quarta-feira, 17 de novembro de 2010

VIDA DE ESCRITORA


Às vezes sinto uma pontinha de inveja das pessoas que levam uma vida comum. Deve ser muito mais fácil manter a concentração em apenas uma ou duas coisas. Mas minha natureza é rebelde e minha mente vive vagando por aí.

Se eu não estiver fazendo dez coisas ao mesmo tempo, posso me entediar. Mesmo quando estou em casa descansando há sempre um bom livro à mão, um bom filme no dvd ou uma boa história para contar.

Eu sempre enrolo um pouco antes de começar uma nova obra. Fico adiando, deixando pra depois. Dá uma preguiça danada de abrir o computador e parar exclusivamente para pensar. Mas quando elimino a letargia cerebral, parece que uma nova vida brota de dentro de mim.

Aí começo a escrever e fico tomada pela aquela coisa que chamamos de processo de criação. Começo com uma frase que me parece certa, uma ideia abstrata que passa a fazer sentido, uma inspiração. E então só posso parar quando a obra estiver completa, pronta para encaminhar a minha agente.

Estou no meio da produção de um livro novo. Mas não levo uma vida de escritora celebridade que só precisa fazer isso durante o dia. Na verdade, trabalho o dia inteiro fora de casa e só tenho os finais de semana para me deleitar com as delícias do universo literário.

É duro, mas é gratificante.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

HOMEM É TUDO PALHAÇO


Comecei a escrever um livro novo esta semana e tenho pesquisado (intensamente) as diferenças entre os homens e as mulheres. Por que o relacionamento entre os sexos opostos é tão difícil? Por que não conseguimos nos entender mesmo falando um idioma comum? Por que as mulheres estão sempre insatisfeitas com seus homens?

Segundo a Nara Franco é muito simples: porque homem é tudo palhaço! rsrs

Encontrei 2 sites geniais na internet durante o processo de pesquisa e gostaria de compartilhar com meu leitor.

O primeiro é um guia para identificar o ilustre cafajeste. Manual do Cafajeste www.manualdocafajeste.com.br

E o segundo é uma bomba atirada no meio do site acima: Homem é tudo palhaço www.tudopalhaco.blogspot.com

Não faço ideia da origem de tanto desajuste. A única coisa que tenho certeza absoluta é que homens e mulheres vieram de planetas distintos e, por ironia do acaso sarcástico, acabaram habitando, totalmente sem querer, o mesmo espaço. A língua parece a mesma, mas há códigos indecifráveis entre as duas espécies.

Quando leio o ótimo "Homem é tudo palhaço", fico completamente tentada a concordar com tudo imediatamente. Mas aí eu abro o Manual do Cafajeste e penso: pô, mas o cara tem razão nisso, e naquilo, e naquilo outro...

É um paradoxo profundo, um saco sem fundo, blá blá blá...whiskas sachê...blá blá blá....

Aí fui no sex shop e comprei logo de uma vez 6 filmes pornôs. Fui pra casa tardão, aquela chuva ridícula lá fora, a gata miando querendo atenção e eu doida pra ver a baixaria. Pensei: ah, agora eu vou ver do que os homens realmente gostam e vou entender tudo!

Mas aí caí na besteira (ou dei a sorte?) de comprar o filme do Mateus Carrieri chamado "O rei das mulheres" (eu sei, é cafona pra cara*&$$##), mas acabei achando o filme bom...

.......

Liguei pra minha amiga (que foi comigo no sex shop e comprou 3 - sim, vamos trocar depois que acabar de ver) e contei pra ela que o filme era ótimo. Um dia antes eu tinha assistido o Sex and The City 1, pela segunda vez, e já vi que meu cérebro tava dando problemas de conexão. E aí, hein? Aquele Mr.Big estava certo ou errado ao deixar Carrie no altar?

Olha só, quando uma mulher começa a achar que o cafajeste do Mr. Big pode ter alguma razão isso significa que ela não está bem.

Depois de 6 filmes pornôs, 2 visitas ao sex shop e um surto de simpatia pelo Mr. Big., minha vida mudou. Aquele Mateus Carrieri mandou bem em largar a Globo e abraçar a pornografia, viu? O cara é mesmo bom.

Ah! E tem mais! Sabem o que eu descobri? Os filmes brasileiros são infinitamente melhores do que os americanos! No filme americano o ator trata todas as atrizes como se fossem meras putas...(sim, são, mas é daí?). E no pornô nacional o Mateus pegou umas 20 mulheres e tratou-as TODAS (todas inclua-se Rita Cadillac...eca!) como se fossem o grande amor de sua vida. Um amor, opa!, ator!

Então é isso, não tenho a menor ideia de como fazer um relacionamento funcionar, mas agora sei que tem muita coisa que a gente não sabe e tá na hora de aprender. E que venham os desafios!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SEM CRIANÇAS



Gostaria de iniciar este post pedindo desculpas a todas as minhas amigas que são mães. Perdoem-me. Eu sinceramente amo vocês e suas doces crianças, mas não trocaria meu lugar com vocês. Por nada neste mundo, aliás.

Ok, os mais chegados sabem que ando num momento de crise quase histérica. Não quero mais morar no Brasil, não penso em virar mãe de família e não, não quero ter filhos. Decididamente não quero ter crianças choramingando a minha volta e acabando com minha mais absoluta paz.

Com a chegada dos 30 comecei a pensar seriamente sobre o rumo tradicional da vida de uma mulher da minha idade. Todas as minhas amigas de 30 anos já definiram o porvir de suas vidas. Estão todas com uma aliança dourada no dedo, uma ou duas crianças penduradas nos seus pescoços, obrigações domésticas das mais diversas (lavar, passar, cozinhar, administrar empregados, supermercados, férias em família, etc) e todas, praticamente todas, ostentam uma cara de mãe que em nada me agrada.

Com exceção da Cláudia, minha heroína, o resto tá desse jeito mesmo descrito acima.

Não sei o que há de errado comigo (há mesmo algo errado comigo Freud?), mas não consigo me enquadrar no formato padrão. Não consigo, fazer o que?

Pai, mais uma vez vai um recadinho para você: se depender exclusivamente de mim, não será avô. Sorry. Vai torcendo para que o Tarso (meu irmão) te ajude nisso.

Há anos venho esperando a vontade da maternidade bater na porta lá de casa. Mas acho que ela perdeu o endereço, porque nunca deixou nem um bilhete.

Sempre achei que cedo ou tarde eu iria acordar com uma vontade extrema de constituir família, casar e...ter filhos. Mas gente, eu sei o que é desejo. Eu sei como me sinto quando realmente desejo alguma coisa e esta vontade louca nunca se manifestou quando o assunto é crianças.

É claro que no início eu me sentia meio um peixe fora d'água. Mas o tal dos 30 anos é mesmo libertador para a mulher. A gente acaba se aceitando melhor, conhecendo profundamente nossos defeitos de fábrica e nossas qualidades maravilhosas. A auto-estima aumenta mesmo e a gente consegue enxergar melhor o rumo que gostaríamos de seguir em nossas vidas.

E acreditem meus amigos e leitores, na estrada do rumo da minha vida não há crianças manhosas destruindo minhas adoráveis noites de sono (e de sonhos) profundo.

Será que sou uma pessoa ruim? Egoísta talvez? Muito, mas muito egoísta? Qual será a motivação que me impulsiona para uma vida 100% adulta?

Entendam, eu adoro os filhos dos outros. Até amo de fato alguns (Duda, Raíssa, Emmanuel, etc.), mas amo mais ainda o fato deles morarem em casas distantes da minha. Adoro quando os vejo uma vez por ano e consigo rir sinceramente das suas gracinhas.

Mas todo dia...não dá.

Talvez porque eu seja uma escritora e precise mesmo de uma certa solidão. Sei lá. Talvez porque eu tenha sido uma criança que não gostava de crianças. Na verdade, eu tinha verdadeiro horror a elas. Gostava mesmo era de ficar perto dos jovens, mais velhos e mais descolados do que eu.

Uma amiga me disse essa semana que me achava muito corajosa ao admitir que não queria ser mãe. Não sei se é coragem ou desespero... Sempre que dá eu falo bem alto: NÃO QUERO SER MÃE! Coisa chata isso.

Eu gosto das mulheres vamps, as femme fatales, as viúvas negras, e toda a sorte de mulheres que levam uma vida intelectualizada e divertida. Sim contabilizamos amantes, amigos, livros, filmes, obras de arte e tudo o que há de mais belo na vida. Já imaginou uma criança por perto? Já era o tal charme...

Brigitte Bardot, a mulher mais sexy do mundo, nunca quis ter filhos. Françoise Gilot, a vítima de Picasso, teve meio que obrigada. Jaqueline Bisset, na minha opinião a mulher mais interessante do mundo, nunca quis ter maridos e filhos. E todas estão aí, vivas e poderosíssimas.

Se servir de consolo para os mais convencionais, eu tenho uma gata. Chanel. Amo de paixão e cuido dela como se fosse minha filha. E quer saber o que eu acho? Mãe de gato também é mãe!


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

INESPERADAMENTE




Estava lendo um texto na internet hoje de manhã quando uma frase me saltou aos olhos: "as melhores coisas são aquelas que nos ocorrem inesperadamente".

Essa frase não é 100% correta. Mês passado fui "inesperadamente" assaltada e estou até agora sofrendo tendo que tirar novos documentos, etc. Fora o susto que me tirou o sono por duas noites.

Mas quando se trata de amor, aí sim, os melhores romances ocorrem mesmo de forma inesperada. Já notou que quando você se prepara muito para alguma coisa algo sempre sai do controle? Quantas noites já saiu de casa na expectativa de encontrar o tal príncipe encantado (lamento, mas não vai encontrar nunca...) ou alguma situação que transforme profundamente a sua vida? E quantas vezes já retornou para casa frustrada e ainda teve que lavar o rosto para tirar a maquiagem morrendo de preguiça?

Já passei por isso tantas vezes que perdi as contas.

Ando com ímpeto de mudar de vida. Está tudo bem comigo no momento. Cheguei aos trinta anos com um diploma em Direito, um trabalho que me permite pagar as contas, tenho meu próprio apartamento e me sustento sem grandes luxos. Mas à noite, quando retorno para casa depois de um dia longo de trabalho me pergunto: será mesmo que é só isso?

Minha mente parece que está desconectada do meu corpo. Ela vive voando como se meus pés não pudessem contê-la. Meu corpo transita pelos corredores da empresa, mas minha mente viaja pelo mundo.

Passei este ano completamente sozinha por opção. Após o término de um relacionamento difícil optei por namorar a mim mesma. Hoje percebo que foi uma escolha sábia. Às custas de muita dedicação construí uma nova realidade para mim.

Escrevi um livro novo, montei uma casa, fiz planos possíveis. Mas inesperadamente tudo mudou. Saí de casa sem maquiagem para encontrar os amigos e acabei encontrando um novo amor.

Não faço planos a dois para o futuro, pois aprendi com muito sofrimento que só podemos responder por nós mesmos. O que o outro fala nem sempre se escreve. Mas seja como for, hoje me sinto mais aberta para abraçar a vida.

Minha mente forasteira continua com a mala nas costas, mas sinto que muito em breve, meu corpo vai chamar por ela e vai seguir o mesmo caminho.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E DAÍ?



E daí se tudo der errado?
Levanta a poeira e comece tudo outra vez.