domingo, 29 de agosto de 2010

Enviado por Tarso Ramos


Tamara,

Ontem minha apresentação do poema "E eu que era tudo ou nada ao meio-dia" na I Mostra de Arte Contemporânea Caiçara, foi um sucesso!

Estavam presentes Gilberto Mendes e o poeta Flávio Viegas Amoreira.

O poema foi recitado por Célia Faustino, comigo ao piano, Márcio Barreto no acordeão, e Alessandro Atanes no violão.

O evento durou das 14h às 22h e teve divulgação até no Bom Dia São Paulo, da Globo!

Seu nome foi citado e apresentamos o poema como performance, ou seja, teve dança, e depois a leitura dramática do poema.

Tarso Ramos

músico

www.myspace.com/ramostarso

www.ramostarso.blogspot.com

sábado, 28 de agosto de 2010

AMOR EM MINÚSCULA





Adoro visitar as livrarias da cidade em busca de novos autores. Especialmente dos autores latinos. Gosto de saber sobre o quê estão escrevendo, suas motivações e histórias. Meu último romance de origem latina foi "Amor em Minúscula" do espanhol Francesc Miralles. Fiquei encantada com a história e li o livro de uma vez só.

Amor em Minúscula refere-se ao encantamento pelas pequenas coisas. São as mínimas coisas de nosso cotidiano que dão um significado diferente à nossa vida. E se prestarmos atenção, estamos sempre rodeados por momentos verdadeiramente mágicos.

Esta semana eu estava voltando para casa depois de um longo e cansativo dia de trabalho e me deparei com uma situação que me cortou o coração. Havia um gatinho chorando muito alto e sendo importunado por adolescentes insensíveis. Eram uns seis adolescentes contra um filhote de gatinho inofensivo. Meu sangue ferveu. Dei uma lição de moral na turma de desalmados e salvei o pequenininho.

Agora ele está vivendo comigo e é tão bonzinho que dá vontade de chorar. Como podem ver pela foto acima ele é do tamanho do meu sapato!

Ele está convencido de que sou sua mãe, então me segue em casa o tempo todo e ronrona quando o pego no colo. Outro detalhe interessante é o contato dos olhos. Quando conversa comigo, ou mia para mim, ele se aproxima do meu rosto e me olha nos olhos bem de pertinho.

Na história de Frances Miralles, um gatinho que invade seu apartamento muda completamente a sua vida. Quem sabe o meu gatinho também seja um mensageiro de grandes transformações?



domingo, 22 de agosto de 2010

HOMENAGENS



No próximo dia 28/08 o poema "E eu que era tudo ou nada ao meio-dia" será apresentado ao vivo na 1ª MOSTRA DE ARTE CONTEMPORÂNEA CAIÇARA que ocorrerá na cidade de Santos, onde nasci.

O evento terá a presença de Gilberto Mendes, maior compositor vivo do Brasil, ao nível de Villa-Lobos e meu irmão, o compositor e maestro Tarso Ramos, fará uma homenagem a ele lendo um texto e tocando uma música dele ao piano.

Meu poema será lido por Célia Faustino, com Tarso ao piano, Márcio Barreto no acordeão, e Alessandro Atanes no violão.

Estou muito emocionada com a homenagem e triste por não poder estar presente. Aos meus amigos que estiverem na cidade de Santos, convido a prestigiarem o evento para depois me contarem tudo em detalhes!

Obrigada pelo carinho Tarso!

Abaixo um link para conhecer o trabalho de Célia Faustino:

http://celiafaustino-conscienciacorporal.blogspot.com/

sábado, 21 de agosto de 2010

ABDUZIDA PELA HISTÓRIA


Nesta última quinta-feira enviei o original do meu livro infanto-juvenil para minha agente. A sensação de missão cumprida é intensa. Embora eu saiba que isso é uma ilusão porque a obra promete um segundo volume. Foi simplesmente impossível contar tudo num livro só.

A capa já foi feita, as perspectivas são incríveis e estou satisfeita com a trama mirabolante que criei. Aliás, criei um universo inteiro, um lugar novo, um paraíso idílico cheio de personagens fortes e dúbios. Criei um mundo à parte, mas agora não consigo mais sair de lá.

Uma amiga diz que fui abduzida pela história. Há meses que não tenho outro assunto. Sonho com os vilões, transito por ruas inexistem que só são reais na minha imaginação maluca. Escrevi 205 páginas em 12 finais de semana. Não saí, não estive envolvida em gandaias, não namorei, não aprontei nada errado. Doze finais de semana devotados à construção de um sonho maior.

Fiquei impaciente com o resto do mundo, perdi o interesse por tudo ao meu redor, fiquei vivendo numa realidade paralela.

E parece que isso foi só o começo. Minha revisora está falando na possibilidade de uma trilogia, a heroína do meu livro apareceu para mim num sonho clamando pela vida, o tempo parou.

Maiores detalhes vocês verão nas livrarias do país em breve. Se tudo certo!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

UM DIA DE CADA VEZ







Estou tentando controlar minha ansiedade, mas é difícil manter o anonimato moral diante de absurdos. Tenho vontade de matar alguém. Cinco tiros pela frente olhando nos olhos da vítima que teve o que mereceu. Mas é claro que estas fantasias estão trancadas. De vez em quando escapa alguma coisa, um ataque de fúria, uma palavra brusca, uma revolta mordaz.

É difícil controlar os instintos insanos. Não adianta escrever poesia, ler sutra tibetano, contar até dez, disfarçar. A ira fica remoendo ali dentro como uma vontade descomunal de abrir os olhos do mundo.

Desabafo enquanto escrevo. Escrevo para desabafar. É tudo tão violento, o desajuste entre opostos, a maldade interna, a cegueira humana. Mas somos todos passageiros deste infame trem. E não adianta querer correr os trilhos, o destino está marcado pro tempo certo.

E por isso que a partir desta semana não vou mais perder meu tempo com coisas inúteis. Só há uma possivel solução: brincar com os cachorros do vizinho, abraçar os amigos, participar de outras festas, cantar alto e seguir.

O segredo é viver um dia de cada vez enquanto espera o futuro. Fazendo o meu melhor apenas para alegrar a mim mesma. E dias melhores virão. Seja aqui mesmo ou em outro lugar.

domingo, 8 de agosto de 2010

A VAIDADE É ALGO RUIM?




Tenho assistido diariamente aos especiais de moda do canal FTV (Fashion Tv) no horário das 06 da manhã. Levanto cedo, vou pro trabalho e passo o dia inteirinho na rua. Então, este momento de futilidade matinal tem um valor expressivo para mim.

Esta semana tive a oportunidade de assistir aos desfiles de Jean Paul Gautier, Prada, Roberto Cavalli e Dior. Todas as coleções dos desfiles de alta costura de Milão com data de 2010. No intervalo dos desfiles, o FTV mostrou um making of dos atelier de alta costura. Dezenas de pessoas transformando tecido em obra de arte.

É claro que sendo brasileira e morando num país cujo índice de pobreza passa dos limites do aceitável, sinto-me um pouco culpada em ficar tão encantada com a vaidade do mundo. Mas será que isso é mesmo tão pecaminoso e ruim?

Eu sou uma artista, trabalho com mundos imaginários, crio fantasias, invento personagens surreais nos meus livros. Então, qual o problema de sentir atração pela beleza de outras formas de arte?

A maioria das pessoas diz que alta costura é luxo, superficialidade e pura vaidade. Pois eu discordo. Fico fascinada com a combinação das cores que os estilistas ousam. Gosto de ver o embelezamento supremo da mulher. Um desfile de alta costura coloca as mulheres nas posições de deusas que é o que somos de fato.

E aí pergunto: a vaidade é algo ruim? Penso que não. Claro que não pode ser algo obsessivo porque se torna caricato, mas o ato de cuidar bem de si mesma é louvável.

A beleza é algo que nos atrai de forma natural. Coloque duas fotos de duas mulheres distintas (uma linda e maquiada e outra desgrenhada) para um bebê de seis meses e veja o que acontece. O bebê fica fascinado pelo charme da mulher bonita. Estamos falando de um bebê de seis meses!

Portanto, minha dica é a seguinte: seja vaidosa. Isto também serve para os homens, pois vi um desfile masculino esta semana que me tirou o fôlego! A negligência com a própria aparência é uma forma de desamor. E como sou adepta dos extremos intensos, fico com a vaidade da moda ao descaso que alguém pode ter com a própria pele.

E viva os artistas do corte e costura!