sábado, 27 de fevereiro de 2010

OS PROVÉRBIOS DO REI SALOMÃO



Esta semana fui apresentada a um livro excelente chamado "Salomão, o homem mais rico que já existiu" (The richest man that ever lived), da Editora Sextante. Já conhecia a história do rei Salomão, mas confesso que jamais havia prestado a devida atenção aos seus provérbios.

Não sou católica nem cristã, mas acho a Bíblia muito profunda e gosto de ler suas histórias milenares. O Livro dos Eclesiastes, igualmente escrito por Salomão é, para mim, um dos mais belos poemas que existe. A primeira vez que li Eclesiastes fiquei muito impressionada e pessoalmente tocada pela melancolia e sentimento de fatalidade que o texto inspira.


O livro dos Provérbios foi coletado enquanto Salomão era sábio e seguia à risca os preceitos ditados por Deus. Já no Eclesiastes deparamo-nos com um rei idoso, pessimista, deprimido e desencantado com a vida. Embora escritos em momento diferentes, os dois livros trazem sabedoria e conselhos importantes. Penso que somente um tolo ignoraria as advertências do homem mais sábio do mundo!

No prefácio de "Salomão, o homem mais rico que já existiu", o autor Steven Scott nos conta como foi iniciado na leitura dos provérbios. Depois de muitos fracassos pessoais e financeiros ele pergunta a um amigo se tem alguma sugestão para lhe dar que pudesse ajudá-lo a transformar sua situação. O amigo então responde:
- Existem 31 dias no mês e 31 capítulos no Livro dos Provérbios. Todos os dias de manhã, leia o capítulo dos provérbios que corresponde àquele dia. Leia dois capítulos no último dia dos meses que tem 30 dias. Faça isso diariamente e garanto que em dois anos você será mais inteligente que todos os seus chefes. Faça o mesmo por cinco anos e aposto que vai ficar milionário.

O resultado deste desafio é um livro cheio de dicas preciosas que esquecemos de usar em nossas relações pessoais e profissionais.


Garanto que todos vão adorar!

Tamara Ramos

sábado, 13 de fevereiro de 2010

TRIBUTO A FELLINI






Lembro-me da primeira vez que assisti ao filme "A Doce Vida" de Federico Fellini. As imagens em preto e branco, aquelas mulheres exuberantes em close up, uma história polêmica, desprovida de pudor e contada de forma despretenciosa.

Eu tinha dezenove anos quando li a autobiografia de Fellini na biblioteca da faculdade de jornalismo. Fiquei perplexa ao vê-lo assumir publicamente sua paixão incontrolável por todas aquelas belíssimas atrizes italianas. Ele alegava que era simplesmente impossível não se apaixonar por aquelas mulheres fortes, grandes, mães e amantes vigorosas. Sua esposa Julieta deve ter sofrido muito toda vez que perdia o marido para suas paixões cinematográficas.

Mais tarde resolvi vasculhar a cinemateca italiana em busca de suas musas. Sophia Loren, Claudia Cardinalle e tantas outras matronas italianas que me causaram impacto profundo.

Como mulher brasileira, identifico-me facilmente com estas donas de casa voluptuosas e amorosas que cuidam do marido, da casa e dos filhos sem perder a força de sua sexualidade.

Estas mulheres e suas histórias complexas puseram lenha na minha poesia. É muito difícil para um homem entender a profundidade e a beleza ímpar destas musas. Esta falta de compreensão e sensibilidade talvez seja o principal motivo causador de tanta decepção e sofrimento na alma feminina. Os homens simplesmente não dão conta. Ponto.

E para inaugurar minha sessão fotográfica de 2010 elegi os elementos vitais na vida de uma mulher latina: o lar, a cozinha sempre em funcionamento e o sex appeal eternamente presente.

Para este novo ensaio contei mais uma vez com o talento de Gustavo Maioli que consegue captar minhas ideias rapidamente e as transforma em realidade com a habilidade de um mestre!

A inspiração deste ensaio fotográfico tem origem na musas italianas que descobri na minha adolescência e que fizeram de mim a mulher que hoje sou.
Obrigada Fellini. Obrigada Sophia. Obrigada Cláudia.


Tamara Ramos

sábado, 6 de fevereiro de 2010

PALAVRAS E FLORES


Há poetas que vivem da tristeza e há poetas que vivem das flores. Pertenço ao segundo grupo. Ser poeta é ver beleza nas cores, no céu de verão, nas aves que migram e em toda forma de vida que lhe cruza o caminho. Talvez pelo fato de amar tanto as cores, minha poesia seja carregada de tons vibrantes. Não dá para ficar triste sob o sol escaldante do Brasil. E esta mistura explosiva de alegria e de cores faz da minha obra um carnaval poético. Sou poeta. Sou brasileira. Sou passional. Sou artista. E me orgulho muito de tudo isso.
Tamara Ramos