sábado, 31 de julho de 2010

SIM, VOCÊ PODE TER TUDO.



Hoje de manhã estava assistindo a uma entrevista da atriz Jane Seymour na CNN americana e fiquei pensando na resposta que ela deu à repórter quando perguntada sobre o segredo de sua vida aparentemente perfeita.

A jornalista perguntou: "Jane, você é atriz, famosa, rica, mãe, esposa, pintora e ainda ajuda pessoas. O seu exemplo de vida nos faz crer que uma pessoa pode realizar todos os seus sonhos. Isto é possível?" e a sábia Jane respondeu: " Claro que sim! Eu amo minha vida, meu trabalho, minha família e meus hobbys pessoais. Quando amamos o que fazemos, acabamos por construir uma realidade cheia daquilo que nos satisfaz".

É este o segredo! O segredo continua o mesmo desde tempos remotos: o amor. Podemos ter tudo aquilo em que acreditamos e amamos, pois não há limites para nosso potencial criativo. A nossa vida atual é sempre um reflexo de nossas escolhas passadas. Não dá para manter aquela antiga postura da vítima. Lá no fundo, bem no fundo, tudo o que somos e temos é fruto de nossos pensamentos e crenças individuais.

Portanto, se assim como eu, você é uma pessoa otimista que acredita merecer tudo aquilo que deseja, pode ter certeza que seus desejos se concretizarão.

Os maiores obstáculo são a dúvida, a culpa, o medo, a baixa autoestima e a falta de fé em nós mesmos e na vida. Removendo este entulho de nosso caminho, encontraremos uma estrada florida aberta a um novo caminho.

Não tenha vergonha por ser alguém que deseja mais da vida. As possibilidades são imensas. E os limites são apenas internos.

Sim, você pode ter tudo o que quiser. Só falta definir o que quer.

sábado, 24 de julho de 2010

JULHO MÁGICO




Este mês de julho tem sido muito especial. Tantas coisas boas aconteceram que é difícil acreditar que o mês ainda nem acabou.

Estive muito próxima aos meus amigos. Mesmo com a correria do trabalho e as demandas do universo literário, tenho encontrado tempo para estar junto das pessoas que me alegram e me inspiram.

Na foto acima um registro de uma noite especial: jantar no Guaramare ao lado do Vicente e dos amigos queridos. Eu adoro visitar o Guaramare, pois ele reflete a alma passional e visionária do Vicente Bojovski. E este contato sempre me inspira muito.

Na foto do meio uma reunião especial com o Cristhopher e o Gustavo. O Cristhopher é o dono da editora Flor&Cultura e nos encontramos novamente, após quase dois anos, para discutirmos a edição do livro de poesias. O Gustavo Maioli todos conhecem: meu designer preferido e amigo querido.

A Nádia Bojovski, esposa do Vicente, tornou-se uma grande parceira e amiga. Obrigada Nádia pelos convites deliciosos que nos tem feito.

A Cláudia Martins (de vermelho) é minha parceira constante. É ela quem faz a leitura crítica dos meus livros e me impulsiona para frente.

E na foto abaixo meu chefe preferido! Léo (à esquerda), todo mundo merece ter um chefe como você! Obrigada por me acolher na sua residência. Pra dizer a verdade, eu gosto tanto do meu trabalho que o vejo mais como diversão, acreditam? Também, com um chefe nota dez como este não dá para reclamar, né?

Minha vida passou por grandes mudanças, e creio que todas foram muito positivas. São em meses perfeitos como este que fazemos um balanço total e percebemos o quanto somos afortunados.

Que venha o mês de agosto!

sábado, 17 de julho de 2010

COCO CHANEL




"Uma mulher precisa ser duas coisas: chique e fabulosa." Coco Chanel

Gabrielle Chanel é uma daquelas mulheres que nasceram para revolucionar o mundo. Tudo em Chanel me fascina. Seus traços fortes, sua audácia, seu extremo bom gosto, sua postura soberba e sua fama de má.

Descobri o livro "O Evangelho de Coco Chanel" da jornalista americana Karen Garbo num dos blogs de moda que acesso. Em minha útlima excursão pelas livrarias de Vitória trouxe-o na bagagem. Posso dizer que foi uma das melhores coisas que fiz este mês.

O "Evangelho de Coco Chanel" é um daqueles livros que mudam a nossa vida. É impossível parar de ler! A autora misturou a biografia da mais famosa estilista do mundo com dicas comportamentais e construiu uma obra deliciosa e indispensável.

Chanel nasceu na pobreza, foi abandonada pelo pai, cresceu num orfanato, teve uma infância triste e miserável. Mas ela tinha uma estrela. E um destino extraordinário.

Ela saiu da mais absoluta pobreza e tornou-se um ícone de sofisticação mundial. Chanel tinha horror da moda de sua época. Aquelas mulheres embaladas para presente com suas roupas pouco práticas e desconfortáveis despertavam sentimentos de pena na mademoiselle. Gabrielle tinha uma visão estética diferente e manteve-se fiel à ela. Aos poucos foi conquistando espaço e criou um estilo atemporal. As peças que Chanel inventou podem ser descobertas no guarda roupas de qualquer mulher.

Você tem um pretinho básico? Chanel que criou. Você usa bijuterias? Chanel que apostou. Você usa blazers e calças? Agradeça a Chanel. Você tem um estilo clean e sofisticado? Inspiração de Chanel. Você usa cabelos curtos? Chanel foi a primeira a cortar os dela. Você usa jérsei? Graças a Chanel.

Gabrielle nunca se casou, mas teve uma coleção infindáveis de amantes e cada um deles contribuiu de alguma forma para o seu sucesso. Ela era uma exímia observadora e por meio da rede de relacionamentos de seus homens poderosos, Chanel aprendeu sobre o luxo e a boa educação. Ela nunca descartava nada. Tudo ao redor lhe causava grande impacto e era imediatamente absorvido em suas criações.

O que descobri lendo este livro é que é muito fácil ser uma mulher extraordinária. Chanel nos deixou um manual prático nos revelando o passo a passo para uma magnífica transformação.

domingo, 11 de julho de 2010

ALMODOVAR'S GIRLS





"Todas as personagens de Almodóvar querem uma ligação, mas todas querem também a independência, a liberdade de poder se livrar do amor quando ele se torna demasiadamente tóxico. Este é um elo comum entre as Almodóvar's girls. Existirá esta ligação ideal que comporte em si a liberdade?"
Frederic Strauss


Esta manhã assisti pela terceira vez o filme "Los Abrazos Rotos" de Pedro Almodovar. Se Pedro Almodóvar não existisse, sinceramente, não sei o que seria de mim. Pode parecer exagero, mas nenhuma outra pessoa jamais me influenciou tanto quanto Almodóvar.

Encontramos no trabalho dele algo que não se vê em quase lugar nenhum. Pode ser que tenha algo a ver com nossa raíz latina, este excesso de paixão e de paradoxos. Não sei ao certo. Talvez seja universal. Mas o que mais me encanta nos seus filmes é a força de seus personagens.

Nos filmes de Almodóvar tudo, absolutamente tudo, é permitido. Cada personagem traz um universo turbulento dentro de si, e para que eles possam interagir, é como se houvesse a necessidade da ocorrência de um big bang a cada instante.

Los Abrazos Rotos é uma obra de arte. Todos os elementos almodovarianos estão lá. O cenário madrilhenho inspirado na década de 70 e 80. Os objetos vermelhos que se destacam em cena. Os milhares de paradoxos. Os segredos pessoais que causam remorso e vergonha . O diálogo do absurdo. A absoluta ausência de bons modos verbais. O impossível e o inimaginável.

Ainda assim, Almodóvar nada faz além de trazer à público as loucuras inconfessáveis dos nossos corações humanos.

Claro que é dramático. É claro que é exagerado ao extremo. Mas é isso que me interessa na obra de Almodóvar. Pessoas de bom senso como você e eu, não iremos levar aos extremos nossa loucura, nossa raiva, ciúme, paixão. Mas todos nós nos identificaremos com o sentimentos explícitos e condenáveis de seus personagens.

Almodóvar faz no cinema o que está proibido de fazer na vida. Praticamente todos os personagens de Almodóvar seriam julgados e condenados em nossa corte normal. Não haveria justificativa e nem escapatória.

A filha adotiva que esfaqueia o pai, o amante desesperado que empurra a amada do alto de uma escada, o homossexual abandonado que mata o amante, a mulher que trai o marido, a mãe que mente para o filho sobre a origem do seu nascimento, a mulher que se apaixona por um travesti, o homem obcecado pela morte, a amiga ciumenta que destrói a vida de seu objeto de adoração.

Todos os personagens são culpados. Mas nos filmes de Almodóvar nós somos capazes de compreender suas motivações, e desenvolvemos sentimentos de empatia e compaixão por todos eles.

As mulheres de Almodóvar me atraem e assustam ao mesmo. São todas muito parecidas comigo, ou o contrário, me pareço com todas elas. Sempre me identifico com suas contradições, seu discurso e até mesmo seu jeito teatral de ser. As mulheres de Almodóvar são incomuns. Fortes e frágeis, lindas e perigosas, capazes de tudo para ser fiel aos seus príncipios. Sejam este princípios louváveis ou duvidosos.

E a questão da liberdade é outro tema que me inquieta. Os personagens de Almodóvar são livres, mas também são prisioneiros de suas próprias ações. Eles semprem se deparam com a consequência de seus atos de forma brutal. Por que a vida é assim mesmo. Ela manda a conta sem fazer juízo de valor.

Bravo Almodóvar! Sou sua eterna fã!

sábado, 10 de julho de 2010

QUASE ESQUIZOFRÊNICO



Acho que estou pirando enquanto escrevo este livro. É impossível criar um universo inteiro e não ser afetada por isso. Esta semana, devido a uma crise de laringite aguda, precisei ficar em casa por três dias porque eu simplesmente não podia falar. Passar três dias inteiros em casa é um tédio, então decidi investir a maioria do meu tempo no processo de criação de meu livro infantil. Mas eu confesso que o escritor corre o risco de ficar esquizofrênico!

Passei a noite tendo sonhos absurdos. Eu estava vestida com as roupas que criei para os meus personagens. Transitei pelos bosques que uso como cenário para minha história e me vi frente a frente com meus heróis e vilões.

Quando entramos neste processo ficamos totalmente consumidos pelo projeto. No meu caso falta tempo durante a semana para estar trabalhando no livro. Trabalho mais de 10 horas por dia, o que me deixa física e mentalmente exausta. Quando chego em casa só quero banho e cama. Então uso os finais de semana para escrever. Mas aí temos um problema. Eu produzo melhor à noite, escutando música bem alta e trancada no meu quarto.

Então você pode imaginar que já não saio aos sábados há mais de dois meses. O livro virou meu playground. E tem que haver disciplina, senão o trabalho não acaba. E enquanto ele não acaba eu não sossego. A história fica sussurrando em meus ouvidos como se fosse uma mosca chata.

É terrível porque à esta altura do campeonato eu já sei mais ou menos o destino dos personagens. Mas não basta contar a história para mim mesma. Se você quer mesmo ser um escritor, deverá aprender a compartilhar seus absurdos.

Hoje é sábado. Você já pode deduzir como será meu fim de semana...


quarta-feira, 7 de julho de 2010

ARTE FASHION



Meus leitores devem estar confusos. Por que a Tamara resolveu falar de moda no blog dela? Bom, para começar eu adoro moda. Amo a mistura de cores, sou louca por make up e não vivo sem um bom perfume.

Escolhi falar sobre moda por um motivo muito simples. Encontrei na liberdade de criação dos grandes estilistas suporte para minha própria liberdade de criação pessoal. Adoro assistir ao desfiles de Dior. Fico totalmente encantada com a habilidade destes mestres em transformar pano em obra de arte. E toda aquela loucura que vemos nos bastidores, para mim é uma analogia que reflete com perfeição a alma do artista.

Não se iludam, viu? A alma do artista é tão caótica como os bastidores do desfile da Dior.

A mente de John Galiano carrega a mesma carga de energia criativa que poderia ser encontrada em Picasso ou Salvador Dalí. Estas pessoas enxergam a cores. Seu universo pessoal é tão amplo e extraordinário que só a arte pode ajudá-los a extravasar esta torrente de emoções. Caso contrário morreriam afogados na grandiosidade de seu oceano interno.

Estilistas são muito mais do que simples costureiros. Eles são mestres em seu ofício artístico. E seu trabalho vai muito além das roupas que desenham. Estas pessoas mudam a sociedade, abre a cabeça, faz pensar. São pensadores que instigam nossos sentidos, nos amplia o senso de realidade e nos permite imaginar a possibilidade de viver novas vidas.

Dior, Versace, Chanel... para mim também são poetas. Embora sua poesia não seja viva por meio das palavras.

Faço menção a estes mestres numa tentativa de mostrar ao leitor que tudo, absolutamente tudo que está ao meu redor, me influencia profundamente. Talvez seja por isso que vivo encantada com a vida.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

ERROS



"Don't know what to do without it
Without this love that we call ours
Beyond here lies nothing'"
Bob Dylan

Cometemos erros porque não somos perfeitos.
Dizemos mentiras porque somos covardes.
Tememos a verdade porque somos falhos.
E além disso, o que mais?

Estamos distantes, mas ainda somos nossos.
Estamos vivos, mas seguimos morrendo.
Dizemos não,
Mentimos.
E além disso, o que mais?

Fizemos tudo errado,
dissemos o contrário,
sentimos medo.

Cometemos erros porque não somos perfeitos.
Dizemos mentiras porque somos covardes.
Tememos a verdade porque somos falhos.
E além disso, o que mais?