sábado, 25 de fevereiro de 2012

MEU UNIVERSO PESSOAL: INSPIRAÇÃO & INFLUÊNCIAS


















"Inspiração não é uma questão de, eventualmente, acordar-se com ela.

A Inspiração é uma questão de, noite após noite,

ano após ano, não dormir por conta dela."




Sou uma mistura daquilo tudo o que vi. Meu DNA é feito de matéria artística. Personagens geniais que encontrei nos livros, autores que habitam minha estante, músicas da minha trilha sonora particular, peças de teatro, palavras de poeta português, dança russa do Bolshoi, Shakeaspeare, Cervantes, Sófocles e Aristóteles.


Minha inspiração vem da arte espanhola, dos dramas intensos de Almodóvar, dos artistas de rua, das cores de Picasso, da irreverência de Dalí, da poesia lírica de Bob Dylan, das viagens que arrisquei, do passeio pelo mundo.


Encontro motivação numa pilha de biografias, nas matérias dos jornais, nos talk shows americanos, na esquina da minha rua, dos e-mails que recebo. Motivação é coragem para transferir para o papel o que pulsa na cabeça.


Todas as impressões que me chegam são absorvidas com alegria. Um mar de possibilidades infinitas, um tudo ao mesmo tempo desordenado e limpo. O caos das telas de Miró, o conflito urbano, o olá e o adeus de fracos amores, o fim da tarde e o raiar do dia.


Ainda leio Dom Quixote com admiração e espanto. Quatrocentos anos de distância não impediram Cervantes de visitar a minha casa. Os problemas de quem está à frente do seu tempo ainda são nossos problemas. Leio e releio Shakeaspeare, vivo e aprendo com ele.


Aprendo com a arte dos outros, aprendo com os dramas e as comédias humanas. Sejam russas, inglesas, brasileiras, espanholas, norueguesas ou portuguesas. Aprendo com a arte do mundo. E misturando tudo com uma tinta multicolorida, dou vasão à minha arte.


Sofrimento é massa corrida para tapar buraco em textos maiores. Sofro como quem acorda tarde e descobre que perdeu a hora. Mas após um banho rápido e uma corrida de taxi, chego sorrindo ao destino. E o sofrimento fica na parede da obra fechando o buraco de algumas palavras.


Às vezes levanto de manhã e penso em pular o dia. Mas minha cabeça repleta de ideias impulsionam o meu levantar. Quem olha de fora não entende muito. Mesmo parada estou em movimento criativo. E ando de lá pra cá e de cá pra lá no vai e vem do meu pensamento. Não gosto de pensar muito no que passou. Porque o que passou se foi sozinho. E nem sempre adianta pedir o que passou para voltar. E também se voltar não vai voltar exatamente do jeito que foi. E você pode não gostar do passado que vem lá voltando.


Todos os dias sonho com uma montanha de dinheiro infinito. Queria ter muito para não ter que escolher o que posso comprar. Queria entrar na maior livraria da cidade com os bolsos cheios e um caminhão estacionado do lado de fora para transportar as ideias novas que desejo levar.


Mas aí abro os olhos e percebo que já tenho muito. E releio livros antigos como se fossem novos. Talvez este seja o único passado que me alegra quando volta.


J K Rowling deu vida ao Harry Potter na cidade do Porto. Portugal me deu senhorita BLOOM e inspiração para outras histórias. Fiz um pedido no santuário de Fátima e outro na catedral de Compostela, mas como não sou muito familiarizada com a agenda dos santos, não sei se há data certa para a benção de minhas andanças. Ainda espero por dois milagres. E esta espera por milagre também me motiva a prosseguir minha busca.


Sou tantas que me perco no tumulto de tudo o que sou. Sou vermelha e amarela e verde e tenho todas as cores misturadas em mim. Vou vivendo assim de equilibrar em arco-íris até que o horizonte desça.


Não sei nada sobre as escolhas alheias, mas minhas decisões são tomadas com a ajuda da arte. E quando vacilo num beco sem saída ouço Willie Nelson bem alto e percebo que eu também can't wait to get on the road again. E aí penso em todas as estradas que não conheço e uma coceira súbita na mão esquerda me faz desejar descer as malas.


Aceito qualquer coisa que venha, mas não me submeto à mediocridade. E não gosto de repetir erros estúpidos que paralisam meu talento. Medo não é palavra conhecida no meu dicionário. Vai ver alguém arrancou esta página antes de me entregar o livro.


E assim de erro em acerto vou afinando meu passo. E todos os dias haverá uma folha em branco diante dos olhos e ao alcance das minhas palavras. O que sei eu? Ora, não sei nada! E é por isso que caminho, pois é na minha caminhada que aprendo um pouco mais sobre tudo aquilo que não sei. E sinto que nesta estrada não estarei sozinha. E acho que todos os artistas caminham pelo mesmo motivo que eu.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ONDE ESTÁ A FELICIDADE?




Sou uma aficionada por cinema e tenho sentido muito orgulho ao conferir nossas produções nacionais. Em janeiro assisti ao ótimo "Qualquer Gato Viralata Tem Uma Vida Sexual Melhor do Que a Nossa" e hoje tive o imenso prazer de prestigiar o último filme da dupla Riccelli e Bruna Lombardi chamado "Onde Está a Felicidade?"


Simplesmente imperdível! O filme é uma comédia romântica muito humorada e extremamente bem feita. Tudo no filme encanta: a direção, a fotografia, os diálogos, a atuação dos atores e da Bruna (linda e engraçadíssima), a temática e o desfecho. Adorei!


Teodora (Bruna) é uma mulher casada há onze anos que descobre que o marido tem uma amante virtual. Decepcionada, sentindo-se traída e humilhada, ela faz as malas e segue para Espanha onde decide percorrer o Caminho de Santiago em busca de elevação espiritual. Teodora e dois amigos iniciam uma aventura hilária que faz todo mundo rir do início ao fim. O trio não dá conta de fazer trinta dias de caminhada à pé e passa a perna neles mesmos, criando situações que mais divertem do que fazem pensar.


Bruna Lombardi está imbatível! Linda como sempre e inacreditavelmente talentosa no papel de comediante. O filme todo é uma festa!


O filme não oferece a fórmula da felicidade, é claro, mas dá uma dica importante. A felicidade está na busca. Ela não está nem longe, nem perto, nem tem endereço certo para ser encontrada. Ela é o caminho. No caso deste filme a felicidade parecia estar em Santiago de Compostela, mas este é apenas um dos caminhos. Nossa felicidade está em todos os caminhos que decidimos percorrer com a motivação de encontrá-la.


O importante é não se deixar abalar pelos problemas da vida. O legal é encontrar novas saídas para antigos problemas. É começar de novo, seja de carro, de trem, de avião, à pé, sozinho ou acompanhado. O importante é rir de si mesmo e seguir em frente. É aí que mora a felicidade.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

(DES)AMOR E ESQUECIMENTO




"Se sou amado, quanto mais amado

mais correspondo ao amor.

Se sou esquecido,

devo esquecer também,

Pois amor é feito espelho:

-tem que ter reflexo."



No exato momento em que escrevo essas linhas, ouço um bolero triste que vem da janela do meu vizinho de baixo. Pelo tom trágico da música, meu vizinho deve estar sofrendo muito. Ou então é apenas um masoquista excêntrico que gosta de reviver o sofrimento. Sei lá, tem de tudo nesse mundo.


Esta semana foi um festival de dor. Parecia a premiação do Oscar dos desesperados. Todo mundo infeliz sendo vítima de insensíveis. O discurso era sempre o mesmo:

- Como ele pôde fazer isso comigo?

- Como ela pôde dizer aquilo?

- Como ele conseguiu mentir tanto?

- Como pode ele ter dito que me amava e agora estar casando com outra assim tão rápido?

- Como pode? Como pode? Como pode?


É evidente que não sou imune a dor, é claro. Mas de alguma forma esquisita e mórbida, consegui desenvolver uma técnica de anti-sofrimento que tem funcionado muito bem. Para começar, tenho certeza absoluta de que o sofrimento é uma escolha pessoal. Gente, se a situação está ruim para o seu lado, NÃO INSISTA!. Saia correndo, fuja para bem longe , desapareça. Por que é tão difícil largar de mão um amor bandido? Vamos lá, alguém me explica?


Tenho olhado ao meu redor e tenho até perdido a fome (o que é sempre ótimo, porque emagrece). O marido de uma amiga surtou e descontou tudo no filho de seis anos. O outro enlouqueceu e fugiu de casa. Um outro optou por continuar um casamento cretino que faz dele o maior corno chifrudo da história. Uma mulher linda, deixou o marido para viver com outrA. Outra amiga culta, bonita e inteligente, largou tudo para correr atrás de um taxista casado. Uma outra prefere ficar presa a um casamento falido por medo de não encontrar mais nada. Sinceramente? É a treva.


Tenho pensado muito sobre esta visão romanceada do amor. Foi na Idade Média ou no Renascimento (já nem sei a data certa) que começamos a unir o amor ao sofrimento. E esta foi a pior das nossas invenções. Casamento antes era apenas um meio de unir patrimônio e poder. Era mesmo um negócio discutido entre parentes para preservar aquilo que a família havia construído. Beijo na boca então...o primeiro apareceu no início do século 19. Antes disso era anti-higiênico beijar na boca porque não havia escova ou pasta de dentes e a boca era suja, fedida e cheia de bactérias. A monogamia também não tinha nenhuma relação com amor, era apenas um meio de preservar bens e garantir o futuro de certa árvore genealógica. Então, porque damos tanta atenção ao recente problema do coração?


Gente, relacionamento só serve se nos faz feliz. Se está dando problemas, se está te prejudicando, se está te tirando o sono e o apetite, é porque você está investindo sua energia na coisa errada.


Precisamos aprender a ver os outros não como uma projeção daquilo que desejamos ou um objeto de posse que seguramos, mas como indivíduos com crenças, valores, nível cultural, inteligência (ou falta dela) e necessidades diferentes das nossas. Se você está preso a alguém que não tem nada a ver com você, está projetando algo irreal sobre o outro. É pura fantaia da sua cabeça.


Mulheres prestem atenção: há homens que são covardes, outros são mulherengos, outros são incapazes de sustentar a si mesmos, outros são cornos e adoram os chifres que possuem, outros são neuróticos, outros são mentirosos, outros tem 3 casamentos falidos nas costas; e quando você detectar algum destes sinais neles, CORRA! Corra sem olhar para trás. Porque eles não vão mudar, não vão se tornar diferentes, não serão bons o suficiente para você.


Homens prestem atenção: Há mulheres que só querem dinheiro e proteção financeira, outras são fúteis ao extremo e só se interessam pelo passeio no shopping, outras tem compulsão em botar chifres na sua cabeça, outras são mães desnaturadas, outras cantam até o seu melhor amigo, outras são dependentes da mamãe, outras não gostam de trabalhar e tem ainda outras que são preguiçosas. Portanto, quando detectarem isso nas mulheres , CORRAM! Largue esta ideia estúpida de que beleza supera a imbecilidade. Não supera. E em pouco tempo você estará infeliz e nem saberá porque. Não adianta nada ser casado com a Barbie e ter que dividi-la com trinta Kens.


Eu escutei tanta barbaridade nestes últimos dias, que este post veio que como um desabafo. Acrediem, eu acredito que um relacionamento possa ser bom. Acredito que há pessoas compatíveis que se completam e que podem viver juntos sem grandes problemas. Mas tem que ser a pessoa certa. Pelo amor de deus, vamos parar de investir tempo e energia na pessoa errada. Isso só vai te desgastar, mais nada.


Dê um basta nos abusos agora mesmo. Vai lá na droga do facebook e bloqueie o homem ou mulher que só te traz problemas. Eles não precisam saber que você está sobrevivendo muito bem sem eles e que até já encontrou um novo namorado. Não é da conta deles. Exclua do msn, skype, e-mail. Elimine essa pessoa da sua vida. Siga para frente. Não caia na besteira de ficar dando segunda, terceira, quinta ou décima oitava chance. Se você foi corno, meu bem, é evidente que será outra vez. Se você foi enganada, minha querida, é óbvio que outras mentiras virão. Previnam-se.


Ao invés disso, botem energia em algum projeto novo, reinvente a si mesmo, faça uma viagem sozinho (é o máximo, eu garanto), leia um livro diferente, saia, dê uma chance para aquele rapaz bonitinho que vive te chamando para sair, leia Reich , faça ginástica, fique linda e esqueça a tragédia que aconteceu na sua vida.


Ainda estamos no segundo mês de 2012, vai? Ainda dá tempo de começar outra vez e ter um ano novo repleto de vitórias. Só depende de você.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

EU JÁ NÃO QUERIA...




Eu já não queria compromisso com o passado, mas ele propunha um reinício, uma descomplicação desconhecida que passou a agradar meus abraços. Se apresentava assim renovado, de calças claras e um corte de cabelo curto que foi me acalmando. Fui tropeçando no idioma, recordando palavras que não eram minhas, falando por falar. Fui acertando o passo no caminho pela rua, tocando em pontos confusos, desajustando os costumes, olhando mais para frente do que para trás. Nada ali parecia com o modo obscuro de outras paragens, meio claro meio escuro, sombreando o enxergar. Estava evidente que aquilo teria um preço, um deja vu cansado, meio vivo meio morto, mas ainda assim frequente. E a gente foi falando assim da vida, trocando segredos, manipulando ideias que nos convenciam a ficar. Saí pela porta às duas da tarde em busca de um lugar apropriado para desabafar. Nos encontramos a meio caminho, com hora marcada pelo celular. Eu botava os pés dentro da água gelada e desequilibrava o corpo que circulava ao toque do vento. Prestava atenção a um fio descosturado do casaco que lembrava a minha vida. Ele sorriu de volta e calou. Agradeci o silêncio perfeito chegado no exato momento em que que não havia mais nada a dizer. E foi então que comecei a traduzir poemas gregos e notei semelhanças entre as línguas do mundo. Certamente havia problemas de acento e alguns termos urgentes se afugentou. Mas o olhar dizia mais que a língua solta e em poucos minutos nos entendemos melhor. Era um suplício ver os mesmos corpos envelhecidos refletidos no antigo espelho. Um pouco de gordura acumulada pelo sabor de outras viagens. E ali ficamos deitados diante de uma tv pouco inventiva e assistimos juntos a um filme acabado. Eu não queria contar nada sobre meu último ano e por isso sugeri que pedíssemos a janta. Comemos em silêncio literário, mas o coração estava disparando. Então brindamos com os copos de cerveja e prometemos a nós mesmos que não haveria invasões em território alheio. Nossas lembranças, bem trancadas em caixa forte, estariam salvas naquela noite. E depois daquela noite repetimos uma segunda, uma terceira e lá pelo vigésimo quinto dia não restavam mais lembranças. E o sol nasceu sorrindo acomodando as esperanças e caminhamos de mãos dadas até o anoitecer.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

ANTES DO FIM DO MUNDO




Antes que o mundo se acabe quero passar vinte e cinco dias em Praga. Atenta a uma linguagem estranha, não quero entender o que ninguém diz. Quero perceber o idioma nos gestos, no sorriso, na hora marcada em frente aos quadros de Mucha. Pedir um café curto extremamente preto me fazendo entender apontado o dedo aos cabelos de alguém. Quero revirar o dicionário e me perder na sintaxe estrangeira olhando para o alto enquanto ninguém vê. Antes que o mundo se acabe quero deixar anotada a data do meu aniversário no seu Blackberry oriental. E talvez assim no dia você se lembre de olhar a agenda e ligue mais cedo para mim. E vamos caminhar juntos novamente pela beira da praia e pedir um café preto em nosso idioma para que todo mundo entenda. E aí então vamos falar sobre os últimos três anos que passaram distantes e que agora aqui de volta se fazem presente. O último gole do café vai deixar um amargo no fundo da garganta por causa das três gotas a mais de uísque. Mas depois de dois goles de água gelada os conflitos do contraste sumirão outra vez. E você vai olhar pra mim com aqueles olhos de fundo de oceano e vai dizer que no fundo já sabia o que fez. Antes que o mundo se acabe vamos dar a volta ao mundo com seu cartão de milhas. E vamos assim aos poucos percebendo as cores da vida pintadas na cidade que não são telas de arte, mas até poderiam. E quando o sino da igreja de Bruges reverberar pela cidade sombria estaremos de mãos dadas diante da catedral. E cruzaremos os dedos diante da fronte na esperança de que todos os nossos sonhos renasçam. E uma gaivota branca vai cruzar a cabeça do turista francês e vamos reconhecer o sotaque latino numa expressão de espanto. E vamos juntos saquear as livrarias e aglomerar ideias difícieis de compreender em outra linguagem. Antes que o mundo se acabe vamos entender que é melhor ficar sozinho quando a tarde cai. E vamos desejar ler em voz alta para nós mesmos como se o som da nossa própria voz bastasse. Antes que o mundo se acabe vamos pegar de novo o velho trem que nos levará para casa. E vamos atravessar as cidades sem pressa com as cabeças amarelas pousadas nas janelas. Antes que o mundo se acabe quero passar vinte e cinco dias em Praga. Atenta a uma linguagem estranha, não quero entender o que ninguém diz.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

AGENDA DOS EVENTOS LITERÁRIOS NO BRASIL E EXTERIOR EM 2012









Em 2012 o cenário da literatura nacional está em alta! O Brasil irá investir alto nos autores clássicos reeditando várias obras, e irá apostar nos novos autores criando mecanismos mais práticos para edição.


EVENTOS NO BRASIL E EXTERIOR EM 2012:


BIENAL DE BRASÍLIA, dias 14 a 23 de abril na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Serão esperadas 500 mil pessoas durante o evento.


FLIP 10 ANOS: um dos eventos literários mais celebrados do Brasil completa 10 anos em 2012. Dias: 4 a 8 de julho em Paraty. A comemoração dos dez anos da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, que acontece em 2012, começa a contar com convidados ilustres. A organização do evento já confirmou a vinda do escritor britânico Ian McEwan, que esteve na Flip em 2004. Ele estará na programação oficial, que ocorre entre os dias 4 e 8 de julho. Os festejos pela década de Flip terão também outra novidade: o lançamento de um livro ilustrado com reportagens sobre os fatos mais marcantes de todas as edições do evento. Cada capítulo vai tratar de dois anos da Festa e será escrito por um jornalista convidado. Algumas dessas lembranças, aliás, poderão ser vistas em uma caixa com seis DVDs que vai trazer os principais destaques da Flip em seus 10 anos.


LUSOFONIA: A Fundação Biblioteca Nacional, presidida por Galeno Amorim, promete para 2012 o programa de apoio à publicação de livros brasileiros na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.


FEIRA DO LIVRO DE FRANKFURT, Alemanha: Dias 10 a 14 de outubro. Por conta da homenagem ao Brasil na Feira do Livro de Frankfurt, em 2013, a Biblioteca Nacional deve lançar neste ano uma revista em alemão, que tem como público-alvo agentes literários e editoras estrangeiras


A revista Metáfora publicou na edição de fevereiro todas as tendências do mercado editorial brasileiro para 2012. Segue abaixo cópia da publicação retirada do site da revista:


Programas de apoio a publicações mais pragmáticos, busca por maior profissionalização das editoras, reedições e edições especiais de escritores como Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Lima Barreto, Oswald de Andrade, só para citar alguns, são destaques de um panorama para este ano que começa.


Cresce o número de adaptações para audiovisual e teatro no Brasil de obras literárias contemporâneas ou sobre relatos da história recente. Segundo a agente literária Lúcia Riff, novos eventos literários devem pipocar em todo o país, para além dos 140 festivais hoje existentes. Brasília, por exemplo, ganha uma feira nos moldes da Bienal, neste ano.



Entre os executivos do livro há certa euforia, uma dinâmica que exige concorrência e busca por práticas de mercado típicas do mercado estrangeiro europeu e norte-americano – um pouco mais acostumados a tratarem o livro como produto, com várias interfaces.



O mercado está aquecido às vésperas de o Brasil ser o grande homenageado em Frankfurt, em 2013. A seguir, algumas das principais tendências e iniciativas neste ano que começa.


Centenários e homenagens
Os nomes que serão lembrados ao longo do ano:


Carlos Drummond de Andrade será o homenageado da Flip e toda a sua obra será relançada.
Os 90 anos da Semana de Arte Moderna devem ser comemorados com novas publicações e reedições sobre os temas e personagens do movimento. Já está pautado uma Crônica inédita da Semana de Arte Moderna, pelo jornalista Marcos Augusto Gonçalves.



Para o centenário de nascimento de Jorge Amado e Nelson Rodrigues, a Fundação Biblioteca Nacional prepara uma grande exposição conjugada.



Em 2012, Nelson Rodrigues vai mesmo dar samba. O número de encenações vai aumentar com a comemoração de seu centenário. A promessa é que todos os 17 textos rodriguianos estejam nos palcos até o fim do ano. A editora Nova Fronteira planeja lançamentos e relançamentos, ainda não divulgados. Já o Itaú Cultural deve sediar uma grande exposição sobre a carreira do dramaturgo. No carnaval, Nelson Rodrigues será tema do enredo da escola carioca Unidos do Viradouro. E a Funarte (Fundação Nacional de Artes), que vai abrir o edital para a montagem dessas 17 peças, tem projeto de lançar traduções de textos do autor para o inglês, o espanhol, o alemão e outras línguas.


Cinema da literatura
O ano em que os autores brasileiros prometem revigorar as telas
Livros de escritores como Marçal Aquino, Milton Hatoum e Lima Barreto chegarão às telas até o fim do ano.


No primeiro semestre, está previsto o lançamento do filme Bonitinha, mas Ordinária, inspirado no texto de Nelson Rodrigues. Com direção de Moacyr Góes, o longa traz os atores João Miguel e Leandra Leal no núcleo central da história de um homem tentado pelo dinheiro de seu patrão.


Um ano de biografias
Obras devem dar fôlego a gênero
Após um 2011 de pouco destaque para o tema “biografias”, as promessas de títulos do gênero tendem a resgatar figuras políticas e escritores da história recente. O editor Luiz Schwarcz já anunciou no blog da Cia das Letras o lançamento das biografias de Carlos Lacerda, por seu neto Rodrigo Lacerda (colaborador de Metáfora); de Carlos Marighella, pelo jornalista Mário Magalhães, e de Getúlio Vargas, com o primeiro volume da trilogia assinada por Lira Neto. Da guerrilha no Araguaia, virão biografias escritas pelo premiado repórter Leonêncio Nossa, a serem lançadas neste ano pela editora.


Aquecimento global
Nos bastidores da concorrência entre as editoras brasileiras, muita euforia


Corrida
O ano deve ser marcado pela corrida das editoras por enriquecer o catálogo de títulos para 2013, quando o Brasil será o grande homenageado na Feira de Frankfurt, considerado o principal evento editorial no mundo.


Leitura dinâmica
A concorrência entre as grandes editoras do país é tanta que alguns editores pedem trégua aos equivalentes estrangeiros com quem negociam para terem tempo de ler o que estão comprando.


Preempt
Ou “luvas para preferência na venda”. Para ter tempo de ler uma obra estrangeira, o mercado ampliou em 2011 a figura do preempt, uma prática que estabelece um valor em dinheiro que garante a exclusividade de um mês para “degustação” do livro. É como se a editora pagasse pela preferência na venda. Há editoras que investem alto, com riscos igualmente grandes. Há quem aposte no fim de uma certa etiqueta editorial, que coloca o mercado de livros em políticas tão agressivas quanto outros setores da economia, que produzem bens de consumo, o que exige dos gestores do mercado editorial decisões muito rápidas e faro para fazer negócios num ramo tão específico e vinculado à formação cultural.


Novos selos
Grandes e médias editoras lançarão novos selos para contemplar a diversidade de publicações que almejam lançar.


No exterior
Há editoras que se programam para vender mais ao exterior não só por meio de programas de apoio à tradução de autores brasileiros lá fora, como pelo fato de, em 2012, o Brasil ser o homenageado na Feira de Frankfurt. Mas mesmo os editores de grande porte deixam escapar que a venda de títulos de autores nacionais se dá “pelo constrangimento”: quando uma editora daqui tem cacife para comprar muitos títulos estrangeiros, consegue emplacar um outro do Brasil no país com que negocia. Mas a relação ainda seria de 80% para 20%, com a vantagem para Europa e Estados Unidos.


Aposta nas promessas
Com a alta competitividade do mercado, as compras do mercado estrangeiro são feitas na base da promessa. As editoras estrangeiras dividem com a brasileira os custos de uma obra que ainda será escrita. A prática revela que os autores estrangeiros já são remunerados para trabalhar.
Já para brasileiros não há disseminação de prática no caso de venda antecipada para o exterior.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

PRODUÇÃO EM ALTA VOLTAGEM



"Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura."



Ontem coloquei o ponto final em mais um livro. Toda vez que termino uma obra, especialmente no momento em que digito a palavra FIM, fico sem entender como foi que consegui. Acreditem, é uma loucura. Estamos no meio de fevereiro e já concluí duas novas obras: um livro para crianças e outro sobre a loucura. Isso mesmo, acabei de escrever um livro inteirinho sobre a loucura. E meu livro ficou tão maluco que acabou havendo uma inversão completa de valores no meu texto: quem era são ficou maluco e quem era maluco ficou são.


Já caminho neste processo de inventar histórias há anos e ainda não consigo superar o momento em que escrevo a última palavra e sou obrigada a me separar da obra. É terrível. Cada personagem criado vira meio que um amigo. Você dorme pensando neles, acorda pensando neles, conversa mentalmente com eles, sente o cheiro deles, conhece cada traço de sua personalidade e se emociona com eles como se "eles" fossem de fato alguém.


Sempre digo que o trabalho do escritor é esquizofrênico, pois ele é obrigado a sofrer de delírios e alucinações se quiser escrever. De que outra forma daria vida à um universo complexo, abstrato e totalmente inexistente?


Dessa vez meus personagens foram inspirados por pessoas reais e pelas dezenas de livros que li sobre psicanálise. Mas ainda assim, chega uma hora que os personagens puxam meu tapete e começam a impor uma forma de ser totalmente pessoal que até então não me dizia respeito. Parece loucura (e até suspeito de que seja mesmo), mas eles pulam das páginas em branco e assumem o controle de tudo, inclusive sobre o final do livro. Eu começo contando uma história que acho que é a deles, mas eles logo discutem comigo e dizem: "Mas quem é que você pensa que nós somos? Está totalmente equivocada a nosso respeito! Isso é uma fraude!" E aí, meu leitor, muito pouco me resta a fazer.


Aquele bando de gente invisível ignora por completo minhas ambições de profissional literário e fazem o que bem entendem dentro dos limites das páginas que dedico a eles. E quando eu termino fico em dúvida se inventei mesmo uma história ou se apenas relatei o que me contaram em algum lugar que nunca sei bem onde é.


Seja como for, o final de uma obra causa em mim dois sentimentos fortes e contraditórios: a vontade de descansar um pouco e a vontade de inciar outra história imediatamente. O vazio que a palavra FIM causa no escritor é tão forte quanto o senso de realização e missão cumprida pela completude da obra. É um inferno. Mas também é o céu.


Se tudo certo, meus último dois livros serão publicados ainda neste semestre. E eu espero sinceramente que eles se acalmem nas estantes e parem de me atormentar com suas exigências absurdas e completamente infundadas. Afinal, eu sou a autora da obra. Ou não?

sábado, 11 de fevereiro de 2012

VIDA DE ESCRITOR




"O futuro tem muitos nomes.

Para os fracos é o inalcansável,

para os temerosos, o desconhecido,

para os valentes é a oportunidade."



A leitura é uma fonte inesgotável de prazer,

mas por incrível que pareça,

a quase totalidade, não sente esta sede.



Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria.



Todas as vezes que me perguntam sobre a minha profissão e revelo que sou escritora, recebo um olhar estranho, misto de admiração e curiosidade. Afinal, se meu nome não é Paulo Coelho ou Rhonda Byrne ou JK Rowling, como será que sobrevivo dessa estranha arte?


Na verdade, é mesmo muito difícil para o escritor sobreviver da sua arte, mas ele não tem lá muitas alternativas. Porque ser escritor não é escolha ou opção, mas algo maior que se impõe. Uns chamam de dom, outros de talento, outros de loucura. O certo é que ser escritor é algo infinitamente prazeroso e infinitamente penoso ao mesmo tempo. É quase uma sina, uma maldição.


O escritor é alguém que tem problemas sérios de vícios, sendo o maior de todos, a incapacidade de dosar a volúpia por ler livros. O escritor é uma pessoa com uma curiosidade indiscreta pelo pensamento alheio e uma dificuldade impressionante de calar diante de uma folha em branco.


Se meu leitor tivesse acesso à minha mesa de cabeceira ficaria mal disposto. Perguntaria a si mesmo que diabos haveria de tão especial dentro de todos os livros que leio ao mesmo tempo. E minha resposta talvez não ajudaria muito porque seria unilateral e rígida: dentro dos livros que leio está a minha vida.


Meu leitor também ficaria perdido diante do ecletismo das minhas leituras. Meu gosto varia desde a mais simplória ficção russa ao pensamento denso de Proust. Vai da poesia à biografia. Da anarquia ao modernismo. Da Idade Média à filosofia contemporânea. Dos clássicos gregos à dramaturgia nórdica. De Shakespeare à Pablo Neruda. E quanto mais livros eu leio, mais desejo ler. É uma busca pessoal constante que me faz dormir tarde e desejar acordar mais cedo apenas para ler mais. Não há metas, limite ou bom senso nesta atividade. É um exercício cerebral intenso que dobra minha mente ao meio e me obriga a rever conceitos diariamente. Quanto mais lemos, mais nos distanciamos de nós mesmos e, paradoxalmente, melhor definimos quem somos.


Há apenas uma coisa linear que identifico na leitura, os livros impedem a idiotização do ser humano. A leitura faz do leitor uma pessoa crítica, mentalmente ativa, aberta à novidades, destemida e menos preconceituosa. A cada livro que lemos nos deparamos com um universo vivo. Cada personagem carrega uma bagagem complexa que nada mais é do que as variações psicológicas do próprio autor que deu vida à obra. Todo escritor sofre de personalidade múltipla. É um pouco esquizofrênico, contraditório e deliciosamente humano.


A fala é o maior ato de comunicação que existe. Negar a fala é o pior dos castigos que podemos impor ao outro. Quando estamos decepcionados com alguém e bloqueamos o contato, o fazemos por meio do silêncio. O ato de não falar é tão ou mais doloroso do que o ato de ofender ou surrar. Para um escritor que tem na fala seu principal insrumento de vida, o silêncio pode ser mais ofensivo do que um xingamento. Portanto, para quem vive da palavra, o silêncio pode ser mortal.


O escritor pertence a um clube de indíviduos estranhos. Temos tendência à solidão pela própria natureza do ofício. Quando escrevo estou fisicamente só, mas há comigo um coro monumental de vozes reverberando dentro da minha cabeça. Somos solitários, difíceis de lidar, geniosos, intolerantes e críticos ao extremo. Mas também temos qualidades interessantes e nobres como a capacidade de compreender os erros humanos e a facilidade de transitar pelo mundo sem grandes problemas, uma vez que compreendemos a essência profunda da raça humana e sabemos que as diferenças culturais são apenas ilusões criadas pela construção de fronteiras territoriais.


O maior tesouro oculto no ato de ler e escrever é o atalho que nos permite encontrar um caminho diferente para a solução de nossos conflitos. Todas as vezes que algo me angustia, encontro na leitura um paralelo com meu próprio sofrimento e recebo conselhos de mestres que se imortalizaram por meio da palavra escrita.


Ainda sou uma autora desconhecida, e nada garante que algum dia estarei compartilhando o rol da fama junto aos meus ídolos literários, mesmo assim, fico sempre surpresa quando percebo que minhas palavras causam impacto a diversos leitores que não conheço. Neste último mês de janeiro o blog teve mais de mil e duzentos acessos o que me deixa aflita e motivada ao mesmo tempo. Eu percebo que os textos que mais tocam as pessoas estão ligados aos problemas de relacionamentos pessoais. Toda vez que posto algo sobre as dificuldades dos relacionamentos, recebo e-mails e contato de leitores que também desejam trocar experiência sobre o assunto.


Pois minha dica para estes leitores é a seguinte: leiam. Leiam muito, leiam de tudo, criem uma biblioteca particular na casa de vocês, porque vão encontrar nos livros apoio para lidarem com todo tipo de problema e adversidade.


O escritor é um homem ou mulher comum, que passa pelos mesmos problemas que nós passamos, que tem as mesmas dúvidas e perguntas que temos, mas que se dispõe a sentar e compartilhar tudo isso conosco por meio da palavra escrita. Os livros são verdadeiros manuais para a vida que nos ajudam a ter mais conhecimentos sobre tudo e principalmente, sobre nós mesmos e o mundo em que vivemos.


Gostaria de agradecer aos meus leitores pelo sucesso deste blog e os convido a dedicarem mais tempo de suas vidas à atividade da leitura. Vou preparar um texto com dicas de leituras baseado nos meus livros preferidos e que mais transformaram a minha essência.


Lembrem-se: a vida é uma montanha-russa cheia de altos e baixos e testes para avaliar nossa capacidade de vencer obstáculos. Mas há manuais que nos ajudam a facilitar o processo, e eles estão nas livrarias. Boa leitura!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

SEM MEDO DE AMAR: Dicas de Arianna Huffington




(Foto: Marie Therese lendo um livro. Quadro de Pablo Picasso)




Esta semana li um livro muito bacana que gostaria de compartilhar com meu leitor. Chama-se "Mulheres Corajosas Sempre Vencem" da autora grega e biógrafa de Maria Callas, Arianna Huffington. O livro tornou-se best-seller nos Estados Unidos e por aqui foi publicado pela Editora Larousse.



Arianna escreveu um livro simples, somente para mulheres, com dicas que a gente até já sabe, mas que esquece sempre. O livro fala dos nossos medos atuais mais básicos: o medo da vida, medo em relação à aparência, medo em relação à carreira, medo de se expressar, medo em relação aos desafios da maternidade e, principalmente, o internacionalmente temido, medo de amar.


A autora inicia este tópico pelo lado mais óbvio, dolorido e comum na nossa fraternidade feminina: o encontro com o parceiro errado e o atávico medo de ficar só. A própria autora, uma mulher forte, candidata ao governo da Califórnia, autora de onze livros e graduada em Cambridge, confessou que perdeu vários anos da vida em um relacionamento errado por medo de ficar só. Segundo a autora, o medo de ficar só é o supermedo, o maior de todos. Mesmo estando numa relação catastrófica, tememos de que se a soltarmos, nada mais de bom vai nos acontecer no campo do coração. Mas isso é uma grande bobagem, meninas, acreditem!

Para citar exemplos de verdadeiras tragédias dentro deste tema ela cita duas mulheres incríveis que se deixaram fragilizar por causa de um relacionamento errado: Maria Callas e Françoise Gilot.

Maria Callas era amada e admirada pelo mundo inteiro, mas para ela nada disso valia se não tivesse a aprovação do único homem que amou: Aristóteles Onassis. Já Françoise Gilot, uma mulher talentosa, linda e inteligente desperdiçou dez anos da sua vida e se deixou maltratar e humilhar por ninguém menos do que Pablo Picasso.



Picasso tentou diminuí-la ao máximo como mulher, pessoa e artista na tentativa de mantê-la sob seu domínio machista e cruel. Mulherengo incurável, narcisista e pão duro ao extremo , Picasso tentou reduzir Françoise a uma simples serva, menosprezando totalmente sua intelectualidade e seu potencial criativo.

Não é preciso dizer que relacionamentos assim são extremamente nocivos para qualquer mulher. E o inverso é igualmente verdadeiro, conheço muitos homens presos a relações doentias por medo de dar um basta no abuso e permitir-se desfrutar de algo mais saudável e novo.



Arianna passou anos e anos adiando a maternidade e outros desejos para não entrar em desavença com o marido errado que tinha na época. Quando passamos o tempo inteiro fazendo concessões para não desagradar o outro lado, estamos maltrando a nós mesmas. Não é necessário dizer que o preço que se paga pela submissão é sempre alto. Sua autoestima ficou no chão e seu poder pessoal foi bastante minado.

Mas afinal, o que leva uma pessoa a endeusar outra e se colocar vários degraus abaixo do pedestal do parceiro? Segundo Arianna a resposta é uma só: o medo da rejeição e de não ser aceita por ser quem se é.

Pablo Picasso teve inúmeras mulheres que eram pintadas conforme o sentimento que devotava a elas no momento. Todas as suas parceiras foram sacrificadas, traídas, abusadas e menosprezadas por ele. A maioria delas (como é o caso de Marie Therese, pintada na foto) suicidou-se ou enlouqueceu. Isso ocorre porque ninguém aguenta por muito tempo a crueldade dentro de um relacionamento, seja ele amoroso, familiar ou profissional. As mulheres de Picasso foram destruídas pela falta de empatia dele.

Mas nós, mulheres modernas, filhas da revolução feminista, detentoras de diplomas e talentos múltiplos, ainda somos perseguidas por esta sombra maléfica e muitas vezes cedemos aos encantos nefastos dos Barbas Azuis que encontramos por aí. Então, o que podemos fazer para evitar este desastre em nossas vidas?



Arianna Huffington nos faz lembrar de que devemos estar atentas para que não venhamos a cair nas armadilhas de um falso conto de fadas. Está atraída por um homem casado? Desvie o olhar. Está com medo de ficar só? Faça algo que a liberte desse medo infundado. Está aceitando situações opostas às suas crenças pessoais? Aprenda a dizer o que quer e faça sua palavra ter força. Está com baixa autoestima? Faça ginástica, caminhada, dieta, corte os cabelos e livre-se deste problema!



Não há relacionamento perfeito, é óbvio, mas não podemos aceitar qualquer coisa sem nenhum juízo de valor. Primeiro olhe-se no espelho e lembre-se de quem você é. Depois, faça uma análise bem fria e distanciada dos seus relacionamentos e veja se não está se submetendo a situações de abuso emocional. Se sua relação está te trazendo mais desconforto e stress do que alegrias e sensação de apoio, você está investindo na pessoa errada.



Outro detalhe importante: aparência engana! Temos muita dificuldade de reconhecer o vilão por trás de um belo par de olhos azuis ou músculos avantajados. Sim, essa é bem a nossa fraqueza! Mas olhe, não adianta nada ser casada com o Brad Pitt e passar o tempo inteiro sozinha e frustrada por não ser compreendida ou correspondida nos seus intentos. Liberte-se dessa ilusão.

E por fim, trabalhe! Faça algo de que gosta. Dedique-se a novos projetos e permita que pessoas mais compatíveis com você se aproximem. Não tem nada mais gostoso e refrescante do que inicar de novo. Zere o cronômetro, esqueça aquela relação infeliz que vive te deixando pra baixo, e comece tudo outra vez.



Leia a obra de Arianne Huffington para conhecer todas as dicas sobre carreira, trabalho, identidade pessoal e temas afim. Leitura agradável e útil sempre! :)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

QUANDO FOR NECESSÁRIO, SIGA SOZINHO




"Um homem deve escolher cuidadosamente suas amizades e relações mais íntimas. Ou ele se cerca de boa ou de má companhia; não pode ter ambas ao mesmo tempo. Quem se corrompe, unindo-se a pessoas indignas, perde o contato com as pessoas compatíveis com sua natureza, que o estimulariam ao bem."

I CHING


Quando chega a hora de fazer uma escolha, opte pelo o que é correto para você. Não subestime a capacidade de recriar a si mesmo. Dê uma chance para novas oportunidades. Quando for necessário, siga sozinho. Quando um homem está só, invariavelmente encontra um companheiro com quem possa compartilhar sua vida. Não se corrompa. Não se comprometa com aquilo que é oposto aos seus princípios mais íntimos. Siga sempre em frente e seja você. Lembre-se, aquilo que pertence a um homem não pode ser perdido nem mesmo se jogado fora. Aposte mais alto e tenha fé. Caminhe apenas cinquenta por cento do caminho e deixe que a outra metade seja percorrida por quem deseja encontrar você.


Para N.

ORGULHO E TEIMOSIA: SERÁ QUE VALE A PENA?




"O silêncio é por vezes o maior orgulho que se pode mostrar".



"O orgulho devora a si mesmo".



"Os infinitamente pequenos têm um orgulho infinitamente grande".



"Todo culpado é um posso de orgulho"



"O orgulho é o caminho do erro".



"Por muitas vezes, a teimosia e o orgulho nos impedem de demonstrar para a pessoa que mais amamos, o quanto ela é importante para nós".




Um dos maiores problemas que interfere de forma destrutiva nas relações humanas é o orgulho. A maioria das pessoas confunde orgulho com amor próprio ou auto respeito. Isso é uma grande bobagem.


Amor-próprio é saber cuidar de si mesmo, é reconhecer o próprio talento, as próprias qualidades, capacidades e ser generoso consigo mesmo. Somente quem ama a si mesmo pode amar os outros. O auto-respeito é uma extensão do nosso amor próprio. Quem se ama se preserva. Quem se ama se respeita e aprende também a respeitar os outros.


É evidente que há uma linha tênue que separa o amor-próprio da arrogância. Às vezes, pela falsa justificativa de um amor-próprio, somos mesquinhos, intolerantes e inflexíveis para com os outros. Excesso de amor-próprio pode gerar escassez de empatia, e essa dualidade pode causar separação, desentendimentos e conflitos sem fim.


Quando uma pessoa está apegada ao orgulho e à teimosia, nada mais mais pode ser feito. Orgulho e teimosia são como uma muralha suspensa entre as partes, é um muro de Berlin ainda mais difícil de derrubar. Geralmente, as pessoas que apresentam essas características fortemente arraigadas, tem um perfil imaturo e infantil. São inseguras, não conseguem fazer escolhas e escondem-se atrás de uma postura de falsa superioridade. Estão convictas de suas posições e são incapazes de compreender as motivações dos outros. Qualquer pequeno ato que lhe traga desconforto, é automáticamente encarado como afronta à sua personalidade.


As pessoas teimosas e orgulhosas sofrem muito, embora não assumam essa fragilidade. Ficam como que petrificadas, enrigecidas e cristalizadas. Ficam fechadas ao entedimento, recusam-se a ouvir e a compreender as emoções alheias, e acabam por isolar-se na própria ignorância.


Não há nada mais complicado e dramático do que as relações humanas. Cada pessoa é um universo. Cada pessoa carrega consigo sua história de vida, seu passado, expectativas, medos e anseios. Quem ama a si mesmo compreende os outros porque está familiarizado com a complexidade das contradições humanas.


Não devemos confundir amor-próprio com fraqueza ou negligência. É claro que quando uma situação é nociva para nós, devemos nos afastar. Expor-se à situações contrárias às próprias convicções ou que nos cause dor, é justamente o oposto do amor-próprio, é falta de auto-estima.


É fundamental expor aos outros os nossos limites, e é muito importante ser firme diante de algo que não está correto para nós. É imperativo sermos honestos não só com os outros, mas também conosco. Minha infelicidade não pode ser o preço da felicidade do outro. Quando isso ocorre, está havendo uma disfunção grave dentro da relação.


O problema mora na teimosia, na postura de superioridade diante dos outros, na falta de amor e compaixão.


Esta semana um artista conhecido nosso suicidou-se. Atirou-se do alto da Ilha Porchat, em Santos, porque havia perdido sua dignidade. Ele estava com problemas financeiros, havia sido abandonado pela esposa e perdeu a razão de viver. Não gosto de julgar as pessoas que cometem suicídio porque apenas elas conhecem o tamanho do próprio sofrimento. Mas confesso que, após passado o choque da notícia, parei para refletir sobre o quanto de orgulho ferido havia no coração daquele homem.


A falta de condição de manter a si mesmo causava-lhe vergonha. E esta vergonha pode ter gerado orgulho que o impediu de solicitar ajuda de forma mais expressiva. Aquele homem sentia-se sem perspectivas, sem esperanças e decidiu por botar fim à própria existência. No fundo ele não acreditava mais na vida e nem nas pessoas. Seu orgulho o matou.


Eu sou humana, cometo erros de forma constante (erros de julgamento, erros nas palavras, erros nas escollhas que faço), e penso que a consciência das minhas próprias falhas reduz bastante o meu orgulho. Não tenho problemas em admitir os meus erros ou pedir desculpas, porque creio que a vida é maior e está acima dessas mesquinharias. A morte pode chegar a qualquer momento e não quero levar para o caixão uma sacola pesada de arrependimentos causado pelo erro do orgulho e da teimosia.


Convido meu leitor a refletir sobre sua postura diante do orgulho e da teimosia. Preste atenção e veja se estas ervas daninhas não estão crescendo no seu coração. Não permita que o orgulho e a teimosia destruam as relações com quem você ama. Pratique a empatia. Coloque-se no lugar do outro, procure compreender a sua dor e as suas motivações. Não leve as coisas para o lado pessoal.


Não há nada mais triste do que olhar para trás e perceber que perdemos uma grande oportunidade de sermos felizes por uma banalidade estúpida como o orgulho e a teimosia.


A vida passa depressa demais. Pense nisso.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

SHOW DE INSPIRAÇÃO: MADONNA SUPER BOWL 2012





Quem ficou acordado ontem à noite apenas para ter a oportunidade de ver Madonna arrebentando no palco do Super Bowl ao vivo, não se arrependeu! Até agora estou impactada com o que vi. Madonna é simplesmente a maior show woman do mundo!


Madonna me inspira desde criança. Lembro-me de que aos dez anos de idade meu melhor presente de aniversário foi o disco "Like a Virgin", que toquei milhares e milhares de vezes na vitrola da minha infância. Já nesta idade eu tinha uma costureira que fazia para mim os modelitos inspirados nela. Podem imaginar? Pois é verdade, sempre acreditei no super poder feminino cantado por ela.


O que mais me impressiona em Madonna é a capacidade de reinventar-se e superar-se o tempo inteiro. Com ela não há baixo astral! Está sempre um passo à frente do resto do mundo e quando aperece em público, dita a próxima tendência!


Ontem eu estava um pouco chateada com uns probleminhas pessoais básicos, mas sinceramente, depois do show da Madonna, tudo passou! Lembrei dos ensinamentos desta rainha que ditam o autorespeito acima de tudo. Como ela mesma diz: "Não aceite migalhas, coloque seu amor à prova!"(Express Yourself)


Como artista procuro me inspirar nos melhores. Estou sempre atrás dos novos autores, das inovações no mundo da literatura, relendo os clássicos eternos e procurando fazer história com minha própria obra. O artista tem a alma livre e às vezes nos esquecemos disso. Às vezes nos misturamos com a pequenez do mundo e dos homens e nos esquecemos de quem somos.


Mas há uma fraternidade de artistas espalhada pelo mundo e parece que há um elo invisível que nos interliga. Então, quando estamos em baixa, a Madonna surge e bota tudo no lugar! Ou o Mick Jagger aparece aos 70 anos pulando no palco e nos fazendo lembrar de que sua alma tem apenas 20. Ou o pensamento dos grandes homens como Kundera, Jung, Nietzche e Reich que nos despertam da letargia emocional por meio de sua obra. Ou, de repente, cruzamos com uma bela tela de Picasso e sorrimos com o corpo inteiro.


O segredo da Madonna é que ela não perde o foco de quem ela é. Ela sabe quem é, sabe o quanto vale e não faz por menos. Ela é a maior porque não aceita limitações e não tem medo de desafios.


Quem viu o Super Bowl ontem à noite ficou de boca aberta com a precisão milimétrica da montagem do palco, com a quantidade de bailarinos do seu corpo de dança, com a elasticidade de Madonna e o charme infinito dela. E quem viu o show está até agora tentando entender como foi que ela fez aquilo! O palco era uma loucura! A energia do show foi contagiante e quem estava triste com certeza ficou feliz!


Porque é para isso que a arte é feita: para encantar, inspirar , fazer sonhar e trazer à tona tudo o que de há de mais colorido, intenso e melhor em nós. Bravo Madonna!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

MARINA COLASANTI: UMA ARTISTA DA PALAVRA




"O amor não é louco. Sabe muito bem o que faz, e nunca, nunca age sem motivo. Loucos somos nós, que insistimos em querer entendê-lo no plano da razão."

Marina Colasanti



Marina Colasanti nasceu na Etiópia, tem naturalidade italiana e nacionalidade brasileira, ou seja, Marina é uma mulher do mundo.


Hoje estava assistindo a uma de suas entrevistas e fiquei encantada com sua inteligência, cultura e personalidade forte. Aos 75 anos, Marina continua autêntica e seu discurso tanto inspira quanto encanta. Para ela, não apenas o autor necessita de leitura constante para aprimorar sua arte, mas todos os profissionais, de todas áreas, necessitam dela para que possam ampliar sua visão de mundo e tornarem-se competentes naquilo que fazem.



Ela acredita que a formação do leitor deve começar na infância e que os pais devem ter o hábito de ler para os filhos para que eles adquiram desde cedo a paixão pelas palavras.

Marina vive viajando e sua bagagem de mão está sempre cheia de livros, pois na visão dela estamos desperdiçando tempo quando não estamos aprendendo alguma coisa. Marina é uma aprendiz em tempo integral. E quanto mais lê, mais deseja devorar livros!

Drogas para ela é simplesmente ridículo. Na única vez que experimentou maconha achou uma pobreza! Ela garante que sua mente sóbria é capaz de criar ficção muito mais extraordinária do que aquela conseguida com o uso de psicotrópicos. Bravo Marina!

A produção de cada um de seus livros leva de dois a cinco anos, pois ela acredita que a experiência pessoal é extremamente importante para dar profundidade aos temas. Por este motivo vive com o pé na estrada em busca de inspiração para sua obra.

E antes de tornar-se um grande escritora, Marina já era uma artista plástica de talento. Tanto é que as capas de seus livros são ilustradas por ela. Este fato me deixou ainda mais encantada, pois a pessoa que trabalha com artes visuais tem uma percepção e uma sensibilidade sobre a vida ainda maior.

Adorei a entrevista de Marina! O verdadeiro artista é assim, não encontra limites no que se refere ao aprimoramento da sua arte. Agora aqui entre nós, tem coisa melhor? :)

Para conhecer um pouco mais sobre a personalidade e a arte de Marina acesse a entrevista dela no youtube:




Assista também ao programa "Sempre um Papo" com Marina:

(Esta entrevista é ótima, assista!)




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

DO ALTO AO ASFALTO




"Don't play the stupid game

Cause I'm a different kind of girl

Give me all your love today"

Madonna




Viro do avesso,
amorteço,
alto impacto arremesso
do alto,
oito pessoas atrás de mim,
caindo,
do alto ao asfalto.

Sonho noturno,
roupas claras,
uma infinidade de rostos
olhando para mim.

Como sempre quero mais,
não me desculpo jamais.

Minha fome ainda aumenta,
uma tonelada de alimento perecível
não me satisfaz.
Quero mais,
quero amor,
quero amar
quem ouvir,
quero falar.

Arremesso do alto ao asfalto,
toda dor que não há mais.
Reinvento a imagem refletida no espelho.
Essa sim sou eu.

A qualquer hora do dia,
a qualquer sombra da noite,

acordo de madrugada para pegar você.
Debaixo da sua cama,
no recanto mais escuro,
dentro do seu armário,
dentro de você.

De repente vinte e cinco.
A idade retorna em mim.
Duas da madrugada,
longe de casa,
mil e uma ideias amortecidas pela queda.
Do alto ao asfalto,
precipício começa em mim.


Viro do avesso,
amorteço,
alto impacto arremesso
do alto,
oito pessoas atrás de mim,
caindo,do alto ao asfalto.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

AS MENSAGENS DOS CONTOS DE FADA




"É bom ter muitas personas, colecioná-las, costurar algumas, recolhê-las à medida que avançamos na vida. Quando vamos envelhecendo cada vez mais, com uma coleção dessas à nossa disposição, descobrimos que podemos ser qualquer coisa, a qualquer hora que desejemos."

Clarissa Pinkola Estes (especialista em interpretação de contos de fada)


Por que somos tão atraídos pelos contos de fada? Por que será que ainda hoje nos encantamos com a história da Bela Adormecida, Cinderela, Rapunzel e tantos outros contos supostamente adequados às crianças?


Marie Louise Von Franz é uma de minhas autoras preferidas e o tema de suas obras refere-se aos símbolos universais embutidos nos contos de fadas. Para ela, existe um ideal arquetípico comum a todas estas histórias que fala mais alto ao nosso inconsciente. Aspiramos pela paz, pelo "felizes para sempre", pela punição do vilão e a recompensa do mocinho. Sempre há uma identificação imediata com um ou mais personagens e quando damos por nós, estamos capturados pela aventura e torcendo intensamente pelo final feliz.


Mas quando começamos a estudar os contos de fada em sua base, lendo os textos originais, descobrimos que o final feliz foi algo incluído posteriormente. As histórias originais são repletas de finais infelizes, desfechos macabros e sofrimentos. Nem sempre o bom moço é recompensado ou um grande amor se realiza.


No conto original da Pequena Sereia, por exemplo, mesmo depois de todo esforço (abdicou de ser sereia e aprendeu andar com pernas humanas que lhe doíam como facas), foi abandonada pelo príncipe e morreu. Aparentemente, tudo o que Ariel fez pelo príncipe não lhe valeu de nada. Ele acabou se casando com outra jovem que lhe pareceu mais conveniente ou apropriada.


Na Chapeuzinho Vermelho também temos outra tragédia. O lobo comeu a chapeuzinho e pronto. Acabou a história. Não há caçador e nem vovozinha para salvá-la. A moral da história é para não sermos tão ingênuos.


Vejo nos contos de fada um paradoxo com as tragédias gregas. A diferença é que na Grécia as histórias tratavam dos problemas humanos sem disfarces e sem o auxílio de duendes e outros animais mágicos. As pessoas eram representadas em todo o esplendor de sua maldade ou bondade. Na verdade, como os gregos compreendiam os paradoxos da humanidade, nem todo mundo era 100% bom ou 100% mau. Nas tragédias gregas é natural começarmos a história do lado do vilão e só depois compreendermos a motivação do mocinho e vice-versa. Este paradoxo central é comum em todas as histórias modernas. Toda a história tem mesmo dois lados...


Mas voltando ao tema, por que estamos sempre em busca do ideal apresentado pelos contos de fada? Mesmo sabendo que a realidade não compete com a fantasia, queremos sempre o resultado mágico.


Para Marie Von Franz, os contos de fada estão carregados de anseios ancestrais e reflete o inconsciente coletivo do mundo. Segundo a autora devemos perceber a dualidade das histórias para não julgarmos os fatos de forma ingênua e incorreta. Aquele que à primeira vista parece ser o herói, geralmente carrega impulsos infantis que devem ser combatidos com a maturidade. O estudo dos contos de fada é também o estudo de nosso aspecto mais infantil, mas ainda vivo dentro de nós.


Quando começamos a compreender a mensagem oculta por trás desses símbolos ficamos mais fortes, mais conscientes, mais atentos às nossas escolhas e pré-julgamentos.


Quanto mais lemos, mais descobrimos quem somos em meio a este caleidoscópio social. O estudo dos contos de fada pode nos ajudar no processo de individuação pessoal, ou seja, na descoberta de quem se é.


É necessário que o leitor abra mão de todos os preconceitos para iniciar este estudo. Os contos de fadas, no início e até o século XVII, não eram destinados às crianças. Estas histórias eram destinadas a entreter os adultos e revela muito da nossa sociedade a cada nova abordagem.


Para quem não conhece os estudos psicanalíticos por meio dos contos de fada sugiro que leiam os seguintes livros:


1) Mulheres que correm com lobos, de Clarissa Pinkola Estes;

2) O feminino nos contos de fadas, de Marie Louise Von Franz;

3) A sombra e o mal nos contos de fada, de Marie Louise Von Franz;

4) A individuação nos contos de fada, de marie Louise Von Franz.


Todos estes livros podem ser adquiridos no site da estante virtual.