixa de ter afinidades conosco? O que fazer quando percebemos que nosso amigo já não compartilha das mesmas ideias, da mesma visão de mundo, dos mesmos princípios? Devemos nos afastar ou devemos ir contra nossa opinião apenas para não magoar aquele amigo?


O que fazer quando nosso amigo encontra um grupo totalmente contrário aos nossos valores? Será que o afastamento é errado? Será que vale a pena continuar discutindo, mesmo quando quando há fortes divergências de opinião, pelo bem da amizade? Devemos abrir mão daquilo que pensamos para preservar uma amizade?


Eu adoro meus amigos. Eles são importantes demais para mim e quero o bem deles acima de tudo. Mas nem sempre é possível comungar de uma situação totalmente contrária àquilo que cremos. Nem sempre é possível apoiar incondicionalmente um amigo quando temos a opinião (pessoal, claro) de que ele está seguindo uma via oposta ao caminho do bem.


Às vezes estes amigos não compeendem nossa posição. Ficam perplexos diante de nossa retirada ou de nossa atitude de reprovação e não entendem que nossa recusa em ajudá-los é a maior prova de amizade que lhes poderíamos dar. Porque amigo não é aquele que concorda com tudo cegamente, amigo é aquele que quer acima de tudo o seu bem.


É claro que as pessoas tem o seu livre arbítrio e podem escolher o caminho que acharem melhor. É evidente que devemos respeitar as escolhas dos outros e deixá-los à vontade para cometerem erros ou acertos. Sabemos que todos devem viver suas experiências porque é por meio delas que crescemos e nos enriquecemos como pessoas. Mas devemos estar atentos às consequências das coisas.


Amigo é aquele que zela pelo outro, que puxa a orelha de vez em quando, que discorda quando necessário, que ajuda, que quer o bem do outro, que inspira o amigo a seguir o caminho da felicidade. Nem que para isso ele seja mal interpretado, julgado e condenado.


Amigo de verdade não oferece cachaça para quem não pode beber. Amigo de verdade não compra arma pro amigo que tem tendências suicidas. Amigo de verdade não se faz de cego quando vê o outro beirando o precipício. Nem que para isso tenha que colocar em risco a própria amizade.

segunda-feira, 5 de março de 2012

AQUI VOU EU NOVAMENTE (HERE I GO AGAIN)



Esta música pertence ao meu repertório pessoal há anos. Traz lembranças da minha adolescência rebelde, dos meus vícios, erros e acertos, das minhas viagens e, principlamente, me dá forças quando me lembro quão solitário é o caminho que escolhi. Quando estou imersa no processo de criação, a música é um elemento essencial porque me ajuda a cruzar a fronteira entre a realidade e a ficção. É como dar um salto mortal numa piscina cheia onde a água atenua a queda. Acho que é este o significado da música para mim: a música é a água que atenua a queda quando dou saltos mortais (o que ocorre o tempo todo...). Here i go again é uma das minhas prediletas e está ecoando na minha cabeça há alguns dias acompanhando o nascimento de mais um novo personagem da minha ficção. Pela letra dá para perceber que o personagem reflete as minhas experiências. Ele também irá percorrer a solitária rua dos sonhos. O mesmo caminho perseguido sem tréguas por sua autora. E aqui vou eu novamente, going down the only road i've ever known...

sexta-feira, 2 de março de 2012

SUSAN DIRGHAM E O UNIVERSO FEMININO DA SÍRIA: SOMOS TODOS IGUAIS





Susam Dirgham é uma fotógrafa e professora australiana que ensina inglês na cidade de Damasco e publica suas belíssimas fotos na internet com o intuito de aproximar o Oriente do Ocidente ou ao menos, tenta diminuir a distância entre estes dois mundos tão diferentes por meio de intercâmbio de informações e de sua proximidade com o mundo de lá.


A internet é uma grande nave que nos dá acesso ao mundo inteiro e foi navegando pela rede que a conheci. Trocamos alguns e-mails e estou sempre acompanhando o seu trabalho. Hoje de manhã Susan me enviou algumas fotos novas feitas em sua última viagem e fico sempre tão encantada com o trabalho dela que resolvi compartilhar com meu leitor.


Todos os dias lemos notícias horripilantes vindas da Síria e quase não acreditamos quando fotos de confraternização e paz chegam daqueles lados. Mas é esta Síria moderna, cheia de mulheres lindas, cultas, inteligentes e ambiciosas que estão na mira da câmera de Susan e é na igualdade de nossa condição que ela acredita.


Susan entrevista várias mulheres jovens do Oriente Médio e o discurso delas nos deixam envergonhados diante de nossa própria ignorância. A Síria é um dos países que mais desejo conhecer e por este motivo acabei me aproximando de Susan. Assim como ela também acredito que nossas diferenças limitam-se às nossas roupagens, hábitos alimentares, culturais e crenças religiosas. Mas o que há de mais essencial no ser humano é comum a todas as culturas e a todas as raças do mundo.


Gostaria de convidar o meu leitor a fazer uma viagem rápida ao Oriente Médio sem sair da cadeira. Espero que se encantem com o trabalho de Susan da mesma forma que eu me encantei.


Acessem os links abaixo e desarmem-se de todos os preconceitos. Vale a pena conferir!




quinta-feira, 1 de março de 2012

ENQUANTO ESCREVO....



Todo autor tem uma trilha sonora única escolhida especialmente para aqueles momentos em que partimos da realidade rumo ao mundo da ficção. Compartilho com meu leitor um clipe especial direto da minha lista. Não dá para viajar para outros universos ouvindo o barulho do tráfego, o miado do gato, a televisão da sala, entre outros barulhos que interferem no momento da criação. Minha dica de hoje é Orthodox Celts.

Convido o leitor a embarcar comigo nesta jornada musical. :)