quarta-feira, 31 de março de 2010

EXPOSIÇÃO "A BELEZA DE MICHELANGELO"




Nesta última sexta-feira (26/03), levei os alunos do curso de Direito da Faculdade Doctum, onde trabalho como assessora de Comunicação, para visitarem a exposição "A Beleza de Michelângelo" no Palácio Anchieta em Vitória.

A exposição contou com várias réplicas das esculturas de Michelangelo trazidas da ITÁLIA e mais 6 desenhos originais.

O evento foi maravilhoso, muito bem organizado e refinado. Além da exposição, valeu a visita ao Palácio Anchieta, um dos mais antigos do Brasil, e agora totalmente restaurado.
Quanto mais me aproximo da arte e dos artistas, mais me sinto em casa. O maior sofrimento do artista é ter que conviver com pessoas limitadas, desprovidas de ambição, paixão e entusiasmo pela vida. E elas são muitas! Portanto, nada melhor do que tirar uns momentos para buscar inspiração nos grandes mestres da arte que conquistaram o mundo pela genialidade, criatividade e absoluta incapacidade de identificação com a mediocridade do senso comum.
Tamara Ramos

CONSELHOS DE AFRODITE



Afrodite sempre causou admiração e medo desde o momento de seu nascimento inusitado nos anais da mitologia grega. Para mim Afrodite carrega mais do que a força do mito, mas o poder de toda a feminilidade. Os homens amam Afrodite, embora casem-se com Deméter na maioria das vezes.


Minha vida pessoal vive de altos e baixos, mas já me acostumei a esta oscilação, pois faz parte da história de todo artista. Geralmente quando tudo dá errado tendo a me recolher e me volto aos livros apaixonantes. Porém agora estou vivendo um período diferente. Parece que Afrodite entrou pelas portas da minha vida carregando muitas malas como se houvesse chegado pra ficar!


Encontrei-me com Afrodite ou Vênus de Milos na última semana. O encontro foi registrado felizmente como podem ver na foto acima. Ela estava deslumbrante. Duas vezes maior do que eu no tamanho e na alma. Parei por vários minutos em frente a sua imagem. Os quadris largos, o nariz aquilino, os seios fartos, a pele alva, o cabelo revolto e uma pose sensual que ainda domina o mundo.


Conversei com ela em silêncio. O que há de errado em buscar o amor? O que há de tão obsceno no contato humano para ser tão duramente reprimido? Por que não devo buscar diversão para afastar da mente meus problemas cansados?


Afrodite, como a boa hedonista que é, respondeu: " Não há nada de errado em buscar e amar o belo, a arte e a liberdade individual conforme os preceitos da felicidade!"


E talvez seja por isso, pelo fato de tê-la tão perto, que tenho me sentindo mais bonita, mais plena e mais pronta para encarar a vida como uma bela dança de muitos ritmos e de infinitas direções.

Tamara Ramos

domingo, 14 de março de 2010

ENQUANTO VOCÊ NÃO VEM


Enquanto você não vem leio todos os livros da estante, me instruo, me arrisco, me arranho, ignorando a lembrança do deserto sem fim. Enquanto você não vem conto as paredes da casa, os gatos nas ruas, os dígitos da conta bancária, os heróis de minha imaginação lendária e outras memórias afins. Enquanto você não vem molho meus pés na praia, conto histórias passadas, invento mentiras ruins. E eu aqui sozinha amargando este sol inclemente, aturando uma leva de crentes que juram que o fim é sempre feliz. Enquanto você não vem escrevo palavras e contos, poesias de amor e de horror, provérbios de sabedoria e letras de marfim. Enquanto você não vem me fecho no quarto e escuto a lembrança dos tempos de ontem onde tudo era sorte e o destino de ouro esperava por mim. Enquanto você não vem as horas não passam, os dias se arrastam e a doce vitória está longe de mim.
Tamara Ramos

quarta-feira, 10 de março de 2010

LITERATURA SEM PRECONCEITO





Não gosto muito de algumas classificações que as editoras utilizam para diferenciar as obras literárias. Penso que um livro é sempre uma conversa entre o autor e o leitor. É claro que algumas obras são mais técnicas, especializadas em temas bem específicos como os manuais de medicina ou as doutrinas de Direito.


Mas ainda nesses casos, temos livros classificados como "jurídicos", mas que na verdade ensinam muito mais do que simples noções de Direito. Podemos citar como exemplo um livro que li na universidade chamado "A Luta pelo Direito" do Ihering que, apesar do nome, é um livro belíssimo sobre as relações humanas e sua luta pela dignidade.


Ultimamente tenho me irritado muito com a perseguição aos chamados livros de "auto-ajuda". Todos os pseudo-intelectuais crucificam sua leitura como se esta fosse uma obra de menor valor. Aos diabos os pseudo-intelectuais!


Para começar, vamos analisar o termo auto-ajuda. Um engenheiro que está aprendendo sua profissão vai buscar nos livros técnicos de sua categoria a informação que o dará suporte ao conhecimento de seu trabalho. Quando este engenheiro compra um livro técnico para ler sozinho ele não está tentando auto-ajudar-se a dominar melhor sua profissão?

O mesmo ocorre com o economista, o dentista, o advogado e a enfermeira. A literatura técnica funciona como uma auto-ajuda didática que propicia o conhecimento mais aprofundado de matérias necessárias ao desenvolvimento do profissional/leitor.


Por que então existe tanto preconceito contra as obras que procuram ajudar o leitor a lidar melhor com a própria vida, os sonhos, os relacionamentos interpessoais? Por acaso estes temas são menos importantes nas vidas das pessoas?


Todos sabem que sou uma leitora voraz e uma pessoa apaixonada pela vida. Portanto, para mim, não há nada mais relaxante do que ler autores bem sucedidos e otimistas que me ajudam a manter meu foco, minha inspiração e minha fé. Ora, qual o problema nisso?


Se pensarmos bem, a maioria dos livros nos auxiliam em alguma coisa. Vejo os livros como amigos/conselheiros que ficam à disposição 24 horas por dia e nunca se cansam de responder as mais diversas perguntas da humanidade. Talvez seja por isso que amo tanto os livros, porque há algo de compaixão e devoção neles. São "amigos" verdadeiramente leais.


Acho que os autores que escrevem "auto-ajuda" são extremamente corajosos! Não é fácil expor nossa intimidade, nossos medos, inseguranças, crenças... É humano dividir histórias, compartilhar sentimentos. Quando leio os injustiçados livros de auto-ajuda me sinto parte de um grupo maior. Encontro afinidades, inspiração e novas ideias.


Tenho lido vários livros de auto-ajuda e sinto pena de quem os evita por preconceito estúpido. Estas pessoas param no tempo, são arrogantes, atrasadas e cheias de padrões inflexíveis. Quando lemos um livro de "auto-ajuda", paramos para escutar o outro.


Tenho lido vários destes livros e gostaria de indicar para vocês:


1) "Salomão, o Homem mais rico que já existiu" (Ed. Sextante);

2) "O Administrador de Sonhos" (Ed. Sextante);

3) "O homem mais rico da Babilônia" (Ed. Ediouro);

4) "Criando Magia" (Ed. sextante);

5) "Você não precisa ser chefe para ser líder";

6) "A arte da prudência" (Ed. Martin Claret).


Estas leituras tem contribuído muito para minha formação pessoal e profissional. Tem me ajudado a refletir sobre meus erros e meus acertos e tem desafiado-me a buscar o aperfeiçoamento pessoal a cada dia.


Para os preconceituosos de plantão registro o meu desprezo. Se estas pessoas não se auto-ajudam a evoluir e a transformarem-se, quem mais poderá fazê-lo?

Tamara Ramos