terça-feira, 29 de dezembro de 2009

32 ANOS




Neste último domingo, 27, celebrei mais um aninho de vida. Capricórnio da terra com Serpente de fogo, meus signos predizem que todas as minhas metas serão alcançadas se eu tiver muita paciência e determinação ferrenha. A batalha é dura, mas felizmente conto com amigos poderosos que me amparam sempre durante toda a jornada! A festa foi simples, mas verdadeira. A cada ano que passa tenho me desvencilhado mais e mais do luxo e da superficialidade. Quero viver uma vida descomplicada baseada na verdade e rodeada das pessoas que amo. Fiz 32 anos. Algumas pessoas escondem a idade ou fazem dela um tabu. Pois estou amando essa fase dos 30 anos. Estou mais madura, mais feliz e mais parecida com o ideal que projetei pra mim!

Aos meus amigos santistas que não estiveram presente por causa da distância transmito meu amor incondicional! Todos ligaram e estiveram comigo em pensamento! Obrigada pelo carinho eterno!

sábado, 19 de dezembro de 2009

LEVE-ME PARA O DESERTO QUENTE

Leve-me para o deserto quente. Deixe-me andar. Quero queimar meus pés na areia ardente. Deixe meu cansaço repousar. Roupas brancas. Sem destino. Sem amarras. Livre nesta terra seca. Pertenço ao deserto de antigas tradições. Posso mais. Posso cruzar fronteiras. Posso voar.
Tamara Ramos

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O PODER DA NÃO AÇÃO

"A paz vem de dentro de você mesmo. Não a procure à sua volta"
Buda


Sempre que algo nos incomoda tendemos a buscar uma rápida solução para acabar com o problema. Perdemos horas de sono, conversamos desesperadamente com os amigos para que nos orientem, bolamos as mais mirabolantes estratégias.


A ansiedade e a angústia crônica, na verdade, revelam a falta de fé na vida. Em nossa arrogância pensamos que somente nós temos o poder de resolver as situações que nos afligem.


Aprendi com os chineses uma nova forma para resolver problemas difíceis: a não ação. Há momentos na vida que não podemos agir, pois nada do que fizermos será capaz de mudar o curso das coisas.


Existem coisas na vida que são inegociáveis. Quando entendemos quem somos e do que precisamos para sermos felizes, devemos lutar para a concretização desse ideal. Quando abrimos mão de nossa mais profunda essência nos tornamos frustrados e infelizes.


Hoje estou vivenciando este momento em minha vida. De repente, vi-me obrigada a tomar decisões difíceis. Mas dentro de meu coração entendo que devo manter-me fiel aos meus princípios e necessidades mais íntimas.


A felicidade é um sentimento interno e está relacionado à autoestima. Quando nos respeitamos e optamos pelo melhor caminho sentimo-nos em paz com nós mesmos. Ficar só é uma decisão pessoal. Há momentos na vida que é fundamental pararmos para refletir antes de seguir a viagem. E então aqueles que nos são afins, aqueles que compartilham dos nossos sonhos se aproximarão sem falha!

Sempre tive fé na vida. Mesmo quando tudo parece sem saída, ainda assim mantenho a perseverança e a certeza de que dias melhores virão. Quando não há nada a fazer, tudo já está feito. Muitas vezes não agir é agir com sabedoria.
Acalme-se, respire fundo, distraia-se e espere. Acredito que aquilo que nos pertence não será perdido.
Tamara Ramos

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

CASAMENTO INDIANO - A Fórmula da Felicidade Conjugal




É difícil entender porque tantos casamentos acabam em divórcio. As últimas estatísticas do IBGE divulgadas em 2007, confirmam que para cada 4 casamentos no Brasil, há 1 divórcio!

Este alto índice de separações indica que há algo errado nestes compromissos conjugais. Casais apaixonam-se e casam-se no auge da ilusão da paixão. O que ocorre depois é uma desmistificação do ideal romântico. A vida a dois é muito mais complicada do que conseguimos prever nos nossos sonhos.

A rotina do casal altera completamente a rotina individual. Quando compartilhamos nossa vida com o outro, não raro, flagramos a nós mesmos mudando drasticamente nossos hábitos e personalidade para nos adequarmos ao parceiro. No início esta transição parece leve, mas com o passar do tempo perdemos a referência de quem somos e do que queremos na vida.

Tornamo-nos a sombra do outro. Coisas que não nos agradam quando estamos só passam a ser toleradas, ainda que a contragosto, para evitar a desarmonia na relação. Pequenos prazeres que cultivávamos quando estávamos sozinhos ficam esquecidos no dia-a-dia ultra compartilhado da relação a dois.

E em pouco tempo começamos a culpar o outro por nossas crescentes frustrações. E aquela paixão invencível que prometia ser eterna, começa a arrefecer.

Onde erramos? Não conhecíamos direito o parceiro? Será que o amor não era tão grande assim? Seria este amor tão frágil incapaz de resistir aos primeiros problemas?

Pois encontrei na tradição indiana uma forma alternativa de casamento que me tocou. O que para nós parece absurdo, na Índia faz todo sentido!

Os casamentos indianos não começam com a paixão, mas com o compromisso futuro. É ainda comum na Índia os casamentos arranjados pelas famílias.É claro que hoje, com a modernização do país devido ao intercâmbio cultural com o ocidente, é permitido aos jovens escolherem seus parceiros ou conhecerem os noivos antes do casamento.

Os indianos creem que o amor é um sentimento que se conquista com o tempo. Para os indianos, esta paixão cega que arde e queima é volúvel e fugaz. O amor se desenvolverá com o passar dos anos e será construído com a convivência.

Eles usam a analogia da água para explicar o motivo de sua felicidade conjugal. Os indianos acreditam que nossos casamentos não dão certo porque casamos com a água já fervendo, mas a tendência da água quente é esfriar. No caso deles o casamento ocorre como a água fria no bule que vai esquentando até ferver.

Casamento na Índia é sinônimo de construção de lar, nascimento de muitas crianças e prosperidade constante. E mais, para conquistar uma relação que dure para sempre, é preciso muita paciência. Compaixão, tolerância, respeito, e lealdade, entre outros princípios budistas e hinduístas de sua religião.

Penso que nós devíamos refletir um pouco sobre isso e trabalhar para modificar nossos próprios conceitos. Se nossa fórmula fosse boa, os índices do IBGE não seriam tão desanimador.

domingo, 13 de dezembro de 2009

AMIZADE - A RELAÇÃO IDEAL



Foto: Tamara e Gustavo Maioli, amigos de verdade!



Sempre me pergunto porque que as relações amorosas são tão diferentes das relações de amizade. Entre amigos há sinceridade, sintonia, compreensão, empatia, honestidade, confiança e amor.

A relação entre amigos flui de maneira leve. Quando estamos entre amigos podemos dizer tudo, desabafar, revelar defeitos, dizer palavras que chocam, podemos rir e chorar sem medo. Ao lado dos amigos não há medo de parecer ridículo, de mostrar os sentimentos mais íntimos e de compartilhar as histórias mais absurdas.

Podemos trazer à tona nuances de nosso passado duvidoso, podemos revelar nossos erros e acertos, falar dos planos futuros e dos arrependimentos e mágoas do passado.


O amigo é mais do que um confidente, é um parceiro de vida.


Por que é tão difícil desenvolver uma relação assim com aqueles que amamos de forma mais romântica? Por que há tanto medo da rejeição? Por que ficamos ansiosos com medo de desagradar? Por que guardamos segredos?


Os amigos nos amam pelo que somos. Não há punição, não há expectativa, não há reprovação. Com os amigos revelamos nossa forma mais humana, repleta de qualidade e defeitos.


Hoje passei a tarde com umas amigas e depois encontrei meu maior amigo, Gustavo Maioli (na foto comigo). Passei o dia compartilhando histórias, expectativas, medos, indecisões. Falamos sobre tudo abertamente. Não houve julgamento moral, rigidez, repressão. Somos o que somos e pronto. E os amigos não se decepcionam com as diferenças!


Convido meus leitores a refletirem sobre a integridade das relações de amizade. Quero que minhas relações afetivas tenham esta qualidade.


Quando dizemos "eu amo você" para o (a) namorado(a) esta declaração tem um peso enorme! Envolve apego, ciúme, desejo, ilusões, posse, expectativas. O ser amado passa a ter uma enorme lista de obrigações que deverá cumprir para nos deixar feliz. Deve esquecer o passado, não pode ter muitos amigos, não pode ter uma vida separada da nossa.


Quando dizemos "eu te amo" para um amigo significa que o aceitamos do jeito que ele é. E esta amizade crescerá e durará o tempo de uma vida.


Pois hoje eu quero um amor que seja também meu amigo. Alguém com quem eu possa ser eu mesma com todas as minhas qualidades e meus infinitos defeitos. Ainda vou cometer muitos erros, mas se eu tiver um amigo ao meu lado, ele vai compreender e me apoiar. E mais, vai me estimular a acertar e melhorar a cada dia!
Este texto é uma declaração de amor a todos os meus amigos: AMO VOCÊS!
Tamara Ramos

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O REINO DA FELICIDADE



Tenho refletido muito sobre a questão da felicidade. Sou uma pessoa muito feliz, satisfeita com minha vida e com as condições de minha existência.

Tive uma vida com conforto, mas nunca fui rica. Sempre trabalhei para pagar as contas básicas e nunca tive condições de financiar viagens internacionais ou, por exemplo, investir em pedras preciosas (o que aliás, tenho paixão!). Ainda assim, me considero uma pessoa extremamente feliz e realizada.

Isto posto, faço a pergunta: O que é a felicidade? O que realmente faz uma pessoa feliz?

Há algum tempo atrás vi uma matéria sobre o Butão, um país budista aos pés do Himalaia. No Butão, o governo não utiliza o PIB como meio de avaliar o desenvolvimento da nação, mas o FIB (Felicidade Interna Bruta). O grau de realização pessoal da população é que define o desenvolvimento satisfatório do país.

Através dos quatro pilares do FIB, economia, cultura, meio ambiente e boa governança, derivam-se 9 domínios de onde são extraídos indicadores para que a “Felicidade” de uma nação seja avaliada: 1) Bem estar psicológico, 2)Meio ambiente, 3) Saúde, 4) Educação, 5) Cultura, 6) Padrão de vida, 7) Uso do tempo, 8) Boa governança e 9) Vitalidade Comunitária.


Estou longe de ser uma menina rica do ponto de vista financeiro. Tenho que batalhar muito para poder colocar as contas mais triviais em dia. Mas acredito que possuo uma riqueza imensa em minha vida. Tenho felicidade em abundância no meu coração!

Não suporto bebida alcóolica, então posso ser encontrada sóbria 24 horas por dia, 365 dias ao ano. Gosto de estar sempre muito consciente para perceber as sutiliezas do ambiente. Tenho um entusiasmo quase infantil pela vida. O fato de ser escritora me desafia o tempo inteiro e tudo me inspira. Isto permite que eu mantenha a curiosidade diante das coisas mais simples.

Acredito que a felicidade é uma escolha.

Conheço pessoas que ganham excelentes salários ao final do mês, mas não são livres. Dinheiro realmente não é garantia de felicidade. Riqueza nem sempre é sinônimo de realização pessoal.

Ser feliz é olhar no espelho e gostar do que vê. A pessoa feliz transmite bom humor e contagia a todos os que estão à sua volta. A felicidade abre portas, cura doenças, constrói bases sólidas de contentamento.

Se você odeia o que faz, não suporta seu trabalho e não está satisfeito com o que vê ao redor, está na hora de pensar em realizar profundas mudanças! Não há desculpas para manter-se infeliz.

Falta fé, amor e vivacidade aos infelizes. Estas pessoas tornam-se sarcásticas, mal humoradas e acabam tornando-se um peso em seu grupo social. É feio ser infeliz!


Portanto, vamos estudar um pouquinho sobre este país que revelou-se ser o reino da felicidade e vamos aprender a sorrir mais com eles!

A falta de recurso, a pobreza e as limitações são contornáveis. Mas a cara feia e o baixo astral dos infelizes... Argh! Ninguém aguenta!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

MULHERES PODEROSAS


Tenho sentido um estranho impulso. Um sentimento de renovação, como uma serpente do deserto seco, estou trocando de pele. Plantei algumas mudanças em minha vida e já posso ver algumas sementes germinando. Não sei como definir. Tudo que sei é que, subitamente, tudo me parece possível e o mundo revela-se melhor.

Sou fã da escritora americana Jean Sasson que especializou-se em retratar a vida das mulheres árabes e do cotidiano opressivo do Oriente Médio. Li estupefata sobre a vida de mulheres como a princesa saudita Sultana ou a prisioneira iraquiana Mayada. Estes livros me fizeram refletir sobre a condição feminina. Como mulher ocidental, nascida e criada num país livre como o Brasil, não sei o que é limite ou sensação de opressão.

Sempre tive liberdade para me expressar abertamente, ainda que minha opinião não encontrasse apoio unânime quando revelada. Mas isso nunca me importou. O que importa é a possibilidade de pensar por si própria, de dizer não, de fazer as próprias escolhas.


No Oriente Médio a sociedade é absolutamente patriarcal. Às mulheres é negado o direito de existência individual. Elas são objetos dos homens e à eles devem o respeito e a vida. O homem saudita, por exemplo, tem direito de vida e morte sobre as mulheres de sua família incluindo sua mãe e irmãs. Estas mulheres escravas num mundo machista são reféns do medo e da desesperança.


Quanto mais leio sobre a vida destas mulheres vítimas da ignorância e intolerância masculinas, mais dou valor à minha liberdade. Hoje, aos 32 anos de idade, sinto-me dona da minha vida e responsável pela manutenção de minha paz e felicidade.

Penso que a mulher é a mensageira do amor. Talvez porque seja dela a responsabilidade de gerar e manter a raça humana. Talvez porque seu ventre seja a origem de todos os homens do mundo. Talvez por sua beleza, sua graça e sua cor.

Ser mulher deve ser uma bênção e nunca um fardo pesado. É por isso que insisto em transmitir minha mensagem sobre a importância do poder pessoal, a força da paz interior e outras formas de manter o equilíbrio interno.

Sinto orgulho de minha condição feminina e sou grata por ter nascido em um país livre onde sempre poderei dispor de meu corpo, minha mente e de meu amor.

sábado, 5 de dezembro de 2009

POESIA ERÓTICA


Esta semana recebi, por meio de minha agente literária, um convite para participar de uma coletânea de poesias eróticas. É um livro feito para adultos onde o tema do sexo poderá ser tratado abertamente.

O convite deixa claro que o autor terá total autonomia para desenvolver seu poema. Achei o desafio interessante e resolvi aceitar a proposta. Ainda não rascunhei nem a primeira estrofe, mas por alguma coincidência do acaso, tenho lido alguns livros de poetas árabes que falam abertamente sobre a questão da sexualidade.

Li em tempo recorde o intrigante livro “Tempo de Migrar para o Norte” do autor sudanês Tayeb Salih, considerado um dos romances em língua árabe mais importante do século XX. O livro até hoje é proibido nos países do Oriente Médio por causa de sua conotação erótica.

Outra obra encantadora é “A Prova do Mel” da poeta síria Salwa Al-Neimi. Este livro já foi publicado em mais de dez idiomas e é um sucesso absoluto por tratar da sexualidade feminina existente por baixo dos espessos véus. Na trama, a autora estuda os textos e tratados árabes sobre sexo anteriores ao surgimento do Islã e de sua tirania castradora.

Os dois livros tratam do sexo como uma atividade normal, uma brincadeira de adultos onde não faz sentido sentir vergonha dos próprios desejos e das experiências libidinosas que todo mundo faz, mas nem todos assumem.

O sexo para mim sempre foi algo absolutamente normal. Nunca tive pudores ou problemas em assumir minha sexualidade e experimentar o que tive vontade. Esta liberdade é fundamental para que a pessoa se conheça e aprenda a ter uma relação saudável com o próprio corpo, a própria carne.

Ter uma vida sexual saudável é uma coisa, mas escrever e publicar um texto sobre ela é outra. No início fiquei apreensiva com a questão da exposição, mas depois entendi, relendo meus próprios poemas, que o tema sempre esteve ali. Nada explícito, mas está ali motivando alguns poemas.

Uma vez ouvi um escritor dizendo que você só se torna bom no ofício da escrita quando consegue escrever uma cena de sexo explícito sem soar piegas, vulgar ou evidente demais. Voilá!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

POETA E COLUNISTA!


Hoje estreei como colunista do site "Gosto de Ler", o site de colunas mais lido do Brasil! Meu artigo de estreia é sobre a perseguição aos poetas russos na época do comunismo. Toda semana estarei publicando um artigo novo relacionado à poesia, literatura, história e algumas crônicas também. Convido a todos os leitores a me acompanharem nesta nova jornada!